20 out 2014

O meu erro

Uma das coisas mais triste num relacionamento é quando cada um quer andar pra um lado. Isso não significa que os dois queriam se separar, mas cada um quer andar na direção que escolher, e seria perfeitamente maravilhoso, se o outro escolhesse o mesmo caminho. Mas nem sempre é assim. E daí quando você se vê nessa situação, há algumas opções do que fazer:
1. Insistir em fazer as coisas do seu jeito, afinal é a vida que você sonhou, mesmo que seja sem ele.
2. Insistir em dizer que o jeito dele não funciona pra você, e quem deve mudar é ele.
3. Aceitar fazer tudo do jeito dele, pois afinal o importante é o sentimento, e quem sabe um dia ele mude.
4. Aceitar mudar algumas coisas esperando que o outro também mude. Daí você faz uma mudança aqui, aceita outra coisa ali, ele faz o mesmo, porém você não vê. Ou acha que nunca é o suficiente. Por que na verdade tudo que você queria era que ele escolhesse a opção 3.

E nesse processo de cada lado ceder um pouco, os dois lados ficam cada vez mais convictos nas suas decisões e que não devem ceder nada. E nisso os casais de afastam. E aí começa a parte mais difícil: aceitar que talvez a decisão mais sensata fosse escolher desde o início a opção número 1.

Se ao final eu “falhei”, eu tenho certeza que eu tentei, cedi, aguentei e em algumas coisas mudei. Eu passei pela opção 3 e depois 4, e infelizmente vi que a melhor opção pra mim seria a numero 1. E eu que um dia pensei que a única opção era ficar junto, não importa o que aconteça.

“Você diz não saber, o que houve de errado e o meu erro foi crer, que estar ao seu lado bastaria.”


13 maio 2012

Dia das mães

Amélia pode até ser a mulher de verdade, mas a MÃE de verdade é essa aí!

Melhor representação do que a minha mãe é não há. Parabéns aos dois homens da minha vida pela ideia e criação do painel!


26 ago 2011

E o sonho vai virar realidade

Então amigos e curiosos famintos de informação sobre meu casamento! Finalmente cá estou pra contar tudinho. Eu queria ter feito um post antes pra contar sobre os preparativos e tal, mas foi tudo muito corrido, porém no final deu tudo certo. Quando vim pra Suíça, eu achava que o casamento seria super formal, só eu e o Amir, as testemunhas, um juiz e os papéis. Mas o “estado” faz tudo em salas especiais e específicas para casamentos, e que varia de tamanho e sofisticação, variando também o preço. Como não tínhamos muitos convidados, já que foi marcado para as 11h15 da manhã, escolhemos a menor sala. O nervosismo era grande, olha a cara de nervosa aqui embaixo. “Gente to casando! Para tudo, é isso mesmo? Confirma produção?”

Sexta-feira, onze e meia da manhã é bem provável que as pessoas estejam trabalhando né? Mas alguns amigos desempregados fofos fizeram questão de participar da cerimônia.

A cerimônia foi uma graça! Demorou mais do que o normal, porque foi toda realizada em alemão e português (exigência deles). O juiz foi super simpático desde o início de tudo, quando nos conhecemos para realizar a entrevista e oficializar o noivado. Ele falou dos símbolos presentes naquela sala, como: o tampão da mesa mais oval, tentando parecer um barco, ou seja, mesmo com mar agitado e algumas tempestades, o casal deve manter o barco em pé; uma obra de arte moderna na parede, tentando parecer asas, ou seja, na percepção do juiz significa que cada um de nós tem uma asa, ou seja, só é possível alcançar vôos altos quando juntos estivermos. Depois, ele leu um poema sobre felicidade, deu alguns conselhos muito sábios, lembrou que nos dias de hoje, em um casamento, o homem e a mulher têm os mesmos direitos e deveres. E falou outras coisas muito lindas, mas que agora eu não lembro.E depois de muita coisa romântica, chegou a hora das coisas práticas e formais. Mas como a cerimônia estava sendo realizada em duas línguas, a coisa meio que se perdeu. Vou explicar: o juiz perguntou pro Amir “você quer contrair matrimônio com a Karina….?” Daí a tradutora traduziu (exigência do juiz que tudo fosse traduzido). E o Amir não respondeu, não deu tempo, pois logo em seguida o juiz fez a pergunta pra mim.  E como de praxe, a tradutora traduziu a pergunta. E eu fui obrigada a perguntar “é agora que eu digo sim? Posso dizer sim?” (haha). Eu disse “sim”, o Amir disse “ja”, daí a tradutora traduziu meu “sim” pra “ja”, daí eu disse “ja” só pra descontrair, daí o juiz começou a rir dizendo “sim” e “ja”, e olha só a bagunça que se formou! Foi aí que, nesse momento de distração, o juiz nos declarou casados e pediu o beijo dos noivos.

Já casados, sentamos de novo pra ouvir as últimas palavras do juiz. O Amir apertava a minha mão tão forte que doía. Olha na foto abaixo ele agarrando meus finos dedos. Durante a semana, quando eu me encontrava com as meninas, elas sempre davam um jeito de me excluir só pra planejar as brincadeiras do casamento. Elas prepararam arroz e flores pra jogar nos novos. Achei muito fofo! Mas as brincadeiras ainda estavam por vir…Depois da cerimônia todo mundo estava meio tonto, sem se dar conta do que tinha acontecido. Os amigos não conseguiam acreditar que estavam no primeiro casamento do grupo, e a pra nós dois, a ficha ainda não tinha caído. E começamos a beber ali mesmo, na frente da “capela”.Fotos com os amigos, a família, os padrinhos e de novo com alguns amigos e família e e e já não conseguia mais sorrir. Mas o dia estava perfeito!Todo mundo com a barriga roncando, fomos para um restaurante maravilhoso! No topo da cidade, comida divina, atendimento divino e vista divina. Só faltou a minha família. Foi aí que o coração começou a apertar e liguei pros meus pais. O telefone tocou uma vez e eu já comecei a chorar. Meu pai atendeu e eu não conseguia mais falar nada. Desde a noite anterior ao casamento eu estava meio melancólica pelo fato de não te-los comigo. Mas foi meu único momento de drama, o resto foi só alegria. Mas tinha alguém que não parava de chorar e me beijar o dia todo: a sogra.  Depois o almoço e todo o nervosismo era hora de relaxar. Pois é, mas não deu tempo. A lua de mel era em dois dias e NADA estava marcado. Fomos agendar voo e hotel e voltamos pra casa pra organizar a festa com os amigos. 19 horas o pessoal começou a chegar. Ao todo foram seis meninas para um bando de marmanjos. Quem quiser dar uma checada nos garotos fiquem à vontade pra clicar na foto e aumentar (haha)  ;P

Após todos comidos e bebidos, começaram as brincadeiras. Primeiro a explicação: foi arrecadado dinheiro de todos os convidados para a festa, inclusive dos ausentes, e cada brincadeira correta vale 10 francos. 1. Vocês tem três minutos para colocar o máximo de roupas do outro. Taí o resultado. Cada peça de roupa valia 10 francos. Tiveram outras brincadeiras, como adivinhar qual era a panturrilha do Amir, com os olhos vendados. E não é que eu acertei! Teve também um questionário super embaraçoso com perguntas sobre nosso relacionamento. Teve amigos fazendo strip-tease pra mim, garotas fazendo declaração de amir pro Amir. Enfim, a noite foi muito divertida. E conforme a tradição na Suíça, a noiva deve usar um item velho, um item de pérola e um item azul. E as meninas providenciaram um item azul pra mim. Gente, na hora do meu buquê, teve muita competição! haha As seis garotas da festa disfarçando o interesse em ser a próxima, na primeira foto!A noite foi chegando, o alcool falando mais alto, os ânimos se alterando… Hora da brincadeira da laranja.Os amigos do Amir não paravam de comentar como a noite estava boa. Todos estavam felizes por nós. E eles estavam certos, pois a noite estava boa demais!
Fim das brincadeiras. Dinheiro contado! As meninas e organizadoras da diversão explicaram que foi coletado dinheiro de todos, e até os que não puderam participar da festa fizeram questão de mandar a contribuição. No final, ficamos assustados com a quantidade de dinheiro. Foi um casamento fora dos padrões. Pelo menos pra mim, sendo brasileira e acostumada com as festa de casamento em grande estilo. A grande festa no Brasil ainda virá, mas a alegria desse dia eu jamais vou esquecer. Eu sempre soube que sou um pouco fora dos padrões, mas nunca imaginei tanto. Mas também nunca imaginei tanta felicidade.

Mas muita felicidade e contentamento, trazem também exaustão e eu deixei minha própria festa à la francesa. Ainda tinha muita gente festejando com o noivo, e a noiva estava quase dormindo em pé.

Foi um dia especial e eu queria dividir essa história aqui com vocês, mesmo que através das minhas palavras apenas. “… e leve o tempo que levar, eu sei que eu encontrarei a felicidade…”

Já me sinto além do arco-íris.


21 jul 2011

Oficialmente noivos

Hora de compartilhar alegria! Porque, MEU DEUS, como eu estou feliz! Desde ontem eu sou, oficialmente, noiva na Suíça. Deixa eu contar passo a passo de toda a burocracia.

Quando eu a o Amir decidimos morar junto e que seria na Suíça, eu fui buscar saber o que era necessário para realizar um casamento lá. Por que casamento sempre foi a nossa opção e não a falta dela. Não vou me casar somente para ficar legal aqui, vou me casar porque nós dois queremos isso há muito tempo. Eu tinha duas opções: vir para a Suíça com o visto de turista ou com um visto de casamento. O primeiro me deixa ficar aqui por 90 dias (desde que eu tenha ficado fora da Suíça por 6 meses) e o segundo por 6 meses. O primeiro não da garantia de casamento, pois alguns cantões não aceitam o casamento entre local e turista. O segundo não só aceita, mais como se propõe a fazer tudo dentro dos 6 meses, afinal o visto é pra isso mesmo. Bom, eu vim com o visto de turista. Mas porque? É, quando eu descobri que existia uma permissão para vir e casar eu achei o máximo e pensei porque cargas d’água alguém vai como turista e corre o risco?

Quando você namora dois anos e meio a distância, a última coisa que você quer é ficar mais tempo longe de quem ama, certo? A opção do visto mais garantido pode demorar até 4 meses para ser aceito. No caso eu faria tudo no Brasil, mandaria documentos para São Paulo, receberia outros, mandaria documentos para a Suíça e blablablá e enquanto isso o consulado “segura” meu passaporte, ou seja, eu não poderia sair do país antes da permissão para casar estar pronta. Tudo que eu não queria era ficar longe do Amir, mesmo que eu tivesse que pegar o caminho mais arriscado. Lá vai eu pra Suíça, com visto de apenas 3 meses.

Logo que cheguei aqui fui atrás dos meus documentos (certidão de nascimento e estado civil) traduzidos, pois mandei tudo antes para a tradutora, para garantir tempo. No dia 4 fomos, eu e Amir, até o lugar responsável pela realização de casamentos, sente só o nome do lugar ZIVILSTANDSAMT (oi linda, pra que tanta consoante?) Chegando lá, falamos que queríamos casar, e o mocinho que nos atendeu, que parecia não saber de muita coisa, foi buscar a lista dos documentos que eu precisava. Oi? Já tenho tudo fofo. Ele ficou surpreso e passou tudo para outra pessoa. Já essa outra mocinha que nos atendeu só me aborreceu. Os papéis estavam todos certos, organizados, traduzidos, autenticados, mas ela disse que não sabia se o juiz de lá iria aceitar o matrimônio, pois eu estava com o visto de turista e deveria ter vindo com o visto de casamento, porque 3 meses não seria suficiente para preparar tudo para o casamento e esperar pela minha permissão B (visto que recebo depois do casamento). Eu insistia em perguntar se ela realmente achava que um simples casamento não poderia ser feito em TRÊS MESES. Quanto estresse. Fiquei toda nervosa, achando que nada iria dar certo e o Amir dizia que a mocinha era só uma funcionária que não sabia de nada e muito menos decidia alguma coisa. Pior, o juiz que iria ver meus documentos e decidir tudo estava de folga e só voltada uma semana depois. Não tinha muito o que fazer, mas esperar. Preenchemos o formulário de casamento e como queria meu nome de casada. Pra manter o nome completo ficaria muito grande, só o sobrenome dele eu não queria, então achei que Azevedo Elmallawany ficaria bom.

No dia 12 recebemos um e-mail dizendo que eles iriam olhar meus documentos, e se tudo estivesse dentro dos conformes, eles nos escreveriam novamente para marcar um horário para conversar. Oba eu pensei, pelo menos eles vão “olhar” meus documentos, e como eu sei que está tudo certo, tudo que eles pediram esta lá, não haverá problemas. Eu relaxei.

Dois dias depois, outro e-mail. Eles viram um ERRO nos meus documentos. Na declaração de estado civil e passaporte minha cidade natal é Armazém, mas na certidão de nascimento fui registrada em Gravatal. Ai não! eu pensei. Como assim? Quem? Onde? Quando? Gravatal não tem hospital, por isso nasci em Armazém, tipo assim, 5 minutos de carro! Devido ao erro, eu deveria ir até a ZIVILSTANDSAMT e explicar o erro ou levar outra certidão com a informação correta. Erro 2: meu sobrenome Azevedo Elmallawany não poderia ficar desse jeito. Ou o nome completo ou só o do Amir. Corri pra lá. Expliquei que nasci em uma cidade e fui registrada em outra e blablabla. Eles me pediram para escrever tudo isso em um papel e assinar, como prova que eu estava ciente que minha cidade Natal é Armazém e não iria responsabilizar ninguém no futuro por qualquer erro. Quanto cuidado. “Erro” 1 e 2 resolvidos! No mesmo dia marcamos a data para a tal entrevista.

Dia 19, terça-feira, retornamos ao local de nome difícil com a tradutora. Em uma sala simples, sentamos à mesa com o juiz super tranquilo e simpático. Eu e o Amir recebemos um mesmo formulário. A tradutora ia lendo e eu preenchendo. Eu, Karina blablabla, nascida no dia tal quero me casar com o fulado de tal que nasceu dia tal e blablabla… Eu confirmo que nunca me casei antes, que não estou casada em nenhum lugar do mundo, que não estou obrigando ninguém a se casar comigo, nem fui obrigada, também não sou parente (de forma alguma) do homem que quero me casar. Confirmo que sei das responsabilidades (10 anos de prisão) se estiver infringindo a lei suíça. Tudo assinado, o juiz fez umas perguntas estranhas do tipo “vocês preferem manter o casamento em segredo até o dia?” e umas simples como “vão trocar alianças?” “a data escolhida tem algum motivo especial?” tudo para que ele possa se preparar no dia da cerimônia. Depois de uma hora e meia de muita conversa e decisão, era hora de marcar a data. DIA 5 DE AGOSTO ÀS 11:15. O juiz nos cumprimentou e disse que para a lei suíça eu estava, a partir daquele momento, noiva. E durante 10 dias eu sou proibida de me casar com qualquer outra pessoa em qualquer outra lugar.

Acho que foi o maior post da vida do blog. Isso acontece quando a pessoa aqui não posta com tanta frequência. Mea culpa! A respeito da burocracia, isso é tudo. Melhor e muito mais rápido do que eu esperava. Espero que todos estejam tão felizes como eu. Notícias sobre os preparativos em breve!

Küsse Küsse


13 out 2008

Mentiras sinceras, verdades farsantes

Aos poucos começo a pensar que minha vida amorosa turbulenta não é tão ruim assim. A gente sempre aprende um pouco. Minha história é mais ou menos assim:

Eu estava ficando com um cara e o relacionamento estava lá pelo segundo mês. Até aí tudo tranquilo. Nesse ponto eu já criava espectativa de namorar o suposto cara. De repente, não mais que de repente, ele sumia. Sim, aquela velha história de que os homens somem; eu sei de cor! Não foi uma vez, nem duas, foram várias. A verdade é que eu nunca, nunca mesmo fui atrás de explicações. Sempre pensei: “Se não quer, não vou insistir”. Eu simplesmente saía de campo, como se não tivesse um zilhão de perguntas pra fazer. Perguntas do tipo: “Até ontem tava tudo bem, me diz então por quê?”. Não, era humilhação demais, eu achava. Eu achava que meu último relacionamento era um início de namoro só porque o cara dormia “de conchinha” comigo. Não era uma prova de que ele adorava a minha companhia à noite e sim a fragilidade explícita do homem. Talvez eu não tivesse entendido os sinais e simplesmente acreditado numa sinceridade que não existia. Mas, mesmo assim eu deixava passar, sem exlicações. E eu que sempre fui boa em argumentar…

Logo após o sumiço eles apareciam com uma namorada. Outra pessoa ocupando o lugar que eu tava querendo. Eu agia muito bem na frente delas, sociável até demais. Eu tinha medo de correr riscos, de arriscar. Nunca lutei por nenhum deles. Nunca lutei pelos meus futuros e sonhados namoros. De tão amigável que eu era, mal olhava pra cara do meu ex-ficante, atual namorado daquela que eu batia um papo fingindo normalidade, fingindo incapacidade de dizer: “Cala a boca sua vaca!”, mesmo que a culpa não fosse dela. Mas eu fazia tudo direitinho pra não causar constrangimento, nem ciúmes. Eu sabia que não podia fazer com os outros o que não queria que fizesse comigo. Isso aconteceu tantas vezes comigo, que minhs amigas me zoam dizendo que eu preparo os homens para outras mulheres.

Quando eu percebi que agir tão corretamente não estava dando em nada, quebrei um dos meus principais protocolos. Tudo bem se eu arriscar, o amor é uma loteria, meu pai sempre diz. Num bate papo sobre relacionamentos com a minha mãe ela me disse: “Faz o que tu quer, não o que os outros querem”. Ela, que antes me dizia para nunca passar por cima dos outros por causa dos meus interesses, me disse a frase libertadora, como se eu tivesse esperando a permissão dela pra enfim fazer um pouco o que eu quero. Errar um pouco e agir de forma egoísta não me fez sentir culpa. Nesse tempo de “Indrodução ao namoro” eu descobri que alguém sempre tem que perder. E de agora em diante, que não seja eu.

ps: não estava contando a história de um caso amoroso, mas de alguns.


03 set 2008

Amor, amor

Sofrer por amor é inevitável. A dor de quando um relacionamento acaba, ou quando perece que vai acabar nos faz sentir o mundo virar de cabeça pra baixo (tudo bem, ele vira literalmente a todo instante). Porque, convenhamos, se tudo acabou sem dor, então não era amor. Eu não sei exatamente o que é, mas vamos nomear de amor o sentimento entre namorados. No início do namoro o amor é gostoso, mas mesmo assim dói um pouco, dói pela insegurança. No meio tempo do namoro também dói, porque sempre tem uma briga e te faz ficar agoniada por uma semana ou duas horas, o que dói igual. E no fim quando tudo acaba o amor continua machucando quem foi deixado. A pessoa chora, ouvindo mil vezes a música do Djavan, não come, não sai pra passear. E não adianta alguém dizer “não sofre, vai passar”. Tudo bem, vai mesmo, mas enquando não passa, o amor te causa uma dor insustentável.

Tem vezes que o sofrimento não é só pelo fim do namoro. Eu tenho uma colega de faculdade que tem uma namoro que diz ser perfeito. Ela sabe que o ama e tem certeza da reciprocidade. E com medo da perfeição ela terminou o namoro. Então será que sofrer por amor não é somente inevitável, mas necessário? Porque se tá tudo bem, se ele não te causa ciumes, não tem chulé e não dança daquele jeito que tu odeias, não tem graça. O amor tem que ter altos e baixos, tem que doer pra depois sarar. Se for sempre em linha reta é amor de mãe. Uma briga entre mãe e filha/filho não gera preocupação. Briga entre amigas não gera insegurança, basta o tempo passar e vocês voltam a se falar. Agora namorado é diferente. Existe a insegurança por não saber se ele vai voltar mesmo. Aquela história de deixar livre tudo que ama e se voltar é porque sempre as tive e se não voltar é porque nunca foram minhas é muito bonita, mas na prática… Ninguém deixa livre quem ama e espera voltar. No amor de namorados não existe isso.

A solução deve ser aproveitar o amor. Chorar, rir, brigar, fazer as pazes e ir levando. Deve ser por isso que não existe a fórmula perfeita pro relacionamento amoroso, sexual. O único ingrediente imprescindível pra ele é o amor, e este não têm como ser questionado.



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