15 jun 2016

Trabalhar na Suíça

Entre as pergunta mais frequentes que recebo por aqui ou pelo youtube, a campeã é: “Como faço pra trabalhar na Suíça?”. Mas aí me veem varias perguntas a cabeça como por exemplo de onde a pessoa tirou a ideia de vir pra Suíça, se ela conhece algo sobre o país, as línguas. Fico bastante intrigada com isso.

Não que eu soubesse muito sobre esse país antes de chegar aqui, mas meu objetivo não era vir atras de emprego. Eu não entendia bulhufas sobre a Suíça e aprendi tudo que sei, vivendo.

Mas enfim, vamos então as respostas, ja que é isso que muitos buscam quando passam por aqui.

    • A primeira coisa que você deve saber é que para trabalhar aqui você deve ter algum tipo de visto. Básico! Eu tenho visto de reunião familiar, por isso estou aqui, não simplesmente vim, arrumei emprego e fiquei. Isso não acontece! Você não vai conseguir um emprego com visto de turista.

 

    • Se você tem um passaporte Europeu pode sim arrumar um emprego aqui, basta alguém querer contrato-lo 🙂

 

    • Se você não tem um, mas tem descendência Europeia, pode ir atras disso. (Não me pergunte como, cada país tem suas regras. Eu mesmo tenho descendência italiana e nunca fui atrás).

 

    • Se você trabalha pra uma multinacional que tem parceria na Suíça, pode pedir para ser transferido caso haja vaga. Eu conheço apenas bancários que foram transferidos para cá. O que eu ouvi falar é que para uma empresa chamar alguém do Brasil para trabalhar aqui, ela precisa provar que dentro da Europa não há ninguém que possa fazer o trabalho, somente a pessoa brasileira escolhida. Pode ser que seja mais fácil, não sei. Isso é o que ouço falar.

 

    • Há sim muitos trabalhos na área da construção e são bem pagos. A maioria das pessoas que faz esse trabalho não portugueses, italianos, húngaros e várias outras nacionalidades com passaporte Europeu. O mesmo serve para trabalhos na área da limpeza. Mas, repito, não vai ser possível arrumar um emprego nessas áreas se você vir pra ca sem visto.

 

    • Ai você me pergunta: Mas Karina, e os trabalho sem registro onde se recebe menos? Eu, sinceramente, não conheço ninguém aqui que trabalhe assim. Não conheço nenhuma empresa Suíça querendo correr o risco de ser pego com tanto europeu com visto procurando trabalho por aqui. Se você quer tanto morar na Suíça ja deve ter ouvido falar na pontualidade suíça né? Não é somente na pontualidade que eles são certinhos, fica a dica.

 

Mas aí você esta ai pensando que eu joguei um balde de água fria! Não mesmo, dei a dica de ir atras de um passaporte europeu, caso você tenha direito a um. Não aconselho de jeito nenhum se casar com um Suíço para conseguir visto. Ainda vou falar sobre isso.

Há muitos sites onde você pode procurar vagas para trabalhar na Suíça, a maioria procura pessoas com qualificação. Mas se você quer, de qualquer jeito, vir pra Suíça e colocou isso na cabeça, então a maneira mais “fácil” é vir com visto de estudante. Eu digo fácil entre aspas por que é um sonho BEM caro, mas que com certeza lhe dará o direito de permanecer por aqui enquanto seu curso durar. Mas se você pensa em vir pra ca pra fazer um curso (de alemão por exemplo) e pagar somente um mês e permanecer o resto, eu jogo mais um balde de água fria (desculpa!). Você deve provar que tem o valor para pagar o curso inteiro e mais todas as despesas aqui. Não somente isso, mas tem também que transferir o valor todo para uma conta aqui na Suíça. Então…. mama America é la do outro lado! Por todas essa barreiras que eu fico me perguntando com tantas pessoas podem me perguntar “como eu consigo trabalho ai?”.

Vale lembrar que a Suíça tem 4 línguas oficiais ( uma não tao importante) e dependendo pra qual parte você queira vir, acho essencial aprende-la. Se pretende aprender aqui, não tem problema, mas venha com o inglês (básico). E tenha em mente que seguro de saúde aqui é OBRIGATÓRIO, não tem o SUS para qualquer emergencia 🙂 Mas sobre gastos ja falei nesse post aqui.

Se você chegou até aqui atraído pela resposta (positiva) do título, eu peço desculpa. Mas olha, eu mesma encontrei varias dificuldades durante meu planejamento “morar na Suíça” e recebi vários baldes de água fria em buscas pela internet. Pode ser que você não consiga dar o jeitinho brasileiro pra conseguir o que quer, mas acredito que tudo sempre tem um jeito – que não precise burlar nenhuma regra.

Desejo toda a sorte para vocês que tenham o sonho de morar aqui. E como eu sempre digo para mim mesma: nada é impossível ate que se prove o contrário!

Tschüss!

 

 

 


29 jun 2012

1 ano de Suíça

Um ano atrás eu cheguei na Suíça. Um ano atrás eu deixei tudo e todos sem olhar pra trás! Eram um momento de tristeza e alegria. De despedida e reencontro! Mas uma coisa eu nunca senti: medo. Nem por um instante! Cheguei aqui num dia quente, com duas malas na mão e o coração cheio de coragem. Só.

Nesse um ano muita coisa aconteceu. Me casei, viajei, conheci muita gente e aprendi uma língua nova.

Se foi tudo mil maravilhas? Nem de longe! Me casei longe da minha família e dos meus amigos, senti muita saudade de casa, pensei por alguns instantes em desistir e me senti triste algumas vezes.

Mas, eu faria TUDO DE NOVO de olhos fechados, como fiz há um ano. Felicidade não  tem preço e lutar pela própria felicidade é a maior satisfação do mundo. Que venham mais um, dois, 10 anos de novas experiências, e se Deus quiser, do lado do homem que eu amo.

E a saudade continua!


06 jun 2012

O sistema educacional suíço

Demorou pra pesquisar, demorou mais ainda pra escrever. Entender e depois explicar o sistema educacional da Suíça me levou um bom tempo, mas acho que finalmente eu entendi a diversidade e vou tentar explicar aqui. Mas pra não ficar cansativo vou dividir os posts. Vou dar uma visão geral hoje e amanhã conto como funciona o período de escola obrigatório. Pode ser? Tranquilo?

Vamos por partes, tipo dose homeopática. O mais importante: a Suíça está entre os melhores sistemas educacionais escolares do mundo. O melhor: não é caro, já que tudo é custeado com dinheiro público. Mas peraí, no Brasil as escolas publicas também são pagas pelo Estado. Porque não são excelentes? Sabemos bem por que.

Já as escolas particulares (de jardim de infância à universidade) estão classificadas como uma das mais caras do mundo, mas apenas 5% dos suíços ingressam no sistema privado. Vocês vão perceber a flexibilidade e as inúmeras possibilidades de se ter uma boa formação, seja ela durante ou depois do Ensino Médio.

Como o país tem 4 línguas oficiais (alemão, francês, italiano e romanche), as aulas nas escolas são ministradas em diferentes línguas, depende to Cantão. Mas toda criança na escola primária aprende outra língua oficial do país (neste caso o romanche fica de fora ) e mais o inglês. Ou seja, ensino completo com um plus de falar três idiomas. A diversidade linguística do país reflete também na formação intercultural da criança. Acostumados desde sempre a línguas e culturas diferentes (já que cada cantão tem sua própria identidade), a cada geração que passa as pessoas ficam mais “abertas”. Minha humilde opinião!

Na parte organizacional, o Estado tem a responsabilidade pelas escolas, porém a organização fica a cargo do município, assim como a contratação de professores, grade curricular escolar e feriados. Porém algumas regras vêm de cima (Federal) como a idade mínima para ingressar na escola e a duração do ensino obrigatório. Apenas as Escolas Superiores Técnicas Federais, que como o nome já diz, são controladas pego Governo Federal. Mas não pense que, por que cada cantão se responsabiliza por suas escolas,  vira uma bagunça. É tudo feito em perfeita harmoniza, respeitando cada cantão e sua cultura.

Como a educação aqui é obrigatória, mesmo as crianças filhas de estrangeiros são obrigadas a ir à escola. A idade mínima para começar os estudos é seis anos, mas é oferecido um, digamos, pré jardim de infância antes dessa idade. Os pais são livres para colocar seus filhos, mas mesmo sem a obrigatoriedade a maioria das crianças vai a “escolinha”.

Então existe o ensino infantil – Jardim de Infância, em seguida o ensino fundamental que pode ser dividido em escola primária e escola secundária – com varias ramificações-, e depois há outras opções para quem quer seguir alguma carreira profissional. Tem o Maturitätschule, que é a preparação para a universidade, ou cursos profissionalizantes.  E acima disso tem as Universidades e Institutos Técnicos, mas eu explico com mais detalhes depois!

Como já falei, amanhã vou postar sobre as três etapas do ensino obrigatório, que vou chamar de Jardim de Infância, Ensino Fundamental e Escola Superior. É importante dizer que cantões diferentes podem ter nomes também diferentes para especificar cada etapa do ensino, mas o princípio é o mesmo. Como moro na parte que tem o alemão como língua oficial, vou dar os nomes que eles dão aqui em Zurique, ok?

Espero que vocês gostem!


11 abr 2012

Decola, por favor, decola!

– Decola, eu pensava. Decola! Sai do chão o mais rápido possível.
Rápido, por favor! Mas o caminho percorrido pelo avião até decolar me torturava, bem aos poucos. A cada vez que pedacinhos do aeroporto iam aparcendo e desaparecedo na minha janelinha a ansiedade misturada com melancolia aumentava. Decola, por favor decola. Eu queria voltar pra casa mas nao queria ir embora… de casa?

Até que o avião decolou e aos poucos tudo ia ficando mais longe, mas a dor não diminuía. Olhando pela janela e vendo a pequena ilha ficar ainda mais pequena eu chorava mais. Como no carnaval ninguém sai de Floripa o avião estava praticamente vazio, favorecendo meu choro inconsolável sem o olhar de curiosos.

Após uma hora de choro o avião voltou ao solo, fazendo com que eu juntasse todas as minhas forças e parasse com o drama, já que eu precisava correr para o check-in do próximo voo, do qual eu já estava atrasada.

Mais um voo e mais um pedido desesperado: Decola, mais uma vez, por favor! São Paula ainda é perto de “casa” mas voltar não era uma opção, então eu só queria chegar em Zurique o mais rápido possível, retomar minha rotina e ver se a angustia passava. Ao decolar, veio a certeza de que eu estava mesmo deixando o Brasil, e eu já não sabia mais o que sentir. Mas eu tive que dar aquela respirada e dizer pra mim mesma, num tom de ordem: “Chega! Tudo tem que continuar.” E assim eu engoli o choro e coloquei os bons momentos lá na caixinha da memória, mesmo que isso me fizesse sentir um vazio inexplicável.

E continuei, obedecendo minhas próprias ordens, pois se tem alguém que jamais desobedeço, é a mim mesma.


21 mar 2012

Curso de integração em Zurique

Lembra quando eu postei sobre o curso de alemão que eu estava fazendo? Pois bem, fiz o curso por dois meses (outubro e novembro) e no final de novembro eu parei por dois motivos: não estava mais me agradando e oportunidade de trabalhar mais horas em dezembro e juntar um bom dinheiro. Eu sabia que logo deveria retornar aos estudos, mas vieram as férias e eu deixei pra voltar em fevereiro, quando o ano letivo recomeça. Eu não sabia se voltaria pra a mesma escola ou se procurava outra, até que minha sogra descobriu algo muito interessante. Ela falou sobre um curso de integração que é oferecido a imigrantes residentes em Zurique, com uma preço animador: 600 francos por semestre, em vez de 600 por mês que eu pagava na escola de alemão.

Logo fui procurar informações sobre esse curso e descobri que ia além do alemão. Informações básicas, porém importantes, sobre a cidade eram dadas no curso de integração. Me animei mais ainda e me inscrevi no programa, mesmo sem mais informações. O Amir entrou no site da cidade Zurique, imprimiu o formulário, eu assinei e mandamos via correio. A resposta veio em algumas semanas com um horário marcado para fazer uma entrevista. Na entrevista eu pude ver qual curso seria melhor pra mim. As opções eram 3: curso de alemão/integração para pessoas de 15 a 21 anos 5 dias inteiros por semana, curso de alemão/integração para pessoas de 22 a 40 anos 4 manhãs por semana ou curso intesivo de alemão para quem já fala alemão, mas precisa da gramática perfeita para, por exemplo, entrar na universidade. Escolhi a segunda opção, já que seria totalmente compatível com meu horário de trabalho e as outras duas não me serviam.

O curso começou dia 27 de janeiro e eu estou totalmente apaixonada pela didática. Nas primeiras duas semanas não aprendemos nada de gramática, pois a ideia era falar falar falar, ou seja, praticar o mínimo de alemão que cada um tinha. O bom do curso de integração é que não há pressa em terminar o livro ou acabar a lição, todos são livres para questionar, informar e as vezes até conversar (quando o tema é relevante). Eu, que achava que não tinha aprendido muito em dois meses, agora passo três horas por dia falando somente alemão. Um pouco errado? Muito errado, mas o importante é não ter vergonha (eu não tenho mesmo!), aprender o básico da gramática e mão (língua) à massa!

Agora algumas informações importante para quem mora em Zurique e está interessado em fazer o curso. O custo do curso por semestre é 600 francos (mais 50 francos de material), mas pode ser reduzido de acordo com sua renda. Depois que as aulas iniciam, é dado um formulário para fazer o pedido de redução de preço. Como o curso é barato há muita procura, pode ser que você fique em uma lista de espera, então depois de aceito é bom se empenhar e não faltar, pois você pode ser retirado do curso. Há muitos passeios pela cidade e também visitas à prefeitura e afins, como escritórios públicos especializados em informações para imigrantes. O cantão de Zurique e Basel são os únicos que oferecem curso de integração, já que são considerados os cantões mais “abertos” a estrangeiros. O nome da instituição que eu estudo é Fachschule Viventa e fica localizado na Kernstrasse 11, esquina da Langstrasse com Badenerstrasse. E, obviamente, é preciso estar legal no país para ter o benefício do curso.

O site do departamento de escola e esporte de Zurique é http://www.stadt-zuerich.ch/viventa, lá você encontra mais informações e também o formulário de inscrição do curso.


19 mar 2012

Jardim Botânico

Já posso dizer que vivi em todas as estações do ano aqui na Suíça. Cheguei no verão e curti muito aquele calorzinho chato, depois veio o outono e vi todas as folhinhas caindo das árvores dia a dia. No inverno, como de praxe, a neve marcou presença. E agora estamos há dois dias da primavera. Claro que os sinais ainda não estão claros, pois quando escurece o frio volta e a flora continua tristinha.

O jardim botânico que pertence à universidade de Zurique é super perto de casa. Ainda no ano passado, no outono, (olha que post atrasado!) o Amir e eu fomos visitar o local e fiquei apaixonada pelo ambiente. Só que logo o inverno chegou e não valia mais a pena visitar o jardim cheio de neve.

A entrada é gratuita, mas cachorros são proibidos – exceto cão-guia, uma péssima notícia para o pessoal daqui, que vai com seus animais de estimação pra todo lugar. Quem for até o local de bicicleta, roller, skate, vai ter que deixar o veículo do lado de fora. Mas isso não é um problema, já que passear com calma, olhar todas aquelas plantinhas ou dar uma sentadinha na grama é o que você certamente vai querer fazer.

É muito fofo ver o cuidado que os universitários/professores tem com o local, mesmo quem não entende nada sobre plantas (Eu!) se impressiona. Plantas à parte, o local proporciona um bom lugar pra leitura, meditação, “fotossintese” (hehe), brincadeiras de crianças, namorico e etc…, principalmente quando o sol está brilhando.

Dentro do grande parque há uma cafeteria, que pertence à universidade, mas é aberto ao público. O horário de funcionamento é das 9:00 as 17:00, menos sábado que abre as 10:30. O almoço é serviço das 11:30 as 13:30, porém se quiser achar um lugar pra sentar é melhor ir depois das 12:30.

Vai dizer que não é uma delícia esse lugar? Super perto de casa. Uma boa opção pra um domingo a tarde.

O entedeço do Jardim Botânico da Universidade é: Zollikerstrasse 107 – 8008 Zürich. Se for fazer uma visita, me convida! 😉

Os horários de abertura são:

De Março à Setembro: Segunda à Sexta, das 7:00 as 19:00. Sabado e Domingo, das 8:00 as 18:00.

De Outubro à Fevereiro: Segunda à Sexta. das 8:00 as 18:00. Sábado e Domingo, das 8:00 das 17:00.

Para chegar até lá você pode pegar o Tram número 11 e parar em “Hegibachplatz” ou número 2 ou 4 e parar em “Höschgasse” ou o ônibus número 33 na parada “Botanischer Garten”.

Bom passeio!


14 mar 2012

Só pra dar um alô!

Depois que algum tempo, estou de volta! Eu odeio deixar meu blog às traças, ficar mais de uma semana sem escrever e tal, mas também odeio achar que o texto não está bom o sufuciente pra postar. Dilema.

É o seguinte, eu tenho uma pilha de posts quase prontos. Eu escrevo e salvo nos rascunhos. Daí eu penso “Não vou postar, nem deixar agendado, pois amanhã eu arrumo e melhoro um pouquinho mais o texto”. Resultado: texto nunca pronto. Dizem que é mal de jornalista achar que o texto nunca está pronto, mas o negócio é que uma hora ele tem que sair né?

Por exemplo nesse mês eu gostaria de escrever sobre o sistema suíço (política, economia, educação), e por isso estou fazendo muita pesquisa pra conseguir, primeiramente, entender e postar aqui. Mas eu fico presa no perfeccionismo e nunca termino.

Outro motivo para a ausência é minha nova rotina diária, as aulas de alemão (Em breve um post à respeito. Uma super dica para quem vive em Zurique legalmente). Estou com muita garra em aprender logo essa língua e, por isso, depois da aula, se alguém me convida pra passear na cidade e conversar em alemão, eu topo na hora.

Bom, todo esse blablabla mea culpa foi só pra dizer que eu aprecio muito as visitas/seguidores/comentários que meu blog tem recebido nos últimos meses (motivo pelo qual quero sempre melhorar meus textos) e que eu quero muito continuar postando sobre minha vida (alo, autofofoca?) aqui no país do chocolate! Nem que seja só pra dar um Alô.


27 fev 2012

De volta à terra do chocolate

No Brasil o ano só começa depois da semana que termina o carnaval, não é mesmo? E como meu blog não tem nada de suíço, cá estou pra um recomeço.
Depois de 2 semanas no Brasil, estou de volta. Antes de viajar, achei que o retorno me deixaria com as “baterias carregadas”, mas o efeito foi o contrário. Voltar pra Suíça e deixar minha família no Brasil foi mais difícil que deixá-los, definitivamente, 8 meses atrás. A “readaptação” foi mais cruel que eu esperava e me desconectar de lá e voltar a realidade foi duro. Mas isso é assunto para um outro dia.

Tudo está bem e eu estou de volta às aulas de alemão, o que me dá um “gás” e a empolgação que eu precisava.

Vamo que vamo que o mundo não pára pra escutar nossas lamúrias, certo?


01 fev 2012

Feirinha da semana

Eu adoro feira, seja ela do que for, comida, buginganga ou bicicleta, não importa. E quarta-feira é dia de feira na estação de trem principal de Zurique. Se você está indo ou voltando é sempre bom comprar um pãozinho ou laranja fresca pra comer no caminho, né?

Sempre que passo por lá nesse dia da semana aproveito pra comprar alguma coisinha. Eles vendem pão, frutas, verduras, salame, crepes, ervas e muito mais. Na semana passada, passando só pra dar uma olhadinha (fotos) e comprar maçã pro Amir, eu parei na barraquinha de salame. Me senti na Itália! Os dois rapazes que trabalhavam lá falando italiano e com uma simplicidade e simpatia impar! E com aquele sotaque charmoso e dizendo que a mortadela era de Bologna eu não resisti e comprei a tal mortadela. Grazie mademoiselle. Ué mas ele não falava italiano? Deixa pra lá!


18 jan 2012

Teatro + Chocolate

Sabe aquela sobra que liga dizendo que reservou (e pagou) uma mesa num restaurante pra mim e pro meu marido? Então, essa é a minha. É jantar, passeio, teatro e por aí vai. Um tempo atrás ela ligou pro Amir fazendo um convite: teatro a céu aberto. Ela havia comprado ingresso pra toda a família. Eu fiquei pesando “teatro ao ar livre nesse frio?”, mas de qualquer maneira estava super ansiosa. O Amir tinha me contato que a companhia de teatro é super interessante e viaja por todo o país.

Fomos um pouco cedo, pois combinamos de jantar todos juntos. Eu me preparei com uma meia calça de lã sob uma legging de veludo, alguns casados, uma big jaqueta e um cobertor.

Como o pessoal do teatro está sempre mudando de lugar, tudo é preparado para a temporada de espetáculos. Tudo mesmo, do banheiro ao restaurante, já que eles se alojam em um terreno vazio. A organização e capricho são impressionantes. Logo que  soube que tinha carne de panela, tive certeza que seria meu menu. Saudades.

Depois de bem alimentados fomos para a fila, que por sinal estava enorme. Eu não tinha a menor ideia do que estava por vir, e quando os portões se abriram e a caminhada se estendeu por alguns minutos, fiquei mais intrigada ainda. Era um caminho estreito e em meio à mata. Até que chegamos e nos sentamos ao redor do picadeiro. Todos bem agasalhados e com seus cobertores. Coisa fofa!

O apresentador do espetáculo apareceu, explicou o que podia e não podia (tirar fotos com flash e fazer vídeos) e deu início ao show! Como a história se passava numa fábrica de chocolate com empregados de vários lugares da Europa, o show se deu boa parte em alemão, e não no dialeto suíço-alemão. Ou seja, pude entender muitas vezes as piadas. O que eu não entendia o Amir traduzia baixinho no meu ouvido, até que um velho chato e rabugento atrás da gente se irritou e pediu pra fazer silêncio.

No final todos receberam chocolates da Fabrikk – nome da companhia. Saí emocionada com todo o pirotecnismo do espetáculo. O final foi realmente surpreendente. Não era permitido filmar, mas ops… eu filmei!

Resumo: uma fábrica de chocolates falida que vende o negócio pra a China. Sente só como os chineses levam a fabrica:

Haja coragem pra enfrentar a água gelada viu?


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