17 ago 2011

Feliz aniversário mãe!

As pessoas mais velhas com mais experiência costumam dizer que quando a gente cresce, entende melhor os pais. Eu nunca acreditei nisso, pois sempre achei, no alto da minha arrogância, que nunca cometeria os mesmos erros que minha mãe, ou que jamais entenderia porque ela agiu ou age de tal maneira. O fato é que cresci, e me tornei sim, muito parecida com a minha mãe. Continuo não concordando com ela em muitas coisas, mas entendendo tudo com mais clareza. Hoje sei que muitos erros foram feitos na tentativa do acerto.

Eu não só cresci, não só casei e saí de casa, mas vim pra longe. Bem longe da minha mãe. E quando a gente está longe fica tão mais fácil de aceitar, de compreender e respeitar o outro. E acho que em várias situações eu não respeitei, não entendi e muito menos aceitei algumas coisas da minha mãe. Mas tudo isso é normal. Sei também que meus filhos provavelmente farão o mesmo.

Hoje eu sinto tanta saudade da minha mãe! Como eu queria poder passar um domingo ou uma tarde na companhia dela. (minutos de silêncio) Mas…. chega de drama de novela mexicana ou não vou conseguir terminar o post! Vamos ao que interessa! Hoje é aniversário da minha mamis! EÊEÊ! Eu sei que ela comemorou no sábado com todos os amigos e família, e só Deus sabe a inveja que eu senti do povo que estava lá! Mas hoje é o “seu dia, que dia mais feliz! Parabéns!”

Parabéns à melhor mãe do mundo. E nem adianta você dizer que é a sua, porque eu sei que é a minha! ;P

Obs.: Amanhã tem post pra contar como foi o casamento. Eu tardo mais não falho!

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Update: O marido chegou mais cedo hoje do trabalho. Sorry, mas não vou postar sobre o casamento hoje. Tirei a noite para namorar!


13 out 2008

Mentiras sinceras, verdades farsantes

Aos poucos começo a pensar que minha vida amorosa turbulenta não é tão ruim assim. A gente sempre aprende um pouco. Minha história é mais ou menos assim:

Eu estava ficando com um cara e o relacionamento estava lá pelo segundo mês. Até aí tudo tranquilo. Nesse ponto eu já criava espectativa de namorar o suposto cara. De repente, não mais que de repente, ele sumia. Sim, aquela velha história de que os homens somem; eu sei de cor! Não foi uma vez, nem duas, foram várias. A verdade é que eu nunca, nunca mesmo fui atrás de explicações. Sempre pensei: “Se não quer, não vou insistir”. Eu simplesmente saía de campo, como se não tivesse um zilhão de perguntas pra fazer. Perguntas do tipo: “Até ontem tava tudo bem, me diz então por quê?”. Não, era humilhação demais, eu achava. Eu achava que meu último relacionamento era um início de namoro só porque o cara dormia “de conchinha” comigo. Não era uma prova de que ele adorava a minha companhia à noite e sim a fragilidade explícita do homem. Talvez eu não tivesse entendido os sinais e simplesmente acreditado numa sinceridade que não existia. Mas, mesmo assim eu deixava passar, sem exlicações. E eu que sempre fui boa em argumentar…

Logo após o sumiço eles apareciam com uma namorada. Outra pessoa ocupando o lugar que eu tava querendo. Eu agia muito bem na frente delas, sociável até demais. Eu tinha medo de correr riscos, de arriscar. Nunca lutei por nenhum deles. Nunca lutei pelos meus futuros e sonhados namoros. De tão amigável que eu era, mal olhava pra cara do meu ex-ficante, atual namorado daquela que eu batia um papo fingindo normalidade, fingindo incapacidade de dizer: “Cala a boca sua vaca!”, mesmo que a culpa não fosse dela. Mas eu fazia tudo direitinho pra não causar constrangimento, nem ciúmes. Eu sabia que não podia fazer com os outros o que não queria que fizesse comigo. Isso aconteceu tantas vezes comigo, que minhs amigas me zoam dizendo que eu preparo os homens para outras mulheres.

Quando eu percebi que agir tão corretamente não estava dando em nada, quebrei um dos meus principais protocolos. Tudo bem se eu arriscar, o amor é uma loteria, meu pai sempre diz. Num bate papo sobre relacionamentos com a minha mãe ela me disse: “Faz o que tu quer, não o que os outros querem”. Ela, que antes me dizia para nunca passar por cima dos outros por causa dos meus interesses, me disse a frase libertadora, como se eu tivesse esperando a permissão dela pra enfim fazer um pouco o que eu quero. Errar um pouco e agir de forma egoísta não me fez sentir culpa. Nesse tempo de “Indrodução ao namoro” eu descobri que alguém sempre tem que perder. E de agora em diante, que não seja eu.

ps: não estava contando a história de um caso amoroso, mas de alguns.


29 ago 2008

O pecado sempre bate à porta

Até onde vai a fidelidade masculina? Será que é como uma escala que vai dos que traem até o que não traem? Aos poucos me parece que não existe grau para a infidelidade; que na verdade ela é unânime. O pecado da carne um dia vai bater à sua porta. Uns viciam, outros experimentam e alguns se arrependem. Os casos de traição vindo dos homens parecem não ter um motivo. As mulheres também traem, claro, mas na maioria das vezes têm um motivo. Os homens não. Arriscam o amor, o carinho, o cuidado – essência da vida – por uma noite, um beijo ou uns segundos de prazer.

Na minha história foi por uma noite. Uma amiga me apresentou a um cara, eu me interessei e o beijei. Era, sinceramente, o que eu queria naquela noite. Mas não havia expectativa de envolvimento, porque eu tinha acabado de sair de um “namorico”. Meus planos eram outros e me envolver com alguém definitivamente não era um deles. Então tudo bem, todo mundo fica na balada, certo?

No outro dia quando vou procurar o tal nadador no orkut dou de cara com muitas fotos, recados e depoimentos apaixonados. Sem problemas, afinal eu não sabia e tinha sido só uma ‘ficada’.
Foi quando o tal peixinho começou a me mandar mensagens. Mandou o sufuciente pra eu começar a gostar delas. E aquilo era muito confuso, já que eu sabia exatamente o que ele queria de mim. E eu não dizia nada. Era o meu lado negro se manifestando?

Como disse uma conhecida: “Ele tá tentando te seduzir”. E por algumas semanas eu fiquei na indecisão, meio perdida. E eu não gosto de homem que me deixa perdida. Mas com ele eu quase me deixei seduzir. Eu quase quis, quase entrei em uma furada, quase passei por cima dos meus valores, quase me tornei vazia e sem rumo, assim como todas que se envolvem com homens comprometidos.

Ainda bem que eu odeio o quase. Sim ou não. Essas são nossas únicas opções. E passando mais uma provação… com ele eu disse não.



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