28 maio 2012

Berlin, parte 3

Aqui estou depois de uma semana pra falar DE NOVO sobre Berlim. Mas eu prometo que este post é o último e eu volto a falar de Zurique.

Nova Iorque poder até ser a cidade que não dorme, mas Berlim não fica pra trás não viu?  Ô cidade cheia de energia! Antes de visitar a capital alemã, minha ideia era “Segunda Guerra Mundial” por causa do famoso Muro de Berlim e só. Pode? Hoje a ideia que eu tenho é exatamente oposta ao militarismo: liberdade. Como falei antes, a cidade é cheia de paredes grafitadas e gente alternativa, e isso reflete também nas esculturas. Em meio a muito edifício antigo e ilustres monumentos é possível encontrar uma escultura de um homem nu com um pênis gigante. Na foto abaixo não é possível ver com clareza o dito cujo, até porque eu levei tempo pra acreditar no que eu estava vendo e tirar uma foto! (ele é bem mais longo do que aparece na foto)

Eu fiz um planejamento de compras perfeito e a execução foi um desastre! Só de pensar me dá dó. No primeiro dia nós saimos sem rumo e eu aproveitei pra comprar uma coisinhas básicas que eu gostaria de usar nesses dias por lá. O plano era deixar as compras pro último dia e gastar o dinheiro que sobraria. Só que na sexta fomos jantar com um amigo do Amir que é tatuador e eles marcaram um horário no domingo pra fazer uma tatuagem. Ok, sábado fomos fazer nosso passeio cultural e saímos com esse casal de amigos pra balada. Domingo todos acordaram de ressaca e acabou que o cara não fez a tatuagem e saímos pra jantar. O plano então era fazer essa tattoo na segunda de manhã e passar o resto do dia fazendo compras, já que terça de madrugada nós voltaríamos para Zurique. Resultado: a tatuagem começou a ser feita no final da manhã de segunda e só parou as 4 da tarde, incompleta. Ou seja, começamos a passear às 5 e as lojas fecharam às 8, e eu não comprei metade do que eu queria, voltei pra casa com euros e o Amir sem a tatuagem terminada. Desastre total!

Pelo menos consegui comprar a saia high low que eu tanto queria e essa luvinha de couro que eu amei!

Mas todo esse contratempo valeu a pena. Conheci duas pessoas super gente boa! Passei algumas horas no apê/studio dos nossos amigos, mas viajar, conhecer lugares novos e ainda por cima fazer amizade é demais, né?

Outra coisa especial de Berlim: nosso souvenir. Dentro da estação do metrô havia uma grande campanha editorial da rede de lojas H&M, com fotos de casais modelos (hétero ou homossexuais) se beijando. A campanha se chamava Fashion Againt Aids – mais fotos aqui – e olha que maravilha: encontramos uma tenda da campanha no SonyCenter fazendo fotos de casais para postar no site. Fomos convidados pela mocinha da tenda e depois assinamos uns papéis para autorizar a publicação da foto e doar 1 dólar (ou seria euro? Não lembro). E ela ainda foi parar no telão! Amei!

Tem umas história engraçada sobre os ônibus de Berlim. No nosso primeiro dia de passeio compramos o ticket pro transporte público. É tipo um papelzinho meia-boca que serve pra todos os transporte públicos da cidade (não sei se pra barco também!). Quando eu digo meia boca é porque é assim um papel branco com algumas informações dentro, como a data de validade. Dentro do bondinho é igual a Zurique, não tem ninguém fazendo controle de ticket. Na estação de metrô também não, nem uma catraca pra controle, nadica. Mas no ônibus tem a tal fiscalização de ticket, digamos, um pouco estranha.

Tá vendo o ônibus ali na foto mais abaixo, de dois andares? Então, esse ônibus tem 3 portas – uma na frente, uma no meio e outra atrás – assim como os ônibus aqui de Zurique, só que aqui é possível entrar por qualquer porta, já que não há fiscalização diária. (Em breve post sobre o transporte público na Suíça). Em Berlim a galera toda entra pela porta da frente, mostra o papelzinho pro motorista (que nem olha direito) e vai procurar um assento. Nós, claro, fazíamos o mesmo. Mas eu sempre comentava com o Amir o quão idiota era fazer aquilo, já que se eu tivesse um ticket do mês passado o motorista não perceberia. (Não há tempo suficiente pra parar todos e olhar os tickets um por um). E comecei a notar que algumas pessoas entravam pela porta do meio, aproveitando que alguém estava descendo.

Certo dia o ônibus parou e eu entrei com o Amir pela porta do meio, pois estava aberta, enquanto todos os outros passageiros entraram pela porta da frente, fazendo aquela tradicional “mostra” de bilhete, leia-se levantar um papelzinho e abaixar em 1 segundo. Ok, entramos e ficamos em pé mesmo. Eu olhei para a cara do motorista pelo espelhinho e tive a impressão que ele olhava pra mim. Abaixei a cabeça, troquei duas palavras com o Amir e o ônibus não partia. Olhei de novo pro motorista, que nesse momento já estava com a testa franzida. Fingi que não vi e olhei de novo e constatei que ele estava mesmo me encarando. Falei pro Amir discretamente “Psiu, acho que o motorista tá encarando a gente!“. Ele não deu bola e eu já comecei a ficar nervosa, porque o ônibus não partia, e mais nervosa ainda com aquele alemão me encarando pelo espelho. Até que uma voz grossa sai de um alto-falante: “Os dois que entraram pelo meio, favor mostrar o ticket!”. Mico total

Eu e o Amir somos super tranquilos quando planejamos uma viagem. Decidimos o local, onde vamos dormir e o resto a gente vê por lá. Super sem expectativas e sem grandes frustações, muito menos estresse. Se um dia queremos dormir até mais tarde e passar menos tempo passeando, fazemos! Não gosto de visitar lugares às pressas e nem ir a tal lugar ‘só porque todo turista vai’. Viajar deve ser prazeroso e não exaustivo.

E o melhor de tudo isso, é poder passar momentos juntinhos com meu amor e ter a atenção dele toda pra mim! AMO!

Berlim me deixou muitas saudades! Saudade da comida barata, do povo misturado, daquele caos que é uma cidade enorme e dos momentos juntinhos com meu amor. É aquela coisa que eu disse quando voltei de Paris, vá uma vez pra ver a cidade, mas volte para conhecê-la, e Berlim está definitivamente na lista dos lugares que retornarei!

 Espero que tenham gostado! 😉

Obs.: quem é super curiosa, assim como eu, pode clicar nas fotos e vê-las maiores!


Ou comente por aqui:

6 Respostas para "Berlin, parte 3"

Victoria
28-05-2012 @ (18:23)

ADOREI!!!!!!!!!!!!


Amanda Bernardo
28-05-2012 @ (18:36)

Essa história de não conferir tickets é demais. Eu era a única com cartão de passe de todas as minhas amigas, ai eu incentivava elas a não comprar, já que ng confere. Duas vezes fomos abordadas. Eu mostrava minha carteirinha e elas fingiam que não entendia nada, e eu de tradutora. Coisa de brasileiro que se aproveita hahahahaha.


karinaazevedo
28-05-2012 @ (19:22)

Bem coisa de brasileiro mesmo! Por isso que isso não funcionaria no Brasil. NINGUÉM pagaria! haha


Camila
03-06-2012 @ (18:12)

hahahaha Adorei! É, realmente coisa de brasileiro… mas felizmente lá essas coisas funcionam mesmo. Na Espanha era a mesma coisa… achava esquisito que na estação de trem nao tinha absolutamente ninguém pra vender bilhetes, muito menos conferir… o espertinho, diga-se brasileiro, sempre acha que tá arrombando… e acaba se danando. Já passou comigo! Um dia te conto direitinho…rsrs. Beijinhoss!!


Evelise
19-11-2012 @ (21:34)

Adorei! Estou em Berlim (ou Berlin) rs, e hoje peguei o ônibus n. 100 para aquele primeiro tour e fiquei com uma sensação idiota ao mostrar o ticket para o motorista, pq realmente ele nem olha. Ao ler seu post me enxerguei…


karinaazevedo
19-11-2012 @ (21:59)

Não é? Estive aí mês passado de novo e fiz questão de mostrar o bilhete bem pertinho da cara do motorista.. e ainda olhava na cara dele! hahaha Divirta-se em Berlim!



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