24 set 2012

Férias – Egito (parte 2)

Hello my friends! Mais um post sobre a terra das águas turquesas. Numa tarde decidimos ir até o Old Sharm, que é a cidade velha de Sham El Sheikh. O guia turístico tinha orientado as mulheres a usarem uma roupa, digamos, mais comportada, ou que pelo menso cobrisse os ombros. Na hora me veio uma visão que até então não tinha da cidade. Imaginei mulheres de burca, um bairro muçulmano com casas antigas e feirinhas locais. Bom, primeiro deixa eu contar como chegamos lá.

Lembra que eu falei no post anterior como os taxistas vêm pra cima quando saímos do hotel? Eles vêm em nossa direção quase te pegando pelo braço e carregando para o carro. Como o guia turístico tinha falado que o taxi oficial da cidade era azul e branco, eu estava certa que só pegaríamos um taxi assim. Um senhor veio nos oferecer o taxi, o Amir falou pra onde iríamos e logo ele apontou para o um carro preto.

– Amir, esse não é o taxi oficial da cidade. – Eu disse.

O senhor insistia em empurrar o Amir pra dentro do taxi, ignorando o que eu falava. O Amir dizia que queria ir com um carro azul e branco, e ele insistia em dizer que não havia problema em ir com ele. Qual é o problema my friend? Ele repetia a todo o tempo. Até que esse senhor grita em árabe para os seus colegas sentados na calçada. Eles começam uma discussão em voz alta, e num tom irritado. E eu? Eu comecei a tremer, já não queria mais ir com eles de jeito nenhum, mesmo que fosse o tal carro azul e branco. Um dos colegas usando uma burca preta se aproxima e começa a falar alto com o Amir, perguntando qual era o problema. Nesse instante chega um carro preto e estaciona na nossa frente.

– Eu estou com fome, quero voltar pro hotel. – Eu menti, tentando sair daquela situação.

– Porque você está fazendo isso? – Pergunta o Amir.

Eu estava com medo daquela situação, medo daqueles homens gritando comigo, medo do que eles estavam argumentando em árabe, e decepcionada com meu marido que não entendeu meu apelo.

– São cinco horas da tarde. O restaurante do hotel está fechado, você não vai poder comer nada lá. – Disse o taxista, que parecia conhecer a rotina de tudo por lá.

-What is the problema my friend? – perguntava o senhor a todo instante, sempre pro Amir.

O Amir começou a negociar o valor da corrida, afirmando, pro meu desespero, que nós iríamos com ele.

– Vêm, entra no taxi, eu levo. – Dizia o taxista, mais uma vez forçando a barra.

Eu me sentia traída, ignorada, com medo, perdida. Talvez fosse somente um choque cultural. Nós passávamos por aquele deserto, aqueles carros caindo aos pedaços, escutando a música de oração dos muçulmanos (eles estavam no mês do Ramadã). Foram 20 minutos de tensão. Me senti sequestrada por vontade própria. Rs. (Drama).

Mas no final foi um passeio gostoso. Mesmo tendo que, ao chegar no destino local, repetir várias vezes que o taxista não precisaria nos esperar. Mas e as minhas expectativas? Então, o bairro era sim, diferente da região de hotéis. A rua era estreita e tumultuada com carro, carroça e camelo. Digo a rua por que o local era minúsculo, somente com lojinhas. Nada de casas antigas e mulheres de burca na rua. Como sempre eram só homens trabalhando. Tinha mais lojas de bijuterias e vestidos, e os falsificados de sempre. O guia turístico tinha falado sobre um templo antigo por lá, mas não vi nada. Só comércio e restaurantes mesmo.

Caminhamos pelas ruazinhas, entramos em algumas lojas, mas a pressão para vender não foi tão intensa como nas lojas perto do hotel. E as turistas por lá vestiam mini vestidos e regatas. E eu que tinha pensado em ir com minha galabeia rosa, acabei indo com uma camisa e passei calor. O que mais gostei dessa parte da cidade foi entrar na lojas e poder olhar sem ninguém incomodar. Claro que há exceções.

Na volta ao hotel pegamos um taxi novo azul e branco com ar condicionado por 1 franco a mais que o da ida.

Sair pra ver as ruas e as pessoas é muito bom. Mas curtir esse hotel 5 estrelas também não foi nada mal. Depois dessa aventura decidimos relaxar e aproveitar o sol, a praia, a piscina e todas as mordomias do hotel. Pois três dias depois fomos fazer um passeio ma-ra-vi-lho-so no Blue Hole. Mas as fotos, só na próxima parte, que eu vou fazer de tudo pra tentar postar o mais rápido possível, e mudar de tema!

ps: olha a minha decepção com o nosso trapiche, o da esquerda da foto. E olha o do hotel ao lado!


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