22 set 2012

Utopia.

Tic tac tic tac tic tac. Não é o relógio, é o som imaginário o ponto de inserção do word piscando.

Eu queria escrever como já escrevi algumas vezes. Eu queria escrever como outras pessoas que admiro. Eu queria que as palavras saíssem perfeitamente. Mas não. Tic tac tic tac, agora é o relógio, me pressionando para pensar na vida. E meu desejo parece utopia. Vai lá, faz outra coisa real na vida, isso não é pra você. Voz interna.

Os barulhos se encontram numa explosão! As palavras soltas na minha cabeça, junto a ansia de escrevever, com a minha voz interna dizendo “Nao, nao é assim. Tá feio e errado”. De repente vem tudo de uma só vez, fazendo tac tac tac tac tac tac enlouquecidamente no teclado. E o único som que ouço é uma respiração leve. Ufa. “Publicar”.


19 jun 2012

NO PHOTO

Depois de muita luta para conseguir assistir os vídeos da minha câmera em HD no computador, eu consegui! E achei um vídeo muito engraçado de Berlin. Na cidade é possível alugar um “carro/bicicleta” e, plasmem, beber enquanto dirige pela cidade. E nunca dava tempo de tirar a máquina da bolsa pra fazer um vídeo. Até que um dia eu ouvi os marmanjos vindo de longe e me preparei. E quando quis filmá-los, olha o que eles fizeram:

NO NO NO NO, NO PHOTO, NO PHOTO! hahahahaha Por que será?

A famosa frase do “Se beber, não dirija” nesse caso é totalmente controversa!

ps: Pena que no wordpress não é possível ver vídeos em HD ;/


06 jun 2012

O sistema educacional suíço

Demorou pra pesquisar, demorou mais ainda pra escrever. Entender e depois explicar o sistema educacional da Suíça me levou um bom tempo, mas acho que finalmente eu entendi a diversidade e vou tentar explicar aqui. Mas pra não ficar cansativo vou dividir os posts. Vou dar uma visão geral hoje e amanhã conto como funciona o período de escola obrigatório. Pode ser? Tranquilo?

Vamos por partes, tipo dose homeopática. O mais importante: a Suíça está entre os melhores sistemas educacionais escolares do mundo. O melhor: não é caro, já que tudo é custeado com dinheiro público. Mas peraí, no Brasil as escolas publicas também são pagas pelo Estado. Porque não são excelentes? Sabemos bem por que.

Já as escolas particulares (de jardim de infância à universidade) estão classificadas como uma das mais caras do mundo, mas apenas 5% dos suíços ingressam no sistema privado. Vocês vão perceber a flexibilidade e as inúmeras possibilidades de se ter uma boa formação, seja ela durante ou depois do Ensino Médio.

Como o país tem 4 línguas oficiais (alemão, francês, italiano e romanche), as aulas nas escolas são ministradas em diferentes línguas, depende to Cantão. Mas toda criança na escola primária aprende outra língua oficial do país (neste caso o romanche fica de fora ) e mais o inglês. Ou seja, ensino completo com um plus de falar três idiomas. A diversidade linguística do país reflete também na formação intercultural da criança. Acostumados desde sempre a línguas e culturas diferentes (já que cada cantão tem sua própria identidade), a cada geração que passa as pessoas ficam mais “abertas”. Minha humilde opinião!

Na parte organizacional, o Estado tem a responsabilidade pelas escolas, porém a organização fica a cargo do município, assim como a contratação de professores, grade curricular escolar e feriados. Porém algumas regras vêm de cima (Federal) como a idade mínima para ingressar na escola e a duração do ensino obrigatório. Apenas as Escolas Superiores Técnicas Federais, que como o nome já diz, são controladas pego Governo Federal. Mas não pense que, por que cada cantão se responsabiliza por suas escolas,  vira uma bagunça. É tudo feito em perfeita harmoniza, respeitando cada cantão e sua cultura.

Como a educação aqui é obrigatória, mesmo as crianças filhas de estrangeiros são obrigadas a ir à escola. A idade mínima para começar os estudos é seis anos, mas é oferecido um, digamos, pré jardim de infância antes dessa idade. Os pais são livres para colocar seus filhos, mas mesmo sem a obrigatoriedade a maioria das crianças vai a “escolinha”.

Então existe o ensino infantil – Jardim de Infância, em seguida o ensino fundamental que pode ser dividido em escola primária e escola secundária – com varias ramificações-, e depois há outras opções para quem quer seguir alguma carreira profissional. Tem o Maturitätschule, que é a preparação para a universidade, ou cursos profissionalizantes.  E acima disso tem as Universidades e Institutos Técnicos, mas eu explico com mais detalhes depois!

Como já falei, amanhã vou postar sobre as três etapas do ensino obrigatório, que vou chamar de Jardim de Infância, Ensino Fundamental e Escola Superior. É importante dizer que cantões diferentes podem ter nomes também diferentes para especificar cada etapa do ensino, mas o princípio é o mesmo. Como moro na parte que tem o alemão como língua oficial, vou dar os nomes que eles dão aqui em Zurique, ok?

Espero que vocês gostem!


28 maio 2012

Berlin, parte 3

Aqui estou depois de uma semana pra falar DE NOVO sobre Berlim. Mas eu prometo que este post é o último e eu volto a falar de Zurique.

Nova Iorque poder até ser a cidade que não dorme, mas Berlim não fica pra trás não viu?  Ô cidade cheia de energia! Antes de visitar a capital alemã, minha ideia era “Segunda Guerra Mundial” por causa do famoso Muro de Berlim e só. Pode? Hoje a ideia que eu tenho é exatamente oposta ao militarismo: liberdade. Como falei antes, a cidade é cheia de paredes grafitadas e gente alternativa, e isso reflete também nas esculturas. Em meio a muito edifício antigo e ilustres monumentos é possível encontrar uma escultura de um homem nu com um pênis gigante. Na foto abaixo não é possível ver com clareza o dito cujo, até porque eu levei tempo pra acreditar no que eu estava vendo e tirar uma foto! (ele é bem mais longo do que aparece na foto)

Eu fiz um planejamento de compras perfeito e a execução foi um desastre! Só de pensar me dá dó. No primeiro dia nós saimos sem rumo e eu aproveitei pra comprar uma coisinhas básicas que eu gostaria de usar nesses dias por lá. O plano era deixar as compras pro último dia e gastar o dinheiro que sobraria. Só que na sexta fomos jantar com um amigo do Amir que é tatuador e eles marcaram um horário no domingo pra fazer uma tatuagem. Ok, sábado fomos fazer nosso passeio cultural e saímos com esse casal de amigos pra balada. Domingo todos acordaram de ressaca e acabou que o cara não fez a tatuagem e saímos pra jantar. O plano então era fazer essa tattoo na segunda de manhã e passar o resto do dia fazendo compras, já que terça de madrugada nós voltaríamos para Zurique. Resultado: a tatuagem começou a ser feita no final da manhã de segunda e só parou as 4 da tarde, incompleta. Ou seja, começamos a passear às 5 e as lojas fecharam às 8, e eu não comprei metade do que eu queria, voltei pra casa com euros e o Amir sem a tatuagem terminada. Desastre total!

Pelo menos consegui comprar a saia high low que eu tanto queria e essa luvinha de couro que eu amei!

Mas todo esse contratempo valeu a pena. Conheci duas pessoas super gente boa! Passei algumas horas no apê/studio dos nossos amigos, mas viajar, conhecer lugares novos e ainda por cima fazer amizade é demais, né?

Outra coisa especial de Berlim: nosso souvenir. Dentro da estação do metrô havia uma grande campanha editorial da rede de lojas H&M, com fotos de casais modelos (hétero ou homossexuais) se beijando. A campanha se chamava Fashion Againt Aids – mais fotos aqui – e olha que maravilha: encontramos uma tenda da campanha no SonyCenter fazendo fotos de casais para postar no site. Fomos convidados pela mocinha da tenda e depois assinamos uns papéis para autorizar a publicação da foto e doar 1 dólar (ou seria euro? Não lembro). E ela ainda foi parar no telão! Amei!

Tem umas história engraçada sobre os ônibus de Berlim. No nosso primeiro dia de passeio compramos o ticket pro transporte público. É tipo um papelzinho meia-boca que serve pra todos os transporte públicos da cidade (não sei se pra barco também!). Quando eu digo meia boca é porque é assim um papel branco com algumas informações dentro, como a data de validade. Dentro do bondinho é igual a Zurique, não tem ninguém fazendo controle de ticket. Na estação de metrô também não, nem uma catraca pra controle, nadica. Mas no ônibus tem a tal fiscalização de ticket, digamos, um pouco estranha.

Tá vendo o ônibus ali na foto mais abaixo, de dois andares? Então, esse ônibus tem 3 portas – uma na frente, uma no meio e outra atrás – assim como os ônibus aqui de Zurique, só que aqui é possível entrar por qualquer porta, já que não há fiscalização diária. (Em breve post sobre o transporte público na Suíça). Em Berlim a galera toda entra pela porta da frente, mostra o papelzinho pro motorista (que nem olha direito) e vai procurar um assento. Nós, claro, fazíamos o mesmo. Mas eu sempre comentava com o Amir o quão idiota era fazer aquilo, já que se eu tivesse um ticket do mês passado o motorista não perceberia. (Não há tempo suficiente pra parar todos e olhar os tickets um por um). E comecei a notar que algumas pessoas entravam pela porta do meio, aproveitando que alguém estava descendo.

Certo dia o ônibus parou e eu entrei com o Amir pela porta do meio, pois estava aberta, enquanto todos os outros passageiros entraram pela porta da frente, fazendo aquela tradicional “mostra” de bilhete, leia-se levantar um papelzinho e abaixar em 1 segundo. Ok, entramos e ficamos em pé mesmo. Eu olhei para a cara do motorista pelo espelhinho e tive a impressão que ele olhava pra mim. Abaixei a cabeça, troquei duas palavras com o Amir e o ônibus não partia. Olhei de novo pro motorista, que nesse momento já estava com a testa franzida. Fingi que não vi e olhei de novo e constatei que ele estava mesmo me encarando. Falei pro Amir discretamente “Psiu, acho que o motorista tá encarando a gente!“. Ele não deu bola e eu já comecei a ficar nervosa, porque o ônibus não partia, e mais nervosa ainda com aquele alemão me encarando pelo espelho. Até que uma voz grossa sai de um alto-falante: “Os dois que entraram pelo meio, favor mostrar o ticket!”. Mico total

Eu e o Amir somos super tranquilos quando planejamos uma viagem. Decidimos o local, onde vamos dormir e o resto a gente vê por lá. Super sem expectativas e sem grandes frustações, muito menos estresse. Se um dia queremos dormir até mais tarde e passar menos tempo passeando, fazemos! Não gosto de visitar lugares às pressas e nem ir a tal lugar ‘só porque todo turista vai’. Viajar deve ser prazeroso e não exaustivo.

E o melhor de tudo isso, é poder passar momentos juntinhos com meu amor e ter a atenção dele toda pra mim! AMO!

Berlim me deixou muitas saudades! Saudade da comida barata, do povo misturado, daquele caos que é uma cidade enorme e dos momentos juntinhos com meu amor. É aquela coisa que eu disse quando voltei de Paris, vá uma vez pra ver a cidade, mas volte para conhecê-la, e Berlim está definitivamente na lista dos lugares que retornarei!

 Espero que tenham gostado! 😉

Obs.: quem é super curiosa, assim como eu, pode clicar nas fotos e vê-las maiores!


21 maio 2012

Berlin, parte 2

Um detalhe do meu post sobre a capital alemã: Berlim ou M ou N. O Amir chegou em casa essa semana me falando que o nome da cidade estava errado no meu blog. Minha explicação foi a seguinte: eu escrevo em português, e consequentemente o nome de cidades e países. Quando conto da minha cidade não escrevo Zürich como se faz por aqui e sim Zurique, quando falo em Nova York não chamo a cidade de New York e por isso escrevi e vou continuar escrever Berlim com M, pois também escrevo Alemanha, e não Deutschland. Só quis deixar claro caso alguém tivesse percebido o mesmo! 😉

Voltando ao que interessa… No quesito cultural nós visitamos a Ilha dos Museus (Classificada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade), localizada no bairro Mitte, no centro da cidade. Dentro da ilha estão 5 grandes museus, ou seja, pra visitar todos é preciso tempo!

Eu querendo visitar o Pergamon Museum para ver esculturas gregas e romanas ENORMES, mas o marido queria ir ao Neues Museum para ver a exibição de artes da colação egípcia e fomos parar lá. Nesse museu fica também o busto da Rainha Nefertiti (tive que lembrar da novela do Crô), mas era proibido tirar fotos. Mas quem quer ver Fefê sem nariz tem ela aqui em baixo:

Também em Mitte fica o edifício do parlamento federal, o Reichstag, que foi incendiado logo após a nomeação de Hitler para o cargo de Chanceler da Alemanha, mas claro, todo reformado. O edifício é uma atração turística, não somente pelo fato de ser aberto para o público, mas também pela vista que oferece do topo. Como tinha muita fila para entrar, preferimos continuar a caminhada sem parar e esperar.

Fomos também ao Portão de Brandemburgo, ou em alemão Brandenburger Tor, símbolo de Berlim e o único portão de entrada de Berlim que existe até hoje. Após a Segunda Guerra Mundial, com a divisão de Berlim oste e Berlin leste, o muro passava bem pela frente do Portão, impedindo qualquer acesso através dele. Hoje, logo em frente ao Portão de Brandemburgo, há uma memorial com cruzes e nomes de pessoas que tentaram pular o muro e foram mortas. (Abaixo)

Muito perto do Brandenburger Tor fica o memorial aos Judeus mortos na Europa, ou seja, vítimas do holocausto. O lugar é super bacana com blocos de concreto de vários tamanhos, parecendo um labirinto para quem olha de longe. Tem um vídeo do Amir se escondendo de mim por lá, mas muito “tolinho íntimo” pra por aqui. (Mas se alguém insistir muito eu coloco ;P ). De acordo com nosso amigo wikipédia o local tem 19.000 m².

E daí que nessa dimensão toda nós achamos uma boa possibilidade de sentar. Mas o Amir deitou e em segundos o segurança veio até a gente pra reclamar. Ele disse “isso aqui não é rede pra você se deitar”. Repara que eu tirando a foto panorâmica do local o guardinha já se aproximava. Achei injusto, já que tinha muita gente sentada, como vocês podem ver na foto abaixo (lá atrás). A gente respeitou e saiu andando, mas como meu marido é suíço, (eles tem uma rivalidade normal com os países vizinhos, assim como a gente fala mal dos argentinos) ele ficou xingando o guarda alemão por uns 15 minutos (não na frente, claro!).

Nesse mesmo dia pegamos uma saída errada no metrô e fomos parar em um lugar inusitado. Perto da saída tinha um homem vestido de soldado dando carimbo da parte leste de Berlim (da época da divisão) no passaporte de turistas por 5/10 euros (não lembro). Eu fiquei com muita raiva de não ter meu passaporte comigo naquela hora.

E no mesmo lugar, um pedacinho do muro cheio de chiclete. Eca!

Gente, desculpem a informação assim toda pela metade sobre essa cidade cheia de história, mas como eu fui a passeio e não a trabalho, muita coisa eu acabei esquecendo. Sem contar que meu guia turístico foi meu marido e tudo foi explicado e contado na maior descontração. Espero que tenham gostado e em breve eu posto a última parte.


21 mar 2012

Curso de integração em Zurique

Lembra quando eu postei sobre o curso de alemão que eu estava fazendo? Pois bem, fiz o curso por dois meses (outubro e novembro) e no final de novembro eu parei por dois motivos: não estava mais me agradando e oportunidade de trabalhar mais horas em dezembro e juntar um bom dinheiro. Eu sabia que logo deveria retornar aos estudos, mas vieram as férias e eu deixei pra voltar em fevereiro, quando o ano letivo recomeça. Eu não sabia se voltaria pra a mesma escola ou se procurava outra, até que minha sogra descobriu algo muito interessante. Ela falou sobre um curso de integração que é oferecido a imigrantes residentes em Zurique, com uma preço animador: 600 francos por semestre, em vez de 600 por mês que eu pagava na escola de alemão.

Logo fui procurar informações sobre esse curso e descobri que ia além do alemão. Informações básicas, porém importantes, sobre a cidade eram dadas no curso de integração. Me animei mais ainda e me inscrevi no programa, mesmo sem mais informações. O Amir entrou no site da cidade Zurique, imprimiu o formulário, eu assinei e mandamos via correio. A resposta veio em algumas semanas com um horário marcado para fazer uma entrevista. Na entrevista eu pude ver qual curso seria melhor pra mim. As opções eram 3: curso de alemão/integração para pessoas de 15 a 21 anos 5 dias inteiros por semana, curso de alemão/integração para pessoas de 22 a 40 anos 4 manhãs por semana ou curso intesivo de alemão para quem já fala alemão, mas precisa da gramática perfeita para, por exemplo, entrar na universidade. Escolhi a segunda opção, já que seria totalmente compatível com meu horário de trabalho e as outras duas não me serviam.

O curso começou dia 27 de janeiro e eu estou totalmente apaixonada pela didática. Nas primeiras duas semanas não aprendemos nada de gramática, pois a ideia era falar falar falar, ou seja, praticar o mínimo de alemão que cada um tinha. O bom do curso de integração é que não há pressa em terminar o livro ou acabar a lição, todos são livres para questionar, informar e as vezes até conversar (quando o tema é relevante). Eu, que achava que não tinha aprendido muito em dois meses, agora passo três horas por dia falando somente alemão. Um pouco errado? Muito errado, mas o importante é não ter vergonha (eu não tenho mesmo!), aprender o básico da gramática e mão (língua) à massa!

Agora algumas informações importante para quem mora em Zurique e está interessado em fazer o curso. O custo do curso por semestre é 600 francos (mais 50 francos de material), mas pode ser reduzido de acordo com sua renda. Depois que as aulas iniciam, é dado um formulário para fazer o pedido de redução de preço. Como o curso é barato há muita procura, pode ser que você fique em uma lista de espera, então depois de aceito é bom se empenhar e não faltar, pois você pode ser retirado do curso. Há muitos passeios pela cidade e também visitas à prefeitura e afins, como escritórios públicos especializados em informações para imigrantes. O cantão de Zurique e Basel são os únicos que oferecem curso de integração, já que são considerados os cantões mais “abertos” a estrangeiros. O nome da instituição que eu estudo é Fachschule Viventa e fica localizado na Kernstrasse 11, esquina da Langstrasse com Badenerstrasse. E, obviamente, é preciso estar legal no país para ter o benefício do curso.

O site do departamento de escola e esporte de Zurique é http://www.stadt-zuerich.ch/viventa, lá você encontra mais informações e também o formulário de inscrição do curso.


14 mar 2012

Só pra dar um alô!

Depois que algum tempo, estou de volta! Eu odeio deixar meu blog às traças, ficar mais de uma semana sem escrever e tal, mas também odeio achar que o texto não está bom o sufuciente pra postar. Dilema.

É o seguinte, eu tenho uma pilha de posts quase prontos. Eu escrevo e salvo nos rascunhos. Daí eu penso “Não vou postar, nem deixar agendado, pois amanhã eu arrumo e melhoro um pouquinho mais o texto”. Resultado: texto nunca pronto. Dizem que é mal de jornalista achar que o texto nunca está pronto, mas o negócio é que uma hora ele tem que sair né?

Por exemplo nesse mês eu gostaria de escrever sobre o sistema suíço (política, economia, educação), e por isso estou fazendo muita pesquisa pra conseguir, primeiramente, entender e postar aqui. Mas eu fico presa no perfeccionismo e nunca termino.

Outro motivo para a ausência é minha nova rotina diária, as aulas de alemão (Em breve um post à respeito. Uma super dica para quem vive em Zurique legalmente). Estou com muita garra em aprender logo essa língua e, por isso, depois da aula, se alguém me convida pra passear na cidade e conversar em alemão, eu topo na hora.

Bom, todo esse blablabla mea culpa foi só pra dizer que eu aprecio muito as visitas/seguidores/comentários que meu blog tem recebido nos últimos meses (motivo pelo qual quero sempre melhorar meus textos) e que eu quero muito continuar postando sobre minha vida (alo, autofofoca?) aqui no país do chocolate! Nem que seja só pra dar um Alô.


17 jan 2012

Meu trabalho

Muita gente anda se perguntando, ou até mesmo me perguntando, o que eu faço por aqui. Se o Amir me sustenta ou se eu já consegui um mega trabalho de correspondente internacional. Bom, vamos por partes. Logo que cheguei aqui na Suíça, minha menor preocupação era meu futuro no jornalismo. Era tanta coisa passando pela minha cabeça, preparativos, casamento, aproveitar um pouco com a lua de mel. E depois que toda a correria passou nos mudamos para Zurique. Então decidimos que eu só iria me preocupar com emprego quando fossemos para a “cidade grande”. Chegamos em Zurique em setembro e até se estabelecer (materiais para a casa, curso de alemão, academia, seguro-saúde) levou quase um mês.

Durante o mês de agosto o Amir trabalhou muito extra pra garantir esse tempo de estabilidade, então a respeito de grana estávamos tranquilos. Fora o dinheiro que ganhamos para a lua de mel que não foi preciso gastar tudo. Casal controlado, não? Não, casal realista! Por ser bem realista, nunca tive a pretensão de achar que eu viria pra Suíça, um país que tem Universidades excelentes e consequentemente, formandos excelentes, e em 6 meses acharia um emprego de jornalista sem ao menos falar alemão. Aliás, essa nem era minha preocupação. Vim pra Suíça para finalmente viver meu relacionamento por mais de 3 meses. Passado setembro, comecei meu curso de alemão. Outubro terminou e a pressão psicológica chegava. Tanto minha como do pai do Amir, que vivia me perguntando se eu já tinha conseguido um emprego.

Entrei em sites, fóruns e tudo mais que podia me dar informações de como as coisas aqui funcionavam. E a decepção só aumentava, pela comprovação de que não seria fácil mesmo! Não encontrava absolutamente nenhuma oferta na área da comunicação.  Conheço uma menina, que por sinal é brasileira, mas vive aqui há anos, que faz faculdade de comunicação e já me disse: “Aprende alemão que eu te ajudo a encontrar alguma coisa. Mas aprende alemão!”.

Sim, é preciso saber ao menos o básico dessa língua, que não é nem um pouco fácil. Então lá fui eu me dedicar ainda mais ao curso, que já me dava bons sinais. Mas a pressão de viver às custas do Amir não estava me fazendo feliz. Eu sempre tive meu próprio dinheiro e pedir dinheiro pro marido pra comprar uma carteira de cigarro não rola. Algumas colegas do curso estavam na mesma situação. Quase todas tem ensino superior e insistem em conseguir o emprego dos sonhos sem ser local e muito menos, falar a língua local. Mas como eu disse, sou realista!

Eu estava tranquila com a ideia de não trabalhar na área, se assim fosse necessário, pois eu e o Amir já havíamos feito um acordo. Ele está na Universidade estudando economia e em menos de 2 anos se forma, então agora é a hora de focar nos estudos dele, já que o meu já está garantido, e quando ele se formar, nós vamos ter estabilidade financeira suficiente para eu voltar a focar na minha carreira. 

Foi aí que eu pensei eu procurar qualquer trabalho simples, que eu pudesse falar inglês e fosse mais fácil de encontrar. A maioria dos estudantes que eu conheço que estudam na Universidade trabalham em bar, boate ou restaurante. É super comum por aqui. Então entrei em contato com amigos, na esperança que só o inglês fosse suficiente. Necas. O básico do alemão era exigido. Ok.

Até que uma amiga estava aqui em casa, e no meio do assunto “Karina quer emprego” ela me perguntou: “me diz alguma coisa que te faria feliz trabalhando, alguma coisa que não tenha nada a ver com a tua qualificação”. Eu prontamente respondi: “cuidar de criança”. No outro dia eu já tinha uma mensagem no meu celular de uma mãe que estava interessada em contratar alguém para buscar dois meninos no jardim de infância e levar pra casa. E sempre falando inglês com eles, já que o jardim de infância é bilíngue. Muitas entrevistas foram feitas com a mãe dos meninos, muita espera e muita ansiedade, principalmente se ela aceitaria a quantia mensal que eu pedi. Final de outubro a resposta foi dada.

Hoje eu tenho meu emprego, de carteira assinada e tudo mais que é de direito. Com um salário que me proporciona mais coisas do que eu esperava. Trabalho três vezes por semana e continuo aprendendo alemão, na espera do dia eu possa falar a língua fluentemente e me aprofundar nos estudos, seja ele qual for! O importante mesmo é estar feliz!


11 out 2011

"Lago Bellevue"

No outro é sempre igual, as folhas caem no quintal, já dizia a poeta Sandyejúnior. Os sinais do outono por aqui já começaram a aparecer, como eu postei no instagram semana passada. (Oi, me segue liãnda). E, assim como em qualquer país de inverno rigoroso, o pessoal por aqui aproveita ao máximo os últimos dias com temperatura agradável. E por não ter praia, o negócio é curtir os parques e lagos. Eu acho a ideia uma graça! Umas das delícias de morar em Zurique é ter no meio da cidade o Zürichsee (lago de Zurique). Eu e o Amir costumamos ir passear por lá nas sextas-feiras ou no final de semana. Dá uma olhada no visual:

Essa parte do lago é super perto de casa, e com conexões de ônibus ou bondinho é possível chegar lá num piscar de olhos. Pra quem está pensando em vir à Zurique no verão, é um ótimo lugar pra passear no final de tarde, dar uma descansada e curtir o visual. E se bater a fome, opções para comer bem é que não faltam. A alguns passos do lago você encontra Starbucks, Sprüngli, sorvete Mövenpick, as super famosas linguiças Sternen Grill e muito mais.

Uma das coisas que eu adoro por aqui, é a liberdade e a diversidade. Andar com tranquilidade pela rua sempre foi meu sonho no Brasil. Acredito que liberdade não falte por aqui. Além disso a mistura de “tribos” também me encanta. Punks, fashion girls, ricos, pobres, crianças, jovens e idosos, todos no mesmo local, cada um respeitando a individualidade do outro.

E se essas fotos te convenceram a visitar Zurique e vir correndo me dar um abraço, aqui vão algumas informações básicas de como chegar até essa altura do lago.

Se você vem de ônibus ou de bonde a estação de parada é a Bellevue. Os bondes ou tram – como é chamado aqui – de número 2, 4, 5, 8, 9 e 11 te deixam praticamente em frente a esse ponto do lago de Zurique, que eu apelidei de lago Bellevue. O Amir diz que turista não usa ônibus, apenas tram (não é trem é tram), mas em caso de você se perder (o que pra mim é super fácil) os ônibus de número 912 e 916 também te levam até lá.

Espero que toda essa chantagem visual tenha feito você pensar na hipótese de vir me visitar. 😉



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