27 mar 2014

Por onde estive

Eu sei que eu ando ausente por aqui. Eu queria terminar de reformular o layout do blog antes de publicar algo, mas vamos aos poucos.

Pouco mais de um ano atrás esse blog era meu bibilô e eu estava cheia de planos. Como todos sabem em dezembro de 2012 eu tive que ir às pressas pro Brasil em conta da doença do meu pai. Que bom que eu sempre ouço meu coração e não esperei nem um dia pra comprar minha passagem pro Brasil. E durante todo esse tempo eu venho tentando me reerguer. Só que um ano é pouco tempo pra conseguir isso. Eu tento a cada dia me acostumar com pessoa que eu me tornei. Sim, não só a vida muda após a morte de quem se ama, mas a gente também muda.

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Mas eu quero contar aqui o que eu fiz e por onde eu andei nesses últimos 12 meses. Foi difícil manter o blog ativo, com outras tantas atividades durante 2013. Como todos sabem eu comecei o ano de 2013 no Brasil. Em março do ano passado eu larguei a minha família pra acompanhar meu marido a Buenos Aires. Esse já era o plano dele antes mesmo da doença do meu pai. Ele iria a Buenos Aires para fazer intercâmbio na UADE por um semestre. Foi duro arrumar as malas e deixar minha família ainda aos cacos. Todos estavam com o coração recém-quebrado em pedaços, mas sabíamos que uma hora ou outra, deveriam seguir com a vida.

Chegando a Buenos Aires eu não conseguia curtir nada daquilo. A cidade cheia e barulhenta com edifícios por todos os lados me sufocava. E a minha dor só piorava. Eu ficava dividida entre estar com a minha família no momento mais difícil das nossas vidas, ou ficar com o meu marido e tentar continuar com os nossos planos. Mas eu estava sufocada. Logo chegaram muitos amigos do Amir para nos visitar, pois tudo isso também já estava planejado há muitos meses. Então, por quase um mês minha vida se resumiu e festas, bebidas e outras cositas mais. Nada daquilo era o que eu precisava. Pessoas alegres e bebida a todo vapor pra celebrara vida? Aquilo não fazia muito sentido pra mim. E como ninguém tinha nada a ver com a minha dor, eu resolvi voltar para Floripa. O Amir não poderia voltar comigo, por que após a visita dos amigos da Austrália, outros amigos da Suíça e também o irmão dele iriam nos visitar. De qualquer maneira eu acho que a vida é feita de escolhas, e escolhas radicais são feitas em momentos especiais. Eu fiz minha escolha sem pensar muito, larguei Buenos Aires e também o meu marido, já que ele escolheu ficar.

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Voltei pro Brasil e me senti plena de novo. Pude ajudar minha mãe e estar perto do que eu sempre julguei mais importante na vida: a família. Afinal, fazia tempo que eu não passava tanto tempo com todos eles. Após dois meses minha colega de apartamento na Suíça foi pra Buenos Aires visitar o irmão, que estava morando com o Amir e eu decidi dar mais uma chance a cidade. Em maio voltei a Buenos Aires por uns 10 dias. Pude passear, beber bons vinhos, comer em bons restaurantes e encontrar um marido cheio de saudade e vontade de nunca mais me deixar. Ele decidiu que não iria dar continuidade no intercâmbio e voltou comigo pro Brasil.

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Esse tempo que passei com ele no Brasil foi um dos melhores. Estar perto da família, amigos e marido foi sempre tudo que eu mais quis. Nossa passagem de retorno pra Suíça estava marcada para agosto, então decidimos aproveitar aqueles 3 meses de moradia no Brasil. Em junho aconteceu o casamento da minha prima Bárbara em Tubarão, que nós éramos padrinhos. Uma festa maravilhosa que marcou bons momentos em nossa família. Todos os primos e agregados (namorados/as) reunidos e se amando muito. Digamos que o amor foi por causa da Tequila. Acho que o Amir nunca ficou tão bêbado na vida.

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Passada toda a ressaca moral voltamos a vida normal na casa da minha mãe, mas a melancolia da partida já dava as caras. E a minha saudade de casa também. Eu queria voltar pra Zurique, mas não queria deixar a família. Nada que eu não tivesse feito antes, mas claro que desta vez tinha muito mais por trás. Eu sentia que todos já estavam de volta as suas rotinas, ou seja, já era normal a ausencia do pai. Mas eu sentia que voltar pra minha casa iria me fazer passar por toda aquela recuperação de novo. Me adaptar de novo a uma nova rotina, lembrando sempre o porquê daquilo tudo. Mas eu tinha que passar por isso!

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De qualquer maneira eu já estava muito mais forte que antes, e fiz o que tinha que ser feito. Voltei a Zurique e organizei toda a minha vida, papeis, casa, trabalho, relacionamento. Pouco tempo depois eu tive uma paralisia facial periférica, e todo aquele medo que eu havia sentido em janeiro voltou. Mas felizmente não foi nada grave. Meus movimenos faciais do lado direito voltaram ao normal após algumas semanas.

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O tempo passou rápido e em dezembro já recebi visitas. A primeira visita de amigos do Brasil: Mayara e Ramon. Eles passaram o Natal e Ano novo comigo.

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Um dia antes do Ano Novo meu irmão também chegou pra celebrar comigo.

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Aquilo era tudo surreal pra mim. Ano novo na Suíça com amigos e família. A vida é muito louca mesmo, viu? Aproveitamos para fazer eskibunda nos alpes 🙂

Depois de 3 semanas de passeios por Zurique, fomos ao Brasil no final de janeiro, eu, Pedro, Amir e mais minha outra colega de apartamento Stefania. Em fevereiro recebi a visita da minha cunhada na semana do meu aniversário. Falando em aniversário… eu pude ter mais uma vez momentos que marcam a vida. Meus primos e irmãos (não todos) juntos num passeio de barco, cheio de risadas e diversão.

Celebração de aniversário

Mas como tudo nessa vida tem um fim, minhas férias acabaram e mais uma vez eu voltei pra Zurique. Cá estou eu, ainda juntando cacos de mim espalhados por aí, mas cheia de vontade de estar sempre aqui contado um pouquinho da minha vida. Muito de mim mudou e eu quero compartilhar todas as minhas mudanças e planos com vocês.

Me desculpem as pessoas que me mandaram e-mails perguntando algo sobra a Suíça e eu não respondi. Prometo responder tudinho de agora em diante.


15 out 2012

Egito – parte 3

Mais um post sobre Sharm El Sheikh! No nosso último dia de férias, compramos um pacote de passeio para visitar o Blue Hole. Primeiro um safari no deserto, chá com Beduínos, mergulho com snorkel no paredão de corais, passeio de camelo e, ao final compras no Bazar local.

O jipe nos buscou no hotel as 8 da manhã, já com algumas pessoas dentro, e fomos ao encontro de outro grupo em outro hotel. Tinha o grupo que falava inglês, outro que falava francês e o nosso que supostamente seria o alemão, mas como só havia eu e o Amir do grupo em alemão, o guia decidiu nos juntar ao que falava inglês. No nosso jipe tinha um casal escocês e um outro de algum país que até hoje nós não conseguimos entender qual era, mas que falavam também um inglês muito, muito estranho. Nem a gente nem o guia entendia muito bem o que eles falavam. Hihihi.

Pegamos a estrada geral e em alguns minutos já entramos no deserto. E aí começou o “safari”. O motorista andava muito rápido, fazendo zigue-zague, e subindo todas as montanhas de areia. Imagina o calor dentro daquele carro, com as janelas fechadas, sem ter onde segurar. E os bancos do lado de trás não eram de um carro normal, eram posicionados dois longos bancos na parede de cada janela com cinco pessoas em cada um, sentadas uma de frente para outra. Era todo mundo se batendo dentro e protegendo a cabeça. E olha que não durou pouco tempo! Quando ninguém mais aguentava aquela sacudida toda, chegamos na tenda dos Beduínos.

O calor de 40 graus tava puxado, mas na sombra sempre refresca. Entramos na tenda, que é formada basicamente por tapetes e almofadas. Logo as meninas locais vieram nos servir o chá típico deles. Nesse momento é impossível não olhar ao redor e fazer comparações e se perguntar “como eles podem viver assim?”. No meio daquele calor, as mulheres (sim, só vi mulheres) usam roupas longas e pesadas. E nós, ocidentais, tomamos um bom copo de água gelada pra matar a sede, já eles, tomam chá. Imaginar que não tão longe dali jovens usam e abusam da tecnologia, das regalias do dinheiro, dos milhares de livros, e eles mudando de lugar em lugar em busca de comida e água.

Enquanto bebíamos o chá foi feita uma, infelizmente, breve explicação sobre a cultura daquele povo. Eu fiz algumas perguntas, mas era notável que o resto do grupo não estava nenhum pouco interessado. Que pena. Alguns fizeram cara de nojo pro chá, outros se recusaram a beber, outros comentavam em inglês o quão ruim era. É uma pena mesmo alguém se descolar de tão longe, num país tão rico em cultura, para desfrutar APENAS de águas turquesas. Compramos chá e pulseirinhas deles e partimos para o próximo destino.

Depois de alguma minutos no jipe e uma parada para alugar os equipamentos de snorkeling, chegamos à costa de Dahab. Dirigimos um pouco ao longo da costa e eu me perguntava, cadê esse tal buraco azul? Já tinha visto algumas fotos pela internet antes, mas claro que ver foto tirada de cima é diferente de ver do chão. Passamos por grupos de mergulhadores se preparando para entrar no mar, alguns restaurantes rústicos e chegamos no famoso Blue Hole.

O Blue Hole é tipo uma caverna de baixo d’água com 130 metros de profundidade. A parede da “caverna” é formada de corais e rodeada de peixes coloridos. A beleza encanta mergulhadores do mundo todo, mas também atrais os mais corajosos. Há quem mergulhe apropriadamente equipado ou sem nada, chamado free divers. Não é a toa que o local é chamado de “O cemitério de mergulhadores”. Mas pra quem tem limites e quer só curtir a beleza de longe, o snorkel já dá uma boa ideia da beleza do local.

Logo a frente do mar, estava localizada nosso restaurante, onde deixamos todos nossos pertences com segurança. Nos preparamos para entrar na água, com o tubo respiratório e a máscara. Como eu já sabia que não ia querer descer nem aluguei pé de pato. Para entrar na água é preciso ter cuidado com os corais, por isso há uma plataforma de boias (caixas) da areia até o buraco . Eu entrei na água sem mergulhar, arrumei a máscara, mordi o tudo respiratório, abaixei a cabeça….

-Puta merda que lindo!

Foi a primeira coisa que eu falei quanto coloquei a cabeça pra cima de novo. Minha vista abaixo d’água durou uns 3 segundos, mas foi o suficiente pra me deixar pasma. Confesso que aquela beleza toda me assustou. Eu sempre tive essa sensação com a natureza. Em vez de ficar chocada e admirar ainda mais, eu não consigo olhar. Naquele momento eu me lembrei dos estudos bíblicos que participei quando era adolescente  Eu ouvi dizer que não conseguiríamos encarar Deus tamanho à sua beleza. Deu pra entender minha associação? Coisa doida né?

Bom, meu puta merda que lindo foi falado tão alto e tão inesperado que todos começaram a rir ao meu redor. Após algum tempo olhando pra baixo timidamente e ainda longe do paredão de corais, eu fui me soltando. Até chegar bem pertinho, na frente do meu nariz e curtir os peixes de cores vibrantes nadarem entre minhas pernas.

Depois de, não tenho ideia se 30 minutos ou 1 hora, dentro d’água todos já estavam cansados de boiar e precisando respirar um pouco em terra firme. Afinal, éramos todos turistas e não mergulhadores profissionais!

Voltamos para a nossa tenda/restaurante, dividida em grupos pela língua falada. O grupo dos ingleses era o mais divertido. Como esse povo ri! O nosso grupo, o de línguas estranhas (hihihi), era dividido em três casais, sendo um com duas crianças. A mãe das crianças já chegou reclamando.

-Você gostou? – Ela me perguntou, já se auto negando.

-Muito e você? – Eu respondi entusiasmada, mas perguntei já esperando a resposta negativa.

Ela franziu o nariz, como quem não gostou de nada. E reclamava o tempo todo da quantidade de sal que tinha no corpo. Isso é um fato que eu não esperava! A água do mar é tão salgada que, após se secar, percebe o corpo cheio de acúmulos de sal. Achei impressionante! Mas, de fato, incomoda!

Mas logo veio o almoço, simples, mas bem servido, com várias opções, entre carne, atum, salada, arroz, batata, etc… Tudo pago no pacote!

Depois de comer fomos fazer um passeio de camelo pela costa da praia. Subir no animal é uma ventura! Por que pra se levantar, eles, primeiramente, se apoiam nas patas da frente e é preciso segurar firme pra não cair. E é alto, viu? E alguns não estavam muito contentes com a galera subindo. Se o cão late e o cavalo relincha, o camelo? O camelo blatera. (Aprendendo com a titia Karina). Isso, eles blateravam alto, tipo reclamando mesmo. Assusta, mas os meninos responsáveis mantiveram tudo em ordem. Os camelos começam andando devagar, mas ao sinal dos homens que nos conduzem, ele aceleram o passo, tipo dando uma corridinha. O passeio durou uns 15 ou 20 minutos. O nosso grupo de turistas era grande e as vezes os camelos se chocavam, meu pé encostava hora no bumbum ou na cara de outro camelo. Quem estava na minha frente era o Amir e seu camelo. O camelo dele peidava o tempo todo, e o barulho é super alto. Muito engraçado! Tão engraçado é a cara dos camelos sempre com aquele sorriso maroto/esnobe/blasé na cara.

Tava muito quente, eu estava muito cansada, cheia de sal no corpo, com sede, mas isso tudo não era nada comparado aquela experiência. Tudo valeu a pena.

Depois de descer do camelo os meninos que cuidam dos animais vieram pedir dinheiro. Todo mundo dava 5 ou 10 libras egípcias, que para o turista não é muito, mas pra eles, como gorjeta, está muito bom. Eu tinha uma nota de 200 e outra de 5. Dei a de 5 e o menino pediu mais. Eu disse que não tinha, ele ficou incomodando, até que o Amir falou “Não quer? Então devolve!”. E o nosso guia turístico, percebendo que estavam todos incomodados, falou em voz alta que a gorjeta era opcional, pois tudo já estava pago no pacote do passeio.

Deixamos a costa da praia e conduzimos até a cidade local para comprar água e visitar uma outra praia por 10 minutos. Mas depois de Blue Hole, nada mais me impressionava. E o local não era próprio pra snorkeling. Vale lembrar que há outras praias em Dahab para a prática de outros esportes, como o Wind Surf, Kite Surf e outros. Passamos também rapidamente por um bazar, sem muita coisa pra comprar.

Voltei impressionada para o Hotel. Fechei as férias com chave de ouro! Voltamos a Zurique no outro dia de manhã com a imagem daquele paredão de corais na cabeça. Puta merda, que lindo. Lindo mesmo. Ma’a salama Egito. Até a próxima!

ps: Há dois tipos de camelo, o Camelus bactrianus, conhecido como Camelo, encontrado apenas na Ásia Central, e o Camelus dromedarius, conhecido como Dromedário ou Camelo Árabe. Eu falo no post “camelo”, pois é comum chamar o dois tipos pelo mesmo nome, mas é bom deixar claro que o nativo do Egito são os Dromedários! 


24 set 2012

Férias – Egito (parte 2)

Hello my friends! Mais um post sobre a terra das águas turquesas. Numa tarde decidimos ir até o Old Sharm, que é a cidade velha de Sham El Sheikh. O guia turístico tinha orientado as mulheres a usarem uma roupa, digamos, mais comportada, ou que pelo menso cobrisse os ombros. Na hora me veio uma visão que até então não tinha da cidade. Imaginei mulheres de burca, um bairro muçulmano com casas antigas e feirinhas locais. Bom, primeiro deixa eu contar como chegamos lá.

Lembra que eu falei no post anterior como os taxistas vêm pra cima quando saímos do hotel? Eles vêm em nossa direção quase te pegando pelo braço e carregando para o carro. Como o guia turístico tinha falado que o taxi oficial da cidade era azul e branco, eu estava certa que só pegaríamos um taxi assim. Um senhor veio nos oferecer o taxi, o Amir falou pra onde iríamos e logo ele apontou para o um carro preto.

– Amir, esse não é o taxi oficial da cidade. – Eu disse.

O senhor insistia em empurrar o Amir pra dentro do taxi, ignorando o que eu falava. O Amir dizia que queria ir com um carro azul e branco, e ele insistia em dizer que não havia problema em ir com ele. Qual é o problema my friend? Ele repetia a todo o tempo. Até que esse senhor grita em árabe para os seus colegas sentados na calçada. Eles começam uma discussão em voz alta, e num tom irritado. E eu? Eu comecei a tremer, já não queria mais ir com eles de jeito nenhum, mesmo que fosse o tal carro azul e branco. Um dos colegas usando uma burca preta se aproxima e começa a falar alto com o Amir, perguntando qual era o problema. Nesse instante chega um carro preto e estaciona na nossa frente.

– Eu estou com fome, quero voltar pro hotel. – Eu menti, tentando sair daquela situação.

– Porque você está fazendo isso? – Pergunta o Amir.

Eu estava com medo daquela situação, medo daqueles homens gritando comigo, medo do que eles estavam argumentando em árabe, e decepcionada com meu marido que não entendeu meu apelo.

– São cinco horas da tarde. O restaurante do hotel está fechado, você não vai poder comer nada lá. – Disse o taxista, que parecia conhecer a rotina de tudo por lá.

-What is the problema my friend? – perguntava o senhor a todo instante, sempre pro Amir.

O Amir começou a negociar o valor da corrida, afirmando, pro meu desespero, que nós iríamos com ele.

– Vêm, entra no taxi, eu levo. – Dizia o taxista, mais uma vez forçando a barra.

Eu me sentia traída, ignorada, com medo, perdida. Talvez fosse somente um choque cultural. Nós passávamos por aquele deserto, aqueles carros caindo aos pedaços, escutando a música de oração dos muçulmanos (eles estavam no mês do Ramadã). Foram 20 minutos de tensão. Me senti sequestrada por vontade própria. Rs. (Drama).

Mas no final foi um passeio gostoso. Mesmo tendo que, ao chegar no destino local, repetir várias vezes que o taxista não precisaria nos esperar. Mas e as minhas expectativas? Então, o bairro era sim, diferente da região de hotéis. A rua era estreita e tumultuada com carro, carroça e camelo. Digo a rua por que o local era minúsculo, somente com lojinhas. Nada de casas antigas e mulheres de burca na rua. Como sempre eram só homens trabalhando. Tinha mais lojas de bijuterias e vestidos, e os falsificados de sempre. O guia turístico tinha falado sobre um templo antigo por lá, mas não vi nada. Só comércio e restaurantes mesmo.

Caminhamos pelas ruazinhas, entramos em algumas lojas, mas a pressão para vender não foi tão intensa como nas lojas perto do hotel. E as turistas por lá vestiam mini vestidos e regatas. E eu que tinha pensado em ir com minha galabeia rosa, acabei indo com uma camisa e passei calor. O que mais gostei dessa parte da cidade foi entrar na lojas e poder olhar sem ninguém incomodar. Claro que há exceções.

Na volta ao hotel pegamos um taxi novo azul e branco com ar condicionado por 1 franco a mais que o da ida.

Sair pra ver as ruas e as pessoas é muito bom. Mas curtir esse hotel 5 estrelas também não foi nada mal. Depois dessa aventura decidimos relaxar e aproveitar o sol, a praia, a piscina e todas as mordomias do hotel. Pois três dias depois fomos fazer um passeio ma-ra-vi-lho-so no Blue Hole. Mas as fotos, só na próxima parte, que eu vou fazer de tudo pra tentar postar o mais rápido possível, e mudar de tema!

ps: olha a minha decepção com o nosso trapiche, o da esquerda da foto. E olha o do hotel ao lado!


10 set 2012

Férias – Egito (parte 1)

Ai minhas férias de verão… o local foi mudado várias vezes. Primeira opção foi Ibiza, aí veio a data de viagem do Amir pro Brasil e pensei em ir também, depois mudei pra Turquia, passei um tempo sonhando em ir pra Grécia e acabamos indo pra Sharm El Sheikh. O Egito era um país que eu pensava em visitar há muito tempo, já que a família do pai do Amir é egípcia. Mas sempre pensei que minha passagem pela terra árabe seria mais cultural.

Como queríamos comprar o pacote de viagem Last Minute (compra barata dias ou horas antes da viagem) deixamos para ver o destino três dias antes da data de férias. O local mais interessante e barato seria o escolhido. Fomos levar meus pais no aeroporto e já visitamos uma agência lá mesmo. O preços era absurdos! Nada de preço baixo de última hora. Aí falamos o valor mais alto que pagaríamos, e só havia UMA opção: Sharm El Sheikh, Egito. Não tem tu, vai tu mesmo. 

Não deu nem tempo de pesquisar sobre o local, o máximo que eu sabia é que era uma cidade totalmente turística e um paraíso para mergulhadores. E outra coisa eu já esperava: o calor. Quase chegando ao aeroporto de Sharm El Sheikh, ainda sobrevoando, pude perceber onde estávamos. Bem no meio do deserto. E se aproximando podia perceber que só havia hotéis e deserto pela redondeza. Já em solo, a passagem pelo controle foi mais amadora possível.

Porque você se chama Elmallawany. Perguntou o agente, já que é um sobrenome egípcio.
– Por que meu pai é egípcio. Respondeu o Amir.
-E por que você não tem passaporte egípcio? Questionou o carrancudo egípcio.
-Ah, hmm por que eu nunca fiz um. Disse o Amir, com uma paciência que eu não teria.
-O nome do seu pai, por favor. Ordenou o agente algumas vezes, enquanto o Amir tentava decifrar seu inglês terrível. Zê neime of iur fázêr!

Logo atrás um outro agente, com inglês não menos terrível, implicava com o passaporte  destruído de um jovem. “Mas em Zurique eles aceitaram”, disse o jovem. “Não mas em Zurique mas em Zurique mas em Zurique”, imitava o agente num tom implicante.

Após preencher o visto e pegar dinheiro fomos até o carro que nos levaria até o hotel. E chegando lá encontramos o tal suíço do passaporte repreendido. Depois de um belo drama, todos estavam bem!

Como nosso pacote de viagem era All Inclusive eu só pensava em colocar o biquini e ir pra piscina com um copo de bebida na mão! Aloka.

Ao chegar na enorme recepção, fizemos o check-in e esperamos um bom tempo pelas malas, que no final estavam prontas na porta, mas era preciso esperar alguém pra levá-las pro quarto. Nesse tempo ganhamos drink e curtinhos um pouco do ar-condicionado. E eu já doida pra usar internet, fui descobrir que era paga e não barata. Absurdo! O Amir está se hospedando em hotéis super simples no Brasil com internet gratuita. Mas, primeiro dia não é dia de se incomodar né? E nem férias é hora de facebuquiar (vejamos depois de uma semana!)

Depois de almoçar muito bem, fomos conhecer o hotel. Alguém estava muito agoniado para saber onde era a academia. Lembra daquela infecção estomacal que eu tive um tempo atrás? O Amir também pegou uma e fomos viajar com ele ainda não muito bem. E depois de um bom tempo sem comer direito e malhar, ele estava sentindo-se no paraíso: comida, bebida, academia e praia.

Acabou que a comida super gordurosa de lá fez ele piorar já no primeiro dia, e comida e álcool ficaram de fora da realidade dele. E a graça de beber sozinha? E aqueles drinks todos de graça? Faz como? Não faz! Bebi muito pouco. 

O Resort era tão grande que até mercado tinha dentro. Supermercado e lojas de bugigangas. Eu descobri que Sharm El Sheikh é um Paraguai. Só quinquilharia e objetos falsificados. No Mirabel Beach Resort também tem três restaurantes (fora do sistema All Inclusive. Pizzaria, Culinária Asiática e Árabe), um Spa, um espaço louge (balada) com Dj após a meia noite,  academia, babá e muitas outras coisas. Mas o que me interessava era mesmo relaxar, sem frescuras e gastos extras!

Mas aquele lugar era relaxante demais! Acordar tomar café, ir pra piscina, fazer um lanche, ir pra piscina, tomar banho, jantar, ouvir música ao vivo…. No primeiro dia nós olhávamos para a cara das pessoas e não acreditávamos no desânimo. Aos poucos fomos percebendo que era só falta do que fazer, ou falta do que se estresssar. Nos últimos dias andávamos devagar que nem eles. Rs. E pra combater o sedentarismo aos 25 anos, saímos algumas vezes do hotel para conhecer a redondeza.

Há cinco minutos caminhando, havia um pequeno centro comercial. Bom, havia um centro com barraquinhas e homens fumando na frente dizendo sempre: Hello my friend. Mas antes de passar por essa multidão de Hellos, tivemos que atravessar o portão do hotel cheio de homens oferecendo taxi taxi taxi my friend.
Chegamos no sábado e segunda-feira um moço da agencia de turismo veio nos explicar sobre a cidade, das dicas, mostrar o mapa e oferecer pacotes de viagens. Ele explicou que as ruas eram super seguras, falou que é sempre importante pechinchar o preço das coisas e sempre negociar o preço da ida de taxi antes de entrar no carro. A nossa primeira aventura fora do hotel foi nesse centrinho perto. Eu digo aventura porque passar pela frente das lojas é preciso paciência e jogo de cintura. A cada passo que você dá, alguém te convida pra entrar na loja. Daí logo eles tentam adivinhar de onde a pessoa é. E  meu marido com aquela cara árabe, sempre chamava atenção deles. Daí ele explicava que era filho de suíça e egípcio. Aí a alegria (e lábia) deles começava.

-Então você é egípcio? Você enche de alegria meu coração. Pra você é tudo mais barato. E logo colocavam uma pulseira no meu braço de presente. Presente uma ova, por que depois você se sente mal e acaba comprando algo que não queria ou precisava.

-Então você é muçulmano?
-Não, não sou.
-Mas seu pai é? Se ele é, então você também é.

Ou seja, mãe não vale nada.

Era difícil parar em algum lugar só pra olhar. Eles oferecem de tudo e ficam tentando negociar o tempo todo.

Além de muito simpáticos, os egípcios são também muito galanteadores. E não medem as palavras. Sua esposa é muito linda! Você é um homem de sorte. Ou passando pela frente das lojas, os homens gritavam “Sortudo!”. E o Amir que nunca teve ciúme, começou a segurar forte minha mão e me deixar sempre longe dos vendedores. Teve um que não parava de me elogiar, dizia que eu era a mulher mais linda que ele já tinha visto. e escreveu num papel o nome dele e um coração pra me dar. E pediu pra eu nunca mais esquecer dele e pra entrar na loja e escolher o que eu quisesse. Hahaha. Até que o Amir, com toda delicadeza, foi me arrastando pra longe dele.

Um vendedor me perguntou de onde eu era, e após descobrir que eu era brasileira, fez uma cara de dúvida misturada com animação, e disse:

-Eu nunca vi uma mulher brasileira na vida. São todas como você?

Nessa brincadeira toda de encher meu ego eu ganhei: três vidrinhos de perfume, uma pintura em papirus e duas pulseiras.

Mas as aventuras pela terra do Hello my friend não acabam por aqui. Ainda teve medo no taxi, mergulho no Blue Hole, chá com beduínos e mais!


29 ago 2012

Sommerferien

Oi pessoas ansiosas por novidades! Desta vez demorou, mas vem bastante fotos por aí! Sabe porque eu demorei pra escrever no blog? Sente só!

Última semana de aula, uma semana trabalhando o dia todo, 3 semanas de visita dos meus pais, uma semana de férias com meu marido e mais uma semana pra organizar a vida depois de toda a farra!

Mas hoje não vou me estender. Vou apenas deixar um gostinho de quero mais. Aos poucos eu volto com mais fotos e detalhes de todos esses passeios. Tem coisa pra caramba!

E aí? Deu vontade de voltar pra ver mais? Então passa qui amanhã que mais fotos virão! Beijos e saudade de todos!


29 jun 2012

1 ano de Suíça

Um ano atrás eu cheguei na Suíça. Um ano atrás eu deixei tudo e todos sem olhar pra trás! Eram um momento de tristeza e alegria. De despedida e reencontro! Mas uma coisa eu nunca senti: medo. Nem por um instante! Cheguei aqui num dia quente, com duas malas na mão e o coração cheio de coragem. Só.

Nesse um ano muita coisa aconteceu. Me casei, viajei, conheci muita gente e aprendi uma língua nova.

Se foi tudo mil maravilhas? Nem de longe! Me casei longe da minha família e dos meus amigos, senti muita saudade de casa, pensei por alguns instantes em desistir e me senti triste algumas vezes.

Mas, eu faria TUDO DE NOVO de olhos fechados, como fiz há um ano. Felicidade não  tem preço e lutar pela própria felicidade é a maior satisfação do mundo. Que venham mais um, dois, 10 anos de novas experiências, e se Deus quiser, do lado do homem que eu amo.

E a saudade continua!


19 jun 2012

NO PHOTO

Depois de muita luta para conseguir assistir os vídeos da minha câmera em HD no computador, eu consegui! E achei um vídeo muito engraçado de Berlin. Na cidade é possível alugar um “carro/bicicleta” e, plasmem, beber enquanto dirige pela cidade. E nunca dava tempo de tirar a máquina da bolsa pra fazer um vídeo. Até que um dia eu ouvi os marmanjos vindo de longe e me preparei. E quando quis filmá-los, olha o que eles fizeram:

NO NO NO NO, NO PHOTO, NO PHOTO! hahahahaha Por que será?

A famosa frase do “Se beber, não dirija” nesse caso é totalmente controversa!

ps: Pena que no wordpress não é possível ver vídeos em HD ;/


28 maio 2012

Berlin, parte 3

Aqui estou depois de uma semana pra falar DE NOVO sobre Berlim. Mas eu prometo que este post é o último e eu volto a falar de Zurique.

Nova Iorque poder até ser a cidade que não dorme, mas Berlim não fica pra trás não viu?  Ô cidade cheia de energia! Antes de visitar a capital alemã, minha ideia era “Segunda Guerra Mundial” por causa do famoso Muro de Berlim e só. Pode? Hoje a ideia que eu tenho é exatamente oposta ao militarismo: liberdade. Como falei antes, a cidade é cheia de paredes grafitadas e gente alternativa, e isso reflete também nas esculturas. Em meio a muito edifício antigo e ilustres monumentos é possível encontrar uma escultura de um homem nu com um pênis gigante. Na foto abaixo não é possível ver com clareza o dito cujo, até porque eu levei tempo pra acreditar no que eu estava vendo e tirar uma foto! (ele é bem mais longo do que aparece na foto)

Eu fiz um planejamento de compras perfeito e a execução foi um desastre! Só de pensar me dá dó. No primeiro dia nós saimos sem rumo e eu aproveitei pra comprar uma coisinhas básicas que eu gostaria de usar nesses dias por lá. O plano era deixar as compras pro último dia e gastar o dinheiro que sobraria. Só que na sexta fomos jantar com um amigo do Amir que é tatuador e eles marcaram um horário no domingo pra fazer uma tatuagem. Ok, sábado fomos fazer nosso passeio cultural e saímos com esse casal de amigos pra balada. Domingo todos acordaram de ressaca e acabou que o cara não fez a tatuagem e saímos pra jantar. O plano então era fazer essa tattoo na segunda de manhã e passar o resto do dia fazendo compras, já que terça de madrugada nós voltaríamos para Zurique. Resultado: a tatuagem começou a ser feita no final da manhã de segunda e só parou as 4 da tarde, incompleta. Ou seja, começamos a passear às 5 e as lojas fecharam às 8, e eu não comprei metade do que eu queria, voltei pra casa com euros e o Amir sem a tatuagem terminada. Desastre total!

Pelo menos consegui comprar a saia high low que eu tanto queria e essa luvinha de couro que eu amei!

Mas todo esse contratempo valeu a pena. Conheci duas pessoas super gente boa! Passei algumas horas no apê/studio dos nossos amigos, mas viajar, conhecer lugares novos e ainda por cima fazer amizade é demais, né?

Outra coisa especial de Berlim: nosso souvenir. Dentro da estação do metrô havia uma grande campanha editorial da rede de lojas H&M, com fotos de casais modelos (hétero ou homossexuais) se beijando. A campanha se chamava Fashion Againt Aids – mais fotos aqui – e olha que maravilha: encontramos uma tenda da campanha no SonyCenter fazendo fotos de casais para postar no site. Fomos convidados pela mocinha da tenda e depois assinamos uns papéis para autorizar a publicação da foto e doar 1 dólar (ou seria euro? Não lembro). E ela ainda foi parar no telão! Amei!

Tem umas história engraçada sobre os ônibus de Berlim. No nosso primeiro dia de passeio compramos o ticket pro transporte público. É tipo um papelzinho meia-boca que serve pra todos os transporte públicos da cidade (não sei se pra barco também!). Quando eu digo meia boca é porque é assim um papel branco com algumas informações dentro, como a data de validade. Dentro do bondinho é igual a Zurique, não tem ninguém fazendo controle de ticket. Na estação de metrô também não, nem uma catraca pra controle, nadica. Mas no ônibus tem a tal fiscalização de ticket, digamos, um pouco estranha.

Tá vendo o ônibus ali na foto mais abaixo, de dois andares? Então, esse ônibus tem 3 portas – uma na frente, uma no meio e outra atrás – assim como os ônibus aqui de Zurique, só que aqui é possível entrar por qualquer porta, já que não há fiscalização diária. (Em breve post sobre o transporte público na Suíça). Em Berlim a galera toda entra pela porta da frente, mostra o papelzinho pro motorista (que nem olha direito) e vai procurar um assento. Nós, claro, fazíamos o mesmo. Mas eu sempre comentava com o Amir o quão idiota era fazer aquilo, já que se eu tivesse um ticket do mês passado o motorista não perceberia. (Não há tempo suficiente pra parar todos e olhar os tickets um por um). E comecei a notar que algumas pessoas entravam pela porta do meio, aproveitando que alguém estava descendo.

Certo dia o ônibus parou e eu entrei com o Amir pela porta do meio, pois estava aberta, enquanto todos os outros passageiros entraram pela porta da frente, fazendo aquela tradicional “mostra” de bilhete, leia-se levantar um papelzinho e abaixar em 1 segundo. Ok, entramos e ficamos em pé mesmo. Eu olhei para a cara do motorista pelo espelhinho e tive a impressão que ele olhava pra mim. Abaixei a cabeça, troquei duas palavras com o Amir e o ônibus não partia. Olhei de novo pro motorista, que nesse momento já estava com a testa franzida. Fingi que não vi e olhei de novo e constatei que ele estava mesmo me encarando. Falei pro Amir discretamente “Psiu, acho que o motorista tá encarando a gente!“. Ele não deu bola e eu já comecei a ficar nervosa, porque o ônibus não partia, e mais nervosa ainda com aquele alemão me encarando pelo espelho. Até que uma voz grossa sai de um alto-falante: “Os dois que entraram pelo meio, favor mostrar o ticket!”. Mico total

Eu e o Amir somos super tranquilos quando planejamos uma viagem. Decidimos o local, onde vamos dormir e o resto a gente vê por lá. Super sem expectativas e sem grandes frustações, muito menos estresse. Se um dia queremos dormir até mais tarde e passar menos tempo passeando, fazemos! Não gosto de visitar lugares às pressas e nem ir a tal lugar ‘só porque todo turista vai’. Viajar deve ser prazeroso e não exaustivo.

E o melhor de tudo isso, é poder passar momentos juntinhos com meu amor e ter a atenção dele toda pra mim! AMO!

Berlim me deixou muitas saudades! Saudade da comida barata, do povo misturado, daquele caos que é uma cidade enorme e dos momentos juntinhos com meu amor. É aquela coisa que eu disse quando voltei de Paris, vá uma vez pra ver a cidade, mas volte para conhecê-la, e Berlim está definitivamente na lista dos lugares que retornarei!

 Espero que tenham gostado! 😉

Obs.: quem é super curiosa, assim como eu, pode clicar nas fotos e vê-las maiores!


21 maio 2012

Berlin, parte 2

Um detalhe do meu post sobre a capital alemã: Berlim ou M ou N. O Amir chegou em casa essa semana me falando que o nome da cidade estava errado no meu blog. Minha explicação foi a seguinte: eu escrevo em português, e consequentemente o nome de cidades e países. Quando conto da minha cidade não escrevo Zürich como se faz por aqui e sim Zurique, quando falo em Nova York não chamo a cidade de New York e por isso escrevi e vou continuar escrever Berlim com M, pois também escrevo Alemanha, e não Deutschland. Só quis deixar claro caso alguém tivesse percebido o mesmo! 😉

Voltando ao que interessa… No quesito cultural nós visitamos a Ilha dos Museus (Classificada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade), localizada no bairro Mitte, no centro da cidade. Dentro da ilha estão 5 grandes museus, ou seja, pra visitar todos é preciso tempo!

Eu querendo visitar o Pergamon Museum para ver esculturas gregas e romanas ENORMES, mas o marido queria ir ao Neues Museum para ver a exibição de artes da colação egípcia e fomos parar lá. Nesse museu fica também o busto da Rainha Nefertiti (tive que lembrar da novela do Crô), mas era proibido tirar fotos. Mas quem quer ver Fefê sem nariz tem ela aqui em baixo:

Também em Mitte fica o edifício do parlamento federal, o Reichstag, que foi incendiado logo após a nomeação de Hitler para o cargo de Chanceler da Alemanha, mas claro, todo reformado. O edifício é uma atração turística, não somente pelo fato de ser aberto para o público, mas também pela vista que oferece do topo. Como tinha muita fila para entrar, preferimos continuar a caminhada sem parar e esperar.

Fomos também ao Portão de Brandemburgo, ou em alemão Brandenburger Tor, símbolo de Berlim e o único portão de entrada de Berlim que existe até hoje. Após a Segunda Guerra Mundial, com a divisão de Berlim oste e Berlin leste, o muro passava bem pela frente do Portão, impedindo qualquer acesso através dele. Hoje, logo em frente ao Portão de Brandemburgo, há uma memorial com cruzes e nomes de pessoas que tentaram pular o muro e foram mortas. (Abaixo)

Muito perto do Brandenburger Tor fica o memorial aos Judeus mortos na Europa, ou seja, vítimas do holocausto. O lugar é super bacana com blocos de concreto de vários tamanhos, parecendo um labirinto para quem olha de longe. Tem um vídeo do Amir se escondendo de mim por lá, mas muito “tolinho íntimo” pra por aqui. (Mas se alguém insistir muito eu coloco ;P ). De acordo com nosso amigo wikipédia o local tem 19.000 m².

E daí que nessa dimensão toda nós achamos uma boa possibilidade de sentar. Mas o Amir deitou e em segundos o segurança veio até a gente pra reclamar. Ele disse “isso aqui não é rede pra você se deitar”. Repara que eu tirando a foto panorâmica do local o guardinha já se aproximava. Achei injusto, já que tinha muita gente sentada, como vocês podem ver na foto abaixo (lá atrás). A gente respeitou e saiu andando, mas como meu marido é suíço, (eles tem uma rivalidade normal com os países vizinhos, assim como a gente fala mal dos argentinos) ele ficou xingando o guarda alemão por uns 15 minutos (não na frente, claro!).

Nesse mesmo dia pegamos uma saída errada no metrô e fomos parar em um lugar inusitado. Perto da saída tinha um homem vestido de soldado dando carimbo da parte leste de Berlim (da época da divisão) no passaporte de turistas por 5/10 euros (não lembro). Eu fiquei com muita raiva de não ter meu passaporte comigo naquela hora.

E no mesmo lugar, um pedacinho do muro cheio de chiclete. Eca!

Gente, desculpem a informação assim toda pela metade sobre essa cidade cheia de história, mas como eu fui a passeio e não a trabalho, muita coisa eu acabei esquecendo. Sem contar que meu guia turístico foi meu marido e tudo foi explicado e contado na maior descontração. Espero que tenham gostado e em breve eu posto a última parte.


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