20 out 2014

O meu erro

Uma das coisas mais triste num relacionamento é quando cada um quer andar pra um lado. Isso não significa que os dois queriam se separar, mas cada um quer andar na direção que escolher, e seria perfeitamente maravilhoso, se o outro escolhesse o mesmo caminho. Mas nem sempre é assim. E daí quando você se vê nessa situação, há algumas opções do que fazer:
1. Insistir em fazer as coisas do seu jeito, afinal é a vida que você sonhou, mesmo que seja sem ele.
2. Insistir em dizer que o jeito dele não funciona pra você, e quem deve mudar é ele.
3. Aceitar fazer tudo do jeito dele, pois afinal o importante é o sentimento, e quem sabe um dia ele mude.
4. Aceitar mudar algumas coisas esperando que o outro também mude. Daí você faz uma mudança aqui, aceita outra coisa ali, ele faz o mesmo, porém você não vê. Ou acha que nunca é o suficiente. Por que na verdade tudo que você queria era que ele escolhesse a opção 3.

E nesse processo de cada lado ceder um pouco, os dois lados ficam cada vez mais convictos nas suas decisões e que não devem ceder nada. E nisso os casais de afastam. E aí começa a parte mais difícil: aceitar que talvez a decisão mais sensata fosse escolher desde o início a opção número 1.

Se ao final eu “falhei”, eu tenho certeza que eu tentei, cedi, aguentei e em algumas coisas mudei. Eu passei pela opção 3 e depois 4, e infelizmente vi que a melhor opção pra mim seria a numero 1. E eu que um dia pensei que a única opção era ficar junto, não importa o que aconteça.

“Você diz não saber, o que houve de errado e o meu erro foi crer, que estar ao seu lado bastaria.”


18 jun 2012

De novo?

Oi?! (tipo oi envergonhado). E mais uma vez eu fiz planos de escrever uma série de posts aqui e não deu certo. Não escrevi mais por vários motivos, mas um deles foi a preguiça. Me sinto tão mal que dá até medo de retomar. Se antes já estava difícil, imagina agora que eu, workaholic assumida, arrumei mais um emprego/bico? Isso mesmo, agora nas tardes que eu tinha livre pra escrever eu estarei ocupada. Mas é temporário, só 3 semans até meus pais chegarem. E como eles estão vindo vou passear bastante, fazer bastente fotos e acabar tendo várias “pautas”. Então espero ter muitas dicas e informações de Zurique pra passar. Mas pra poder passear e mostrar coisa boa tem que ter dinheiro né? Mas em breve o blog vai estar cheio de novidades e lugares lindos pra ver! Eu sei que não deveria prometer, mas eu prometo tá?

Não me abandonem nas visitas!

Beijos e até breve 😉


13 maio 2012

Dia das mães

Amélia pode até ser a mulher de verdade, mas a MÃE de verdade é essa aí!

Melhor representação do que a minha mãe é não há. Parabéns aos dois homens da minha vida pela ideia e criação do painel!


11 abr 2012

Decola, por favor, decola!

– Decola, eu pensava. Decola! Sai do chão o mais rápido possível.
Rápido, por favor! Mas o caminho percorrido pelo avião até decolar me torturava, bem aos poucos. A cada vez que pedacinhos do aeroporto iam aparcendo e desaparecedo na minha janelinha a ansiedade misturada com melancolia aumentava. Decola, por favor decola. Eu queria voltar pra casa mas nao queria ir embora… de casa?

Até que o avião decolou e aos poucos tudo ia ficando mais longe, mas a dor não diminuía. Olhando pela janela e vendo a pequena ilha ficar ainda mais pequena eu chorava mais. Como no carnaval ninguém sai de Floripa o avião estava praticamente vazio, favorecendo meu choro inconsolável sem o olhar de curiosos.

Após uma hora de choro o avião voltou ao solo, fazendo com que eu juntasse todas as minhas forças e parasse com o drama, já que eu precisava correr para o check-in do próximo voo, do qual eu já estava atrasada.

Mais um voo e mais um pedido desesperado: Decola, mais uma vez, por favor! São Paula ainda é perto de “casa” mas voltar não era uma opção, então eu só queria chegar em Zurique o mais rápido possível, retomar minha rotina e ver se a angustia passava. Ao decolar, veio a certeza de que eu estava mesmo deixando o Brasil, e eu já não sabia mais o que sentir. Mas eu tive que dar aquela respirada e dizer pra mim mesma, num tom de ordem: “Chega! Tudo tem que continuar.” E assim eu engoli o choro e coloquei os bons momentos lá na caixinha da memória, mesmo que isso me fizesse sentir um vazio inexplicável.

E continuei, obedecendo minhas próprias ordens, pois se tem alguém que jamais desobedeço, é a mim mesma.


27 fev 2012

De volta à terra do chocolate

No Brasil o ano só começa depois da semana que termina o carnaval, não é mesmo? E como meu blog não tem nada de suíço, cá estou pra um recomeço.
Depois de 2 semanas no Brasil, estou de volta. Antes de viajar, achei que o retorno me deixaria com as “baterias carregadas”, mas o efeito foi o contrário. Voltar pra Suíça e deixar minha família no Brasil foi mais difícil que deixá-los, definitivamente, 8 meses atrás. A “readaptação” foi mais cruel que eu esperava e me desconectar de lá e voltar a realidade foi duro. Mas isso é assunto para um outro dia.

Tudo está bem e eu estou de volta às aulas de alemão, o que me dá um “gás” e a empolgação que eu precisava.

Vamo que vamo que o mundo não pára pra escutar nossas lamúrias, certo?


15 jan 2012

Abre a janela e deixa o sol entrar

Depois do post do Tupperware Sushi Maker eu fiquei me sentindo meio tola. Por quê? Porque no início do ano passado eu achei aquele vídeo no youtube e pesquisei em vários sites e não havia encontrado nada. Aí deixei o vídeo aqui nos rascunhos do wordpress e só acabei postando quase um ano depois. E, claro, algumas pessoas me mandaram link de sites que vendem o tal tupperware. E como eu não refiz uma busca pelo produto (bela jornalista, não?), ficou parecendo que não consigo achar nada na internet! haha. Enfim, se você estiver interessado é possível achar no ebay, mercadolivre e afins.

Pois bem, nos últimos dias eu andei meio pra baixo, sentindo falta do Brasil e da companhia do meu marido que está estudando de domingo a domingo para as provas da universidade, e por isso não estava com a menor vontade de postar minhas novidades para meus queridos curiosos. Mas o domingo chegou com uma sol maravilindo e com isso voltou também meu bom humor 😉

Mas como domingo é dia de relaxar, o post de hoje é sem muita escrita e feito às pressas. Aí vão algumas fotos das últimas semanas:

1- Um último pacote se acomodou em baixo da árvore de Natal.
2 e 3- Jantar com o Todd. Companhia brasileira nas sexta-feiras.
4- Feirinha em Niederdorf que não me agrada muito. #Hippiefeelings
5- Melhor café da manhã, lanche, almoço ou janta.
6- 2012 começou nublado na cidade do sogro…

7- … porém em Zurique começou radiante!
8- Alguns dos meus presentes.
9- Botinha que eu comprei e não tiro do pé.
10- Nega macula yin yang.
11- Presente do sogro com meu nome em árabe.
12- Único dia de neve em Zurique.

Um bom início de semana a todos!


30 set 2011

Aprendendo alemão

Aprender uma língua nova é sempre uma aventura. A descoberta de novos sons para as sílabas e uma maneira diferente de construir frases. Se você estudar uma nova língua em seu país, provavelmente terá colegas que falam o bom e tradicional português. As dúvidas e o sotaque serão bem parecidos. Mas se você estudar uma nova língua em outro país, é diversidade total. As meninas que falam inglês não conseguem de jeito nenhum tirar o som caipira do R. Por exemplo Woher kommst du? Woher = de onde. Woher leia-se “Vorrer” com o último R estilo paulista. Não tem jeito de fazer  as meninas falarem direito. Os de língua espanhola nunca pronunciam o som do X, como quem fala escola no sotaque manezinho e carioca. Spanisch = Espanhol. Invés de “Ixpanichi” elas falam “Espanichi”. Deu pra entender? Espero que sim! E qualquer palavra que tenha som de V é logo substituido por b. O Woher ( vorrer) pra elas é “borrer“. O pessoal da Turquia fala tudo pra dentro meio que comedo ou diminuindo as palavras. A francesa é uma das melhores e consegue falar praticamente todos os sons da lingua alemã. Mas também né, com uma língua nativa que se escreve de um jeito e se fala de outro totalmente diferente. Ainda tem os que falam árabe, que na minha opinião mandam muito bem, levando em consideração o alfabeto deles. Na minha classe tem também um rapaz da Romênia, metido a falar línguas e a falar espanhol comigo. Definição: chato. E ai vocês devem estar pensando “Quanta arrogância! E sobre os alunos que falam português ela não fala mal”. Falo sim, vejamos a portuguesa da minha turma: não consegue falar Ich = eu. O som da palavra é “Ir“, puxando o R lá do fundo da garganta. Bom, ela não consegue.

Toda essa arrogância acima falando mal da maneira que todos falam é só pra demonstrar o quão difícil é se acostumar a toda essa mudança. Sílabas simples como ma me mi mo nu são impossíveis de encontrar. As palavras são gigantes e “cento e vinte cinco” vira einhundertfünfundzwanzig tudo junto!

Meu curso é de duas horas de segunda à sexta. Todos os dias tem dever de casa “hausaufgabe” (de novo tudo junto) e eu faço à noite com o Amir. O livro tem exemplos relacionados à Suíça e facilita a integração com o país. Normalmente os livros de alemão trazem exemplos sobre a Alemanha, mas o meu fala sobre a moeda local, os supermercados, os cantões, os chocolates e outros. A minha empolgação é enorme em aprender cada vez mais. E toda vez que consigo entender ou falar alguma coisa certa meu coração dispara.

A vida da muitas voltas. Eu, que tinha planos de viajar pros EUA e aprimorar meu inglês, vim pra Suíça e estou aprendendo alemão. E, claro, muito feliz.


02 ago 2011

BRB

Tanta coisa pra contar! Ontem foi o dia nacional na Suíça e tirei alguma fotos pra postar aqui, mas esse simples casamento e toda a organização em cima da hora está começando a me enlouquecer! Volto quando puder!

Beijos

ImageSource

26 jul 2011

Honey B

De tantos prazeres da vida um deles é ser amiga. Tenho enorme satisfação em estar “aí pra tudo”. Me importar demais com alguém e defender a qualquer custo. Pra ser amiga é preciso admirar. Se tem uma coisa que eu tenho certeza a meu respeito é que quando eu fui amiga, eu fui 100%. Não existe meio irmã, meio pai e mãe nem meio amigo. Todas as relações de amizade que eu tive foram intensas e prazerosas. Algumas relações acabam por inúmeros motivos, mas não a amizade. Qualquer amiga que tive durante a minha vida, se um dia voltarem poderão ter certeza que eu estarei aqui, com a mesma intensidade de carinho, afeto e atenção.

Hoje eu tenho alguém em minha vida que me faz sentir segura. Alguém que me ouve por inteiro, quer dizer, enquanto eu falo, ela não está apenas me ouvindo, mas me vendo por completo. Depois da minha mãe, só ela consegue me entender, e se não consegue faz de tudo pra conseguir. Ela já me viu chorando tantas vezes e sempre foi atrás de uma saída. Nunca passou a mão na minha cabeça, como quem só consola. Nunca concordou comigo só pra me agradar. Por algumas vezes eu me culpei por achar que não estava fazendo o suficiente por ela. Sabe quando você se acomoda, por se sentir segura demais?

Quando eu estava depressiva, ela foi até a biblioteca da universidade procurar um livro de psicologia para ler e tentar me ajudar. Eu nunca vou esquecer disso. Não importa o que aconteça, ela vai estar sempre ao meu lado. E meu medo de perder uma melhor amiga não existe mais.

Agora eu estou aqui, tão longe, sem ela. Outras amigas virão, outras experiências virão, mas certas circunstâncias não mudam. Tem coisas que a gente guarda com carinho e pra sempre. Tem pessoas que você guarda numa caixinha especial e abre de vez em quando pra recordar e viver de novo bons momentos. E a nossa caixinha se fechou no dia 27 de junho de 2011, e vai permanecer fechada, até eu me encontrar com ela de novo.

Amiga, não estou mais aí, mas estou aqui PRA TUDO. Te amo sempre!

WE! 


01 nov 2008

TPM e outras coisas de mulher…

[À]s vezes eu fico pensando: “como é difícil ser eu!”. Só que mais difícil que ser eu, é ser mulher. Em época de TPM eu não me aguento. Não é fácil ver o corpo mudar de um dia pro outro. O humor oscilar entre querer matar alguém ou chorar até morrer. Não to fazendo drama, a situação em si já é dramática. Sorte das mulheres que não tem crises de TPM, e sorte maior ainda dos namorados. Porque sentir todas essas tensões é viver, durante uma semana, com uma estranha. Eu trato diferente as pessoas, eu fico extremamente mau-humorada, o que não acontece nos outros 24 dias. O último dia é o pior de todos. E minha última TPM foi a pior de todas. Começando pelos meus peitos, que não paravam de inchar. Ontem passando pela praça de alimentação eu percebi que todos olhavam pra mim, ou melhor pra eles. Quando cheguei na sala o Cadu exclamou me encarando com se eu fosse um ET: “Meu Deus, que peito enorme!”. Em outra situação eu entenderia aquilo como um elogio, mas não na TPM. Mas o que mais me deixa triste é que semana que vem eles voltarão ao tamanho normal.

Acredito que essas mudanças tão bruscas fazem parte de uma outra mudança que aconteceu com meu corpo e que eu queria que servisse de alerta pra outras jovens mulheres. Há uns 15 dias, percebendo algo estranho no meu corpo decidi procurar um ginecologista. Como tenho atendimento no meu trabalho, fui contar o que estava acontecendo, pois eu pensei que assim já teria uma explicação. Entre várias teorias, ele decidiu marcar uma consulta de emergência para aquele mesmo dia. No final da contas eu estava com uma infecção no colo do útero. Na verdade isso é comum acontecer com as mulheres, mas no meu caso já tinha “atacado” quase todo o colo. Sabe por quê? Por não fazer consultas a cada seis meses como é recomendado. Acredito que tenha muitas meninas que também acreditam que seja besteira a periodicidade das consultas. Mas não é. Nós, mulheres, somos fortes, mas também muito vulneráveis. Doenças aparecem sem aviso prévio, e em nós, podem aparecer sem nenhuma explicação. Então aqui fica meu aviso, pra quem ninguém precise passar pela dor e pelo constrangimento que eu passei naquele dia. Dor porque eu estava há muito tempo com o útero machucado e não sabia. E constrangimento, por que qualquer coisa relacionado ao nosso orgão sexual traz constrangimentos. Quando a mim espero que esteja tudo bem, ainda to fazendo tratamento.
E meu recado para os homens é: valorizem as mulheres. Vocês não têm noção do que nós passamos.

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