19 jun 2012

NO PHOTO

Depois de muita luta para conseguir assistir os vídeos da minha câmera em HD no computador, eu consegui! E achei um vídeo muito engraçado de Berlin. Na cidade é possível alugar um “carro/bicicleta” e, plasmem, beber enquanto dirige pela cidade. E nunca dava tempo de tirar a máquina da bolsa pra fazer um vídeo. Até que um dia eu ouvi os marmanjos vindo de longe e me preparei. E quando quis filmá-los, olha o que eles fizeram:

NO NO NO NO, NO PHOTO, NO PHOTO! hahahahaha Por que será?

A famosa frase do “Se beber, não dirija” nesse caso é totalmente controversa!

ps: Pena que no wordpress não é possível ver vídeos em HD ;/


28 maio 2012

Berlin, parte 3

Aqui estou depois de uma semana pra falar DE NOVO sobre Berlim. Mas eu prometo que este post é o último e eu volto a falar de Zurique.

Nova Iorque poder até ser a cidade que não dorme, mas Berlim não fica pra trás não viu?  Ô cidade cheia de energia! Antes de visitar a capital alemã, minha ideia era “Segunda Guerra Mundial” por causa do famoso Muro de Berlim e só. Pode? Hoje a ideia que eu tenho é exatamente oposta ao militarismo: liberdade. Como falei antes, a cidade é cheia de paredes grafitadas e gente alternativa, e isso reflete também nas esculturas. Em meio a muito edifício antigo e ilustres monumentos é possível encontrar uma escultura de um homem nu com um pênis gigante. Na foto abaixo não é possível ver com clareza o dito cujo, até porque eu levei tempo pra acreditar no que eu estava vendo e tirar uma foto! (ele é bem mais longo do que aparece na foto)

Eu fiz um planejamento de compras perfeito e a execução foi um desastre! Só de pensar me dá dó. No primeiro dia nós saimos sem rumo e eu aproveitei pra comprar uma coisinhas básicas que eu gostaria de usar nesses dias por lá. O plano era deixar as compras pro último dia e gastar o dinheiro que sobraria. Só que na sexta fomos jantar com um amigo do Amir que é tatuador e eles marcaram um horário no domingo pra fazer uma tatuagem. Ok, sábado fomos fazer nosso passeio cultural e saímos com esse casal de amigos pra balada. Domingo todos acordaram de ressaca e acabou que o cara não fez a tatuagem e saímos pra jantar. O plano então era fazer essa tattoo na segunda de manhã e passar o resto do dia fazendo compras, já que terça de madrugada nós voltaríamos para Zurique. Resultado: a tatuagem começou a ser feita no final da manhã de segunda e só parou as 4 da tarde, incompleta. Ou seja, começamos a passear às 5 e as lojas fecharam às 8, e eu não comprei metade do que eu queria, voltei pra casa com euros e o Amir sem a tatuagem terminada. Desastre total!

Pelo menos consegui comprar a saia high low que eu tanto queria e essa luvinha de couro que eu amei!

Mas todo esse contratempo valeu a pena. Conheci duas pessoas super gente boa! Passei algumas horas no apê/studio dos nossos amigos, mas viajar, conhecer lugares novos e ainda por cima fazer amizade é demais, né?

Outra coisa especial de Berlim: nosso souvenir. Dentro da estação do metrô havia uma grande campanha editorial da rede de lojas H&M, com fotos de casais modelos (hétero ou homossexuais) se beijando. A campanha se chamava Fashion Againt Aids – mais fotos aqui – e olha que maravilha: encontramos uma tenda da campanha no SonyCenter fazendo fotos de casais para postar no site. Fomos convidados pela mocinha da tenda e depois assinamos uns papéis para autorizar a publicação da foto e doar 1 dólar (ou seria euro? Não lembro). E ela ainda foi parar no telão! Amei!

Tem umas história engraçada sobre os ônibus de Berlim. No nosso primeiro dia de passeio compramos o ticket pro transporte público. É tipo um papelzinho meia-boca que serve pra todos os transporte públicos da cidade (não sei se pra barco também!). Quando eu digo meia boca é porque é assim um papel branco com algumas informações dentro, como a data de validade. Dentro do bondinho é igual a Zurique, não tem ninguém fazendo controle de ticket. Na estação de metrô também não, nem uma catraca pra controle, nadica. Mas no ônibus tem a tal fiscalização de ticket, digamos, um pouco estranha.

Tá vendo o ônibus ali na foto mais abaixo, de dois andares? Então, esse ônibus tem 3 portas – uma na frente, uma no meio e outra atrás – assim como os ônibus aqui de Zurique, só que aqui é possível entrar por qualquer porta, já que não há fiscalização diária. (Em breve post sobre o transporte público na Suíça). Em Berlim a galera toda entra pela porta da frente, mostra o papelzinho pro motorista (que nem olha direito) e vai procurar um assento. Nós, claro, fazíamos o mesmo. Mas eu sempre comentava com o Amir o quão idiota era fazer aquilo, já que se eu tivesse um ticket do mês passado o motorista não perceberia. (Não há tempo suficiente pra parar todos e olhar os tickets um por um). E comecei a notar que algumas pessoas entravam pela porta do meio, aproveitando que alguém estava descendo.

Certo dia o ônibus parou e eu entrei com o Amir pela porta do meio, pois estava aberta, enquanto todos os outros passageiros entraram pela porta da frente, fazendo aquela tradicional “mostra” de bilhete, leia-se levantar um papelzinho e abaixar em 1 segundo. Ok, entramos e ficamos em pé mesmo. Eu olhei para a cara do motorista pelo espelhinho e tive a impressão que ele olhava pra mim. Abaixei a cabeça, troquei duas palavras com o Amir e o ônibus não partia. Olhei de novo pro motorista, que nesse momento já estava com a testa franzida. Fingi que não vi e olhei de novo e constatei que ele estava mesmo me encarando. Falei pro Amir discretamente “Psiu, acho que o motorista tá encarando a gente!“. Ele não deu bola e eu já comecei a ficar nervosa, porque o ônibus não partia, e mais nervosa ainda com aquele alemão me encarando pelo espelho. Até que uma voz grossa sai de um alto-falante: “Os dois que entraram pelo meio, favor mostrar o ticket!”. Mico total

Eu e o Amir somos super tranquilos quando planejamos uma viagem. Decidimos o local, onde vamos dormir e o resto a gente vê por lá. Super sem expectativas e sem grandes frustações, muito menos estresse. Se um dia queremos dormir até mais tarde e passar menos tempo passeando, fazemos! Não gosto de visitar lugares às pressas e nem ir a tal lugar ‘só porque todo turista vai’. Viajar deve ser prazeroso e não exaustivo.

E o melhor de tudo isso, é poder passar momentos juntinhos com meu amor e ter a atenção dele toda pra mim! AMO!

Berlim me deixou muitas saudades! Saudade da comida barata, do povo misturado, daquele caos que é uma cidade enorme e dos momentos juntinhos com meu amor. É aquela coisa que eu disse quando voltei de Paris, vá uma vez pra ver a cidade, mas volte para conhecê-la, e Berlim está definitivamente na lista dos lugares que retornarei!

 Espero que tenham gostado! 😉

Obs.: quem é super curiosa, assim como eu, pode clicar nas fotos e vê-las maiores!


21 maio 2012

Berlin, parte 2

Um detalhe do meu post sobre a capital alemã: Berlim ou M ou N. O Amir chegou em casa essa semana me falando que o nome da cidade estava errado no meu blog. Minha explicação foi a seguinte: eu escrevo em português, e consequentemente o nome de cidades e países. Quando conto da minha cidade não escrevo Zürich como se faz por aqui e sim Zurique, quando falo em Nova York não chamo a cidade de New York e por isso escrevi e vou continuar escrever Berlim com M, pois também escrevo Alemanha, e não Deutschland. Só quis deixar claro caso alguém tivesse percebido o mesmo! 😉

Voltando ao que interessa… No quesito cultural nós visitamos a Ilha dos Museus (Classificada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade), localizada no bairro Mitte, no centro da cidade. Dentro da ilha estão 5 grandes museus, ou seja, pra visitar todos é preciso tempo!

Eu querendo visitar o Pergamon Museum para ver esculturas gregas e romanas ENORMES, mas o marido queria ir ao Neues Museum para ver a exibição de artes da colação egípcia e fomos parar lá. Nesse museu fica também o busto da Rainha Nefertiti (tive que lembrar da novela do Crô), mas era proibido tirar fotos. Mas quem quer ver Fefê sem nariz tem ela aqui em baixo:

Também em Mitte fica o edifício do parlamento federal, o Reichstag, que foi incendiado logo após a nomeação de Hitler para o cargo de Chanceler da Alemanha, mas claro, todo reformado. O edifício é uma atração turística, não somente pelo fato de ser aberto para o público, mas também pela vista que oferece do topo. Como tinha muita fila para entrar, preferimos continuar a caminhada sem parar e esperar.

Fomos também ao Portão de Brandemburgo, ou em alemão Brandenburger Tor, símbolo de Berlim e o único portão de entrada de Berlim que existe até hoje. Após a Segunda Guerra Mundial, com a divisão de Berlim oste e Berlin leste, o muro passava bem pela frente do Portão, impedindo qualquer acesso através dele. Hoje, logo em frente ao Portão de Brandemburgo, há uma memorial com cruzes e nomes de pessoas que tentaram pular o muro e foram mortas. (Abaixo)

Muito perto do Brandenburger Tor fica o memorial aos Judeus mortos na Europa, ou seja, vítimas do holocausto. O lugar é super bacana com blocos de concreto de vários tamanhos, parecendo um labirinto para quem olha de longe. Tem um vídeo do Amir se escondendo de mim por lá, mas muito “tolinho íntimo” pra por aqui. (Mas se alguém insistir muito eu coloco ;P ). De acordo com nosso amigo wikipédia o local tem 19.000 m².

E daí que nessa dimensão toda nós achamos uma boa possibilidade de sentar. Mas o Amir deitou e em segundos o segurança veio até a gente pra reclamar. Ele disse “isso aqui não é rede pra você se deitar”. Repara que eu tirando a foto panorâmica do local o guardinha já se aproximava. Achei injusto, já que tinha muita gente sentada, como vocês podem ver na foto abaixo (lá atrás). A gente respeitou e saiu andando, mas como meu marido é suíço, (eles tem uma rivalidade normal com os países vizinhos, assim como a gente fala mal dos argentinos) ele ficou xingando o guarda alemão por uns 15 minutos (não na frente, claro!).

Nesse mesmo dia pegamos uma saída errada no metrô e fomos parar em um lugar inusitado. Perto da saída tinha um homem vestido de soldado dando carimbo da parte leste de Berlim (da época da divisão) no passaporte de turistas por 5/10 euros (não lembro). Eu fiquei com muita raiva de não ter meu passaporte comigo naquela hora.

E no mesmo lugar, um pedacinho do muro cheio de chiclete. Eca!

Gente, desculpem a informação assim toda pela metade sobre essa cidade cheia de história, mas como eu fui a passeio e não a trabalho, muita coisa eu acabei esquecendo. Sem contar que meu guia turístico foi meu marido e tudo foi explicado e contado na maior descontração. Espero que tenham gostado e em breve eu posto a última parte.


14 maio 2012

Berlim, parte 1

Até parece que fiquei todas essas semanas de férias né? Não não. Berlim durou uma semana e não passou voando como todas as férias. Foram seis dias andando, pegando metrô, andando, pegando ônibus e andando andando… E foi demais! Tirei muita foto, visitei bastante lugares e por isso tem muita foto e muito que eu quero contar, por isso vou dividir o post em três partes. Porque minha vida anda ocupada e a preguiça anda me visitando!

Pra quem vem de Floripa pra Zurique e vai pra Berlim acha que a cidade é um absurdo de grande. Acostumada a andar por Zurique toda, voltar da balada a pé e no máximo pegar um ônibus rápido, posso dizer que a cidade alemã me fez dar umas boas pernadas. O Amir é apaixonado por Berlim e toda aquele caos visual por causa do grafite (coisas de ex-grafiteiro). É difícil achar uma parede ou edifício “limpo”. Mas no final é isso que faz de Berlim uma cidade totalmente underground, (pelo menos ao meu ver) e mista com punks, muçulmanos, chineses – turistas-  em todo lugar.

Eu fui preparada pra ver alguns museus, o muro de Berlim, claro, e qualquer outra parte história da cidade, mas o que mais cativa meu marido e eu é o turismo gastronômico. Mas se você está pensando em comidas elaboradas e chiques, esqueça, nosso negócio é comer muito, bem e barato. E Berlim é o lugar pra isso! Pizza enorme e deliciosa por 3 euros (em Zurique em torno de 50 francos), Dönner – adoro – por 2,50 euros (em Zurique 12 francos) e por aí vai. E olha que 1 euro tá 1,20 francos então a diferença de preços é realmente gritante!

O Amir me falou que currywurst é famoso por lá e ele mal esperava pra comer, mas não me agradou. A comida é o seguinte: salsicha de porco, cortada em fatias com molho misto de ketchup e curry. Em qualquer quiosque é possível encontrar a salsicha ou nos vendedores ambulantes, que andam com uma tralha nas costas e um grill na frente, e entregam as salsichas fresquinhas, como esses dois da foto acima.

Outra coisa que também me encantou: o povo bebendo cerveja o tempo todo. Eles estão sempre com uma garrafinha de cerveja na mão, seja no metrô ou na rua. O mito do alemão e da cerveja é real! Eu embarquei na brincadeira e bebi cerveja o dia todo. Delícia! O Amir ficou mais no Club Mate, outro vício por lá. É mate com gás, vendido numa garrafa de vidro. Quem não carrega cerveja na mão carrega o mate. E na balada é possível comprar a garrafinha beber um pouco e completar com vodka. Olha eu aí embaixo com a minha garrafinha!

Mas claro que minha passagem por Berlim não se resumiu apenas a comida e bebida, e amanhã eu posto a parte cultural da viagem! Vendo as fotos de novo e relembrando tudo deu uma vontade de ir de novo!



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