25 out 2015

Domingo no parque

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Um passeio no parque sempre me remete a imagem de casais sentados juntinhos, grupo de amigos bebendo ou fazendo pinic, mães com suas crianças ou famílias passeando. Talvez eu tenha essa ideia fixa de nunca estar sozinha, por que eu vim de uma família grande.  A gente sempre saiu junto, não me lembro de ver meu pai saindo pra passear sozinho nem minha mãe.

Passear por Zurique (na verdade em qualquer lugar) sozinha pra mim sempre foi um problema. Eu vim pra cá com o propósito de desbravar a cidade na companhia de alguém, e fiz isso varias vezes, claro. Talvez no passado eu não tenha dado o valor a uma simples caminhada a dois. Eu achava que precisava sair pra comer, tomar um cafe em um lugar interessante. As coisas eram difíceis quando eu cheguei aqui. Hoje eu tenho a possibilidade de sair pra comer a beira do lago, tomar um cafe na confeitaria mais famosa da cidade…

Mas as coisas mudam, e consequentemente mudam também os valores.

Hoje eu caminhei pela cidade sozinha, parei no parque, li meu livro, observei as pessoas. E me senti bem. Por que é muito importante curtir a própria companhia. Isso não e sinal de solidão, é sinal de auto conhecimento. Não me entendam mau, eu tenho muitos amigos, mas nos últimos meses aprendi o valor de estar sozinha. Eu aprendi a me ver, coisa é sim muito difícil quando estamos rodeados de muitas pessoas, ou nos doamos muito para elas.

Hoje entendo o que quer dizer “seja inteira, e não a metade da laranja”. Leva tempo, mas quem realmente quer, aprende. Aprende também que o tempo cura tudo e que é preciso dar tempo ao tempo.

Dê também tempo a você mesmo, e quem realmente estiver na sua vida vai continuar, não importa quanto tempo você necessite pra se encontrar. A vida passa rápido, verdade, mas também é muito longa. Há tempo de plantar e de colher. parque 4parque 3

E como sempre as joaninhas pousando em mim. Muito amor!

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28 maio 2012

Berlin, parte 3

Aqui estou depois de uma semana pra falar DE NOVO sobre Berlim. Mas eu prometo que este post é o último e eu volto a falar de Zurique.

Nova Iorque poder até ser a cidade que não dorme, mas Berlim não fica pra trás não viu?  Ô cidade cheia de energia! Antes de visitar a capital alemã, minha ideia era “Segunda Guerra Mundial” por causa do famoso Muro de Berlim e só. Pode? Hoje a ideia que eu tenho é exatamente oposta ao militarismo: liberdade. Como falei antes, a cidade é cheia de paredes grafitadas e gente alternativa, e isso reflete também nas esculturas. Em meio a muito edifício antigo e ilustres monumentos é possível encontrar uma escultura de um homem nu com um pênis gigante. Na foto abaixo não é possível ver com clareza o dito cujo, até porque eu levei tempo pra acreditar no que eu estava vendo e tirar uma foto! (ele é bem mais longo do que aparece na foto)

Eu fiz um planejamento de compras perfeito e a execução foi um desastre! Só de pensar me dá dó. No primeiro dia nós saimos sem rumo e eu aproveitei pra comprar uma coisinhas básicas que eu gostaria de usar nesses dias por lá. O plano era deixar as compras pro último dia e gastar o dinheiro que sobraria. Só que na sexta fomos jantar com um amigo do Amir que é tatuador e eles marcaram um horário no domingo pra fazer uma tatuagem. Ok, sábado fomos fazer nosso passeio cultural e saímos com esse casal de amigos pra balada. Domingo todos acordaram de ressaca e acabou que o cara não fez a tatuagem e saímos pra jantar. O plano então era fazer essa tattoo na segunda de manhã e passar o resto do dia fazendo compras, já que terça de madrugada nós voltaríamos para Zurique. Resultado: a tatuagem começou a ser feita no final da manhã de segunda e só parou as 4 da tarde, incompleta. Ou seja, começamos a passear às 5 e as lojas fecharam às 8, e eu não comprei metade do que eu queria, voltei pra casa com euros e o Amir sem a tatuagem terminada. Desastre total!

Pelo menos consegui comprar a saia high low que eu tanto queria e essa luvinha de couro que eu amei!

Mas todo esse contratempo valeu a pena. Conheci duas pessoas super gente boa! Passei algumas horas no apê/studio dos nossos amigos, mas viajar, conhecer lugares novos e ainda por cima fazer amizade é demais, né?

Outra coisa especial de Berlim: nosso souvenir. Dentro da estação do metrô havia uma grande campanha editorial da rede de lojas H&M, com fotos de casais modelos (hétero ou homossexuais) se beijando. A campanha se chamava Fashion Againt Aids – mais fotos aqui – e olha que maravilha: encontramos uma tenda da campanha no SonyCenter fazendo fotos de casais para postar no site. Fomos convidados pela mocinha da tenda e depois assinamos uns papéis para autorizar a publicação da foto e doar 1 dólar (ou seria euro? Não lembro). E ela ainda foi parar no telão! Amei!

Tem umas história engraçada sobre os ônibus de Berlim. No nosso primeiro dia de passeio compramos o ticket pro transporte público. É tipo um papelzinho meia-boca que serve pra todos os transporte públicos da cidade (não sei se pra barco também!). Quando eu digo meia boca é porque é assim um papel branco com algumas informações dentro, como a data de validade. Dentro do bondinho é igual a Zurique, não tem ninguém fazendo controle de ticket. Na estação de metrô também não, nem uma catraca pra controle, nadica. Mas no ônibus tem a tal fiscalização de ticket, digamos, um pouco estranha.

Tá vendo o ônibus ali na foto mais abaixo, de dois andares? Então, esse ônibus tem 3 portas – uma na frente, uma no meio e outra atrás – assim como os ônibus aqui de Zurique, só que aqui é possível entrar por qualquer porta, já que não há fiscalização diária. (Em breve post sobre o transporte público na Suíça). Em Berlim a galera toda entra pela porta da frente, mostra o papelzinho pro motorista (que nem olha direito) e vai procurar um assento. Nós, claro, fazíamos o mesmo. Mas eu sempre comentava com o Amir o quão idiota era fazer aquilo, já que se eu tivesse um ticket do mês passado o motorista não perceberia. (Não há tempo suficiente pra parar todos e olhar os tickets um por um). E comecei a notar que algumas pessoas entravam pela porta do meio, aproveitando que alguém estava descendo.

Certo dia o ônibus parou e eu entrei com o Amir pela porta do meio, pois estava aberta, enquanto todos os outros passageiros entraram pela porta da frente, fazendo aquela tradicional “mostra” de bilhete, leia-se levantar um papelzinho e abaixar em 1 segundo. Ok, entramos e ficamos em pé mesmo. Eu olhei para a cara do motorista pelo espelhinho e tive a impressão que ele olhava pra mim. Abaixei a cabeça, troquei duas palavras com o Amir e o ônibus não partia. Olhei de novo pro motorista, que nesse momento já estava com a testa franzida. Fingi que não vi e olhei de novo e constatei que ele estava mesmo me encarando. Falei pro Amir discretamente “Psiu, acho que o motorista tá encarando a gente!“. Ele não deu bola e eu já comecei a ficar nervosa, porque o ônibus não partia, e mais nervosa ainda com aquele alemão me encarando pelo espelho. Até que uma voz grossa sai de um alto-falante: “Os dois que entraram pelo meio, favor mostrar o ticket!”. Mico total

Eu e o Amir somos super tranquilos quando planejamos uma viagem. Decidimos o local, onde vamos dormir e o resto a gente vê por lá. Super sem expectativas e sem grandes frustações, muito menos estresse. Se um dia queremos dormir até mais tarde e passar menos tempo passeando, fazemos! Não gosto de visitar lugares às pressas e nem ir a tal lugar ‘só porque todo turista vai’. Viajar deve ser prazeroso e não exaustivo.

E o melhor de tudo isso, é poder passar momentos juntinhos com meu amor e ter a atenção dele toda pra mim! AMO!

Berlim me deixou muitas saudades! Saudade da comida barata, do povo misturado, daquele caos que é uma cidade enorme e dos momentos juntinhos com meu amor. É aquela coisa que eu disse quando voltei de Paris, vá uma vez pra ver a cidade, mas volte para conhecê-la, e Berlim está definitivamente na lista dos lugares que retornarei!

 Espero que tenham gostado! 😉

Obs.: quem é super curiosa, assim como eu, pode clicar nas fotos e vê-las maiores!


21 maio 2012

Berlin, parte 2

Um detalhe do meu post sobre a capital alemã: Berlim ou M ou N. O Amir chegou em casa essa semana me falando que o nome da cidade estava errado no meu blog. Minha explicação foi a seguinte: eu escrevo em português, e consequentemente o nome de cidades e países. Quando conto da minha cidade não escrevo Zürich como se faz por aqui e sim Zurique, quando falo em Nova York não chamo a cidade de New York e por isso escrevi e vou continuar escrever Berlim com M, pois também escrevo Alemanha, e não Deutschland. Só quis deixar claro caso alguém tivesse percebido o mesmo! 😉

Voltando ao que interessa… No quesito cultural nós visitamos a Ilha dos Museus (Classificada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade), localizada no bairro Mitte, no centro da cidade. Dentro da ilha estão 5 grandes museus, ou seja, pra visitar todos é preciso tempo!

Eu querendo visitar o Pergamon Museum para ver esculturas gregas e romanas ENORMES, mas o marido queria ir ao Neues Museum para ver a exibição de artes da colação egípcia e fomos parar lá. Nesse museu fica também o busto da Rainha Nefertiti (tive que lembrar da novela do Crô), mas era proibido tirar fotos. Mas quem quer ver Fefê sem nariz tem ela aqui em baixo:

Também em Mitte fica o edifício do parlamento federal, o Reichstag, que foi incendiado logo após a nomeação de Hitler para o cargo de Chanceler da Alemanha, mas claro, todo reformado. O edifício é uma atração turística, não somente pelo fato de ser aberto para o público, mas também pela vista que oferece do topo. Como tinha muita fila para entrar, preferimos continuar a caminhada sem parar e esperar.

Fomos também ao Portão de Brandemburgo, ou em alemão Brandenburger Tor, símbolo de Berlim e o único portão de entrada de Berlim que existe até hoje. Após a Segunda Guerra Mundial, com a divisão de Berlim oste e Berlin leste, o muro passava bem pela frente do Portão, impedindo qualquer acesso através dele. Hoje, logo em frente ao Portão de Brandemburgo, há uma memorial com cruzes e nomes de pessoas que tentaram pular o muro e foram mortas. (Abaixo)

Muito perto do Brandenburger Tor fica o memorial aos Judeus mortos na Europa, ou seja, vítimas do holocausto. O lugar é super bacana com blocos de concreto de vários tamanhos, parecendo um labirinto para quem olha de longe. Tem um vídeo do Amir se escondendo de mim por lá, mas muito “tolinho íntimo” pra por aqui. (Mas se alguém insistir muito eu coloco ;P ). De acordo com nosso amigo wikipédia o local tem 19.000 m².

E daí que nessa dimensão toda nós achamos uma boa possibilidade de sentar. Mas o Amir deitou e em segundos o segurança veio até a gente pra reclamar. Ele disse “isso aqui não é rede pra você se deitar”. Repara que eu tirando a foto panorâmica do local o guardinha já se aproximava. Achei injusto, já que tinha muita gente sentada, como vocês podem ver na foto abaixo (lá atrás). A gente respeitou e saiu andando, mas como meu marido é suíço, (eles tem uma rivalidade normal com os países vizinhos, assim como a gente fala mal dos argentinos) ele ficou xingando o guarda alemão por uns 15 minutos (não na frente, claro!).

Nesse mesmo dia pegamos uma saída errada no metrô e fomos parar em um lugar inusitado. Perto da saída tinha um homem vestido de soldado dando carimbo da parte leste de Berlim (da época da divisão) no passaporte de turistas por 5/10 euros (não lembro). Eu fiquei com muita raiva de não ter meu passaporte comigo naquela hora.

E no mesmo lugar, um pedacinho do muro cheio de chiclete. Eca!

Gente, desculpem a informação assim toda pela metade sobre essa cidade cheia de história, mas como eu fui a passeio e não a trabalho, muita coisa eu acabei esquecendo. Sem contar que meu guia turístico foi meu marido e tudo foi explicado e contado na maior descontração. Espero que tenham gostado e em breve eu posto a última parte.


14 maio 2012

Berlim, parte 1

Até parece que fiquei todas essas semanas de férias né? Não não. Berlim durou uma semana e não passou voando como todas as férias. Foram seis dias andando, pegando metrô, andando, pegando ônibus e andando andando… E foi demais! Tirei muita foto, visitei bastante lugares e por isso tem muita foto e muito que eu quero contar, por isso vou dividir o post em três partes. Porque minha vida anda ocupada e a preguiça anda me visitando!

Pra quem vem de Floripa pra Zurique e vai pra Berlim acha que a cidade é um absurdo de grande. Acostumada a andar por Zurique toda, voltar da balada a pé e no máximo pegar um ônibus rápido, posso dizer que a cidade alemã me fez dar umas boas pernadas. O Amir é apaixonado por Berlim e toda aquele caos visual por causa do grafite (coisas de ex-grafiteiro). É difícil achar uma parede ou edifício “limpo”. Mas no final é isso que faz de Berlim uma cidade totalmente underground, (pelo menos ao meu ver) e mista com punks, muçulmanos, chineses – turistas-  em todo lugar.

Eu fui preparada pra ver alguns museus, o muro de Berlim, claro, e qualquer outra parte história da cidade, mas o que mais cativa meu marido e eu é o turismo gastronômico. Mas se você está pensando em comidas elaboradas e chiques, esqueça, nosso negócio é comer muito, bem e barato. E Berlim é o lugar pra isso! Pizza enorme e deliciosa por 3 euros (em Zurique em torno de 50 francos), Dönner – adoro – por 2,50 euros (em Zurique 12 francos) e por aí vai. E olha que 1 euro tá 1,20 francos então a diferença de preços é realmente gritante!

O Amir me falou que currywurst é famoso por lá e ele mal esperava pra comer, mas não me agradou. A comida é o seguinte: salsicha de porco, cortada em fatias com molho misto de ketchup e curry. Em qualquer quiosque é possível encontrar a salsicha ou nos vendedores ambulantes, que andam com uma tralha nas costas e um grill na frente, e entregam as salsichas fresquinhas, como esses dois da foto acima.

Outra coisa que também me encantou: o povo bebendo cerveja o tempo todo. Eles estão sempre com uma garrafinha de cerveja na mão, seja no metrô ou na rua. O mito do alemão e da cerveja é real! Eu embarquei na brincadeira e bebi cerveja o dia todo. Delícia! O Amir ficou mais no Club Mate, outro vício por lá. É mate com gás, vendido numa garrafa de vidro. Quem não carrega cerveja na mão carrega o mate. E na balada é possível comprar a garrafinha beber um pouco e completar com vodka. Olha eu aí embaixo com a minha garrafinha!

Mas claro que minha passagem por Berlim não se resumiu apenas a comida e bebida, e amanhã eu posto a parte cultural da viagem! Vendo as fotos de novo e relembrando tudo deu uma vontade de ir de novo!


18 abr 2012

Spring vacation

Semaninha de férias!

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Quando eu voltar, é claro que vai ter post sobre Berlim!
Por enquanto, que tal dar uma bisbilhotada nos posts antigos?

Beijos e até breve!


23 mar 2012

Breve visita ao Brasil

Algumas fotos da minha breve, muy breve, viagem ao Brasil:

Depois da minha família, uma das minhas grandes expectativas era a comida. Meu deus como eu senti falta da comida da minha mãe! Comida caseira, churrasco e sushi era tudo que eu queria!

Olha aí alguns dos meus amores! As meninas no sushi, minha mais que fofa cachorra Wendy, a familía reunida com as caixas de chococate suíço e o pessoal que foi me buscar no aeroporto, já que o dia que eu cheguei foi uma surpresa pra minha família. Tá faltando o Cadu nessas fotos!

Como por aqui tudo é caro, inclusive ir ao salão de beleza, eu deixei pra fazer tudo que queria no Brasil. Meu cabelo tava preto, então decidi fazer umas luzes pra clarear. Luzes feitas, eu achei que era pouco e quis pintar. Resultado? Uma m*rda! Como meu cabelo tinha um pedaço virgem na raiz, a cor clara pegou somente nessa parte, me deixando com cara de p*ta pobre. Socorro! Lá fui eu de novo pintar da mesma cor que tava quando eu cheguei. E por fim, meu retoque de alisamento que foi tão mal feito no salão da Cotirô que eu sinto raiva até hoje! Ou seja, dinheiro jogado no lixo!

A minha primeira marquinha de aliança na mão esquerda! Fofo.

E como era meu aniversário eu me dei de presenta uma melissa. Não vejo a hora de chegar o verão por aqui pra me exibir com meu produto brasileiro! E como pode uma pessoa ser casada com uma brasileira e não ter Havaianas? Comprei pro Amir essa que brilha no escuro, já que aquela com bandeirinha do Brasil todo mundo tem por aqui. Ganhei de aniversário um jogo de taças de cristal feito a mão lindíssimo, mas não pude trazer, pois iriam quebrar.

Aproveitei pra visitar um lugar que frequentei minha vida toda: Alesc. Foi muito bom rever as pessoas com quem eu trabalhei por tanto tempo. E a parte mais difícil foi deixar Floripa, pois isso significa deixar muita coisa! Mas isso é assunto pra outro post! 😉


19 mar 2012

Jardim Botânico

Já posso dizer que vivi em todas as estações do ano aqui na Suíça. Cheguei no verão e curti muito aquele calorzinho chato, depois veio o outono e vi todas as folhinhas caindo das árvores dia a dia. No inverno, como de praxe, a neve marcou presença. E agora estamos há dois dias da primavera. Claro que os sinais ainda não estão claros, pois quando escurece o frio volta e a flora continua tristinha.

O jardim botânico que pertence à universidade de Zurique é super perto de casa. Ainda no ano passado, no outono, (olha que post atrasado!) o Amir e eu fomos visitar o local e fiquei apaixonada pelo ambiente. Só que logo o inverno chegou e não valia mais a pena visitar o jardim cheio de neve.

A entrada é gratuita, mas cachorros são proibidos – exceto cão-guia, uma péssima notícia para o pessoal daqui, que vai com seus animais de estimação pra todo lugar. Quem for até o local de bicicleta, roller, skate, vai ter que deixar o veículo do lado de fora. Mas isso não é um problema, já que passear com calma, olhar todas aquelas plantinhas ou dar uma sentadinha na grama é o que você certamente vai querer fazer.

É muito fofo ver o cuidado que os universitários/professores tem com o local, mesmo quem não entende nada sobre plantas (Eu!) se impressiona. Plantas à parte, o local proporciona um bom lugar pra leitura, meditação, “fotossintese” (hehe), brincadeiras de crianças, namorico e etc…, principalmente quando o sol está brilhando.

Dentro do grande parque há uma cafeteria, que pertence à universidade, mas é aberto ao público. O horário de funcionamento é das 9:00 as 17:00, menos sábado que abre as 10:30. O almoço é serviço das 11:30 as 13:30, porém se quiser achar um lugar pra sentar é melhor ir depois das 12:30.

Vai dizer que não é uma delícia esse lugar? Super perto de casa. Uma boa opção pra um domingo a tarde.

O entedeço do Jardim Botânico da Universidade é: Zollikerstrasse 107 – 8008 Zürich. Se for fazer uma visita, me convida! 😉

Os horários de abertura são:

De Março à Setembro: Segunda à Sexta, das 7:00 as 19:00. Sabado e Domingo, das 8:00 as 18:00.

De Outubro à Fevereiro: Segunda à Sexta. das 8:00 as 18:00. Sábado e Domingo, das 8:00 das 17:00.

Para chegar até lá você pode pegar o Tram número 11 e parar em “Hegibachplatz” ou número 2 ou 4 e parar em “Höschgasse” ou o ônibus número 33 na parada “Botanischer Garten”.

Bom passeio!


06 mar 2012

Gravatal

Quando eu era adolescente e minha mãe dizia que iríamos à gravatal, ahhh que raiva me dava. Pra mim aquele era um dos lugares menos interessantes na face da terra. Não tinha ninguém da minha idade, nada pra fazer e um calor ou frio muito chato. Até ja escrevi sobre Gravatal aqui, de um jeito mais humorado, hoje é de um jeito nostálgico.

Hoje eu sinto muita falta de ir até aquela cidade pequena e simples. Saudade de comer uma rosca com nata no café, de ir à missa com a vó, saudade de visitar um parente distante, enfim, aquela coisa mesmo de sentir falta quando se está longe.

Gravatal pode estar há muitos e muitos quilômetros de distância de mim, mas sempre na memória. É a cidade que eu nasci e vivi minha infância, e isso marca pra sempre! Fazendo uma leve análise sobre as coisas que me lembram da cidade, eu penso primeiro em quão forte era a religiosidade (não sei se ainda é). Lembro-me das crentes (como chamávamos aquelas mulheres de saia e cabelo longos) e das senhoras indo à igreja aos domingos. Felizmente, fui a muita missa com a minha família, daquelas longas e coreografadas, quando parece que o padre não vai parar de falar nunca!

E quando não tem nada pra fazer? Passear em Termas do Gravatal é a saída. Muitas lojas, muitas malharias e sempre um gringo (argentino) ou gaúcho fazendo compras. E sair pra jantar em Gravatal é com certeza ir nas Termas. Passear uma tarde por lá e ver as pessoas que você “conhece” desde criança ficando mais velhas e criando família dá uma sensação inexplicavelmente aconchegante.

Mas se o dia está lindo e você já foi a igreja e já passeou nas Termas, a melhor ideia é visitar as mini cidades ao redor, como São Roque. Passar por aquelas casas simples e não imaginar como alguém pode viver daquele jeito e ao mesmo tempo se impressionar com a riqueza natural, é aprender a dar valor a outras coisas. Nada melhor como um lugar calmo e silencioso pra por a mente em ordem, não?

Pena que o tempo passa e tudo muda. Hoje quando vou a Gravatal nada é mais como na minha memória. Mas a vida é assim mesmo, já dizia o sábio: “Nada é permanente, senão a mudança“. (Heráclito). O importante é guardar bem guardadinho, na caixinha da memória tudo de bom adquirido na vida.

Bom, deixa eu ir que sessões de nostalgia me deixam filosófica demais!

ps: Estrelando: casaquinhos de lã feitas pela vó!


01 fev 2012

Feirinha da semana

Eu adoro feira, seja ela do que for, comida, buginganga ou bicicleta, não importa. E quarta-feira é dia de feira na estação de trem principal de Zurique. Se você está indo ou voltando é sempre bom comprar um pãozinho ou laranja fresca pra comer no caminho, né?

Sempre que passo por lá nesse dia da semana aproveito pra comprar alguma coisinha. Eles vendem pão, frutas, verduras, salame, crepes, ervas e muito mais. Na semana passada, passando só pra dar uma olhadinha (fotos) e comprar maçã pro Amir, eu parei na barraquinha de salame. Me senti na Itália! Os dois rapazes que trabalhavam lá falando italiano e com uma simplicidade e simpatia impar! E com aquele sotaque charmoso e dizendo que a mortadela era de Bologna eu não resisti e comprei a tal mortadela. Grazie mademoiselle. Ué mas ele não falava italiano? Deixa pra lá!


30 jan 2012

Fotos da semana (passada)

Depois de uma semana “cheia” por aqui, uma outra semana vazia. Mas o motivo é nobre. Após mais de um mês com a cabeça enfiada nos livros, para as provas da faculdade, meu marido voltou à realidade. E eu aproveitei todo o tempo livre que tinha pra namorar. Tão bom!

E quem gosta de dar aquela espiadinha passadinha por aqui, vai ter novidades durante a semana toda. Depois de muito chamego, o Amir foi passar quatro dias em Barcelona com os amigos da faculdade, e eu tive tempo de preparar alguns posts.

Pra começar a semana bem de mansinho, aí vão algumas fotos aleatórias.

Imagina um friozão, você esperando pelo ônibus e aquela maquina de chocolate quente alí, olhando pra você? Hmmm, é compra garantida! Mas a temperatura por aqui até que colaborou durante a semana, com temperaturas até 6º C, o que possibilita um cafezinho  e um jornal na varanda!

Como a semana foi de chamego, muita comida e bebida. E olha que marido mais querido, vai viajar e deixa um bolo de maçã pra mim. E como não podia ser diferente,  depois de toda a comilança é preciso levar o corpinho pra academia! Sempre exercitando o corpo e a mente!

Um beijo e uma ÓTIMA semana! Aos meus amigos brasileiros, um até breve! ;D


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