12 maio 2016

Sinal Verde

Por que você, cego de tanto egoísmo não conseguia ver um palmo a frente do seu nariz. Eu estava bem ali.

Pisou no meu pé algumas vezes alegando não saber direito o caminho. Eu saia da frente, pra que o enxergasse melhor, mas ele dizia que seguia melhor comigo.

Os leves pisões doíam um pouco, porém eles fazem parte da longa caminhada, pensava eu. Então eu me mantive um pouco distante, aproveitando a visão de um novo horizonte. A esperança era que no final da rua os caminhos de encontrassem de novo.

Era interessante seguir um caminho diferente e não levar leves empurrões, mas eu voltava, pois achava que aquele era o caminho apropriado, ou pelos menos era, com certeza, a rota planejada. E a rota até então tinha sido planejada pelos dois.

Me atropelou sem dó, e depois voltou pra dizer que não tinha me visto.

Quando eu estava melhor do tombo, me atropelou de novo, dizendo não ter certeza se era eu mesma – que estava na frente.     A dor ja não era mais dos tombos e tropeços.

E assim eu me perdi e esqueci quem era mesmo que causava toda a dor e entrei num labirinto. Mas o labirinto tinha uma rota, só que desta vez, planejada somente por ele. E eu segui, sem saber direito porque.

Um belo dia de sol, meses após ter conseguido – finalmente – sair do labirinto, estamos juntos dentro do carro no sinal vermelho.

Não foi certo ter me atropelado tantas vezes em nome da sua própria loucura.

Quem mandou ter seguido junto a mim depois do primeiro pisão no pé.

 

Sinal verde, podemos seguir.

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Entre um sinal e outro, uma infinidade de palavras não ditas. Entre a lua e aqui, uma infinidade de mentiras.

20 out 2014

O meu erro

Uma das coisas mais triste num relacionamento é quando cada um quer andar pra um lado. Isso não significa que os dois queriam se separar, mas cada um quer andar na direção que escolher, e seria perfeitamente maravilhoso, se o outro escolhesse o mesmo caminho. Mas nem sempre é assim. E daí quando você se vê nessa situação, há algumas opções do que fazer:
1. Insistir em fazer as coisas do seu jeito, afinal é a vida que você sonhou, mesmo que seja sem ele.
2. Insistir em dizer que o jeito dele não funciona pra você, e quem deve mudar é ele.
3. Aceitar fazer tudo do jeito dele, pois afinal o importante é o sentimento, e quem sabe um dia ele mude.
4. Aceitar mudar algumas coisas esperando que o outro também mude. Daí você faz uma mudança aqui, aceita outra coisa ali, ele faz o mesmo, porém você não vê. Ou acha que nunca é o suficiente. Por que na verdade tudo que você queria era que ele escolhesse a opção 3.

E nesse processo de cada lado ceder um pouco, os dois lados ficam cada vez mais convictos nas suas decisões e que não devem ceder nada. E nisso os casais de afastam. E aí começa a parte mais difícil: aceitar que talvez a decisão mais sensata fosse escolher desde o início a opção número 1.

Se ao final eu “falhei”, eu tenho certeza que eu tentei, cedi, aguentei e em algumas coisas mudei. Eu passei pela opção 3 e depois 4, e infelizmente vi que a melhor opção pra mim seria a numero 1. E eu que um dia pensei que a única opção era ficar junto, não importa o que aconteça.

“Você diz não saber, o que houve de errado e o meu erro foi crer, que estar ao seu lado bastaria.”


29 jun 2012

1 ano de Suíça

Um ano atrás eu cheguei na Suíça. Um ano atrás eu deixei tudo e todos sem olhar pra trás! Eram um momento de tristeza e alegria. De despedida e reencontro! Mas uma coisa eu nunca senti: medo. Nem por um instante! Cheguei aqui num dia quente, com duas malas na mão e o coração cheio de coragem. Só.

Nesse um ano muita coisa aconteceu. Me casei, viajei, conheci muita gente e aprendi uma língua nova.

Se foi tudo mil maravilhas? Nem de longe! Me casei longe da minha família e dos meus amigos, senti muita saudade de casa, pensei por alguns instantes em desistir e me senti triste algumas vezes.

Mas, eu faria TUDO DE NOVO de olhos fechados, como fiz há um ano. Felicidade não  tem preço e lutar pela própria felicidade é a maior satisfação do mundo. Que venham mais um, dois, 10 anos de novas experiências, e se Deus quiser, do lado do homem que eu amo.

E a saudade continua!



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