30 ago 2011

Le cliché parfait

Quem nunca criou mil expectativas antes de uma viagem? Acho que é inevitável quando se espera tanto tempo para conhecer algum lugar. Eu costumo não criar muitas, tentando assim não me decepcionar, mas claro que sempre espero/torço pelo melhor. Só que quando se fala de Paris, você nem precisar criar novas expectativas, é normal ir atrás do clichê.

A única coisa que o Amir me perguntou antes da viagem foi: “Você não é daquelas fascinadas por museus e outros passeios culturais, certo?”. Como ele já morou lá, sabe que a cidade é um prato cheio pra quem gosta. E eu respondi, prontamente: “Não não!”. O plano era conhecer todos os pontos turísticos, tirar fotos, conhecer rapidamente a história do local e partir pra outro ponto. Mas a cidade é enorme, e esquecemos o quão cansativo isso pode ser. Tivemos 4 dias pra ver tudo, fazer compras e se curtir um pouco. Em quatro dias é possível, sim, ver tudo, mas superficialmente. Se você quiser realmente ver as catedrais por dentro, subir na Torre Eiffel, conhecer as obras dentro do Louvre e muito mais, pode se preparar para horas e mais horas de fila. E sinceramente, na minha lua de mel, a última coisa que eu queria era passar 3 horas na fila embaixo do sol com meu marido.

Andar e trocar de metro o tempo todo cansa e da fome. Mas lugar pra comer e preços variados é o que não falta em Paris. Como eu não sou amante da culinária e o simples sempre me agrada, não fomos a nenhum restaurante comer rã nem Foie gras (desculpa, mas eu acho um absurdo!). O que me impressionou foi a diversidade de restaurantes, seja ele mini ou grande. E com o sobrenome egípcio que agora eu tenho, veio também o gosto pela culinária árabe, então comemos basicamente, kebab (árabe), Panini (italiano) e Croassant (francês). No penúltimo dia achei um restaurante chamado Saudade e eu podia jurar que é brasileiro, mas estava fechado e não pude tirar a prova. Churros, cafe e frutas frescas da feirinha fofa perto do hotel também fizeram parte do cardápio.

E a minha paixão! Starbucks muito mais barato que na Suíça. Como eu coloquei um piercing labret, só podia tomar café gelado, então me esbaldei!

Eu sou do tipo que acha feio a pessoa voltar de viagem falando horrores da cidade. Uma coisa é ser muito ruim, outra é ser diferente do que você está acostumado. Mas tem uma detalhe que eu preciso dizer que é ruim: o mau cheiro dentro dos metrôs, seja ele de esgoto ou de algumas pessoas. Não é à-toa que a piada do perfume francês existe #prontofalei         Mas por outro lado, o metrô facilita muito a vida dos parisienses e é super rápido e prático.

Outra coisa chatinha são as filas pra entrar em alguns locais. É incrível como a cidade é lotada de turistas todos os dias, e olha que eu fui em dia de semana. Os japoneses/chineses tomam conta da cidade! haha Teve apenas uma fila que decidimos encarar. Como Paris é do lado da Suíça, decidimos conhecer melhor os monumentos em outra ocasião, já que eles não mudam de lugar né! Mas eu descobri que no Centre Pompidou, o artista fotógrafo francês JR, famoso por fazer fotos gigantes e colar pelos muros da França, estava fazendo fotos de identidade gigantes de graça. Passamos por lá no penúltimo dia e a fila estava enorme, então decidimos voltar no último dia, esperar na fila, fazer a foto, pegar as malas no hotel e ir para o aeroporto. Resumo da história: acordamos cedo e fomos pra fila. Tinha 40 pessoas na nossa frente. Esperamos duas horas, e ainda tinham 25 pessoas na frente. Perdemos tempo na fila e voltamos pra casa sem a foto de recordação. Raiva? Quase nada!

Se tem uma coisa que eu aprendi e posso aconselhar é: vá para um lugar calmo e sem muitas atrações se você quer só curtir momentos com seu marido na lua de mel. Raros foram os momentos em que eu e o Amir aproveitamos a companhia um do outro. Estávamos sempre ocupados indo de um lugar para o outro, na ânsia de ver o quanto mais melhor. Mas no fim posso dizer que mesmo assim valeu muito a pena. A cidade é gostosa de andar e o clima estava maravilhoso.

Mas olha só como as coisas mudam. No início do passeio eu não queria de jeito nenhum passar muito tempo dentro de museus e catedrais. Queria mais é andar e ver tudo ao ar livre. No último dia senti falta de ir ao teatro e visitar a Ópera. O edifício é enorme e magnífico por fora, imagina por dentro! Aquela garota que chegou em Paria dizendo “não não” ao cultural da cidade, hoje voltaria à Paris apenas pelos teatros, museus e exibições. Vá a Paris um vez para ver a cidade, mas volte para conhecê-la.

Eu gosto sempre do melhor no final, e na minha lua de mel não poderia ser diferente. O último dia de passeios foi fechado com chave de ouro. Sentados à frente da Basílica de Sacré Coeur, tendo a cidade toda como vista, conseguimos finalmente relaxar e curtir um dos momentos mais marcantes da minha vida! A energia estava demais naquele fim de tarde.

Essa é a recordação mais gostosa que tenho da cidade. Um perfeito au revoir Paris!

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Aproveitando o tema, vou deixar aqui um filme de Cedric Villain, um francês que nunca comeu rã, não gosta de vinho, bebe champagne duas vezes ao ano e não mora em Paris. Achei super irônico, e como eu sempre digo, os clichês existem por um bom motivo! Para saber mais sobre o trabalho de Cedric, clica no nome dele aí em cima! 


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4 Respostas para "Le cliché parfait"

Cadu
30-08-2011 @ (18:19)

lembro q qdo eu tava na escola, nas primeiras séries, eu sempre dizia q meu sonho era ir à Paris, na verdade nem sabia nada da cidade, nem da França. Hj meu desejo é visitar o túmulo da Edith Piaf e cantar Non Je ne Regrette rien pra ela ali mortinha (agora dá uma risada e diz: aloka, haha), mas é sério.
Mas já me contentei com esse pequeno tour online by Karinazevedodasilva, e fico bem feliz e achando tudo muito chique e elegante 😉
Kisses and kisses and kisses e upas.
e uma gargalhada bem nostalgica no final.


Camila
31-08-2011 @ (00:45)

Deve ser linda mesmo!!! Afinal, Paris é Paris né? E que delícia esse videozinho que vcs fizeram… tem música ao vivo, e aposto que sem pagar ‘couvert’… basta levar uma cervejinha, uns beliscos, e pronto!?!?! Que beleza!! Ainda terás muito mais lua de mel nega! É só o começo… hehe Beijooooosss
***E que desejo é esse Cado??? Fetiche? (hihi brinkss) Tem muita gente bacana no cemitério de Paris… Canta pro Balzac tambem Cadoooo… depois passar no Kardec pra fazer uma reza “forte”…tomar uns drink no túmulo do Jim Morrison… perguntar o que o Balzac e o Bourdie pensavam da vida… e depois tirar uma soneca no cantinho do Oscar Wilde… pra logo perguntar pra filha do Karl Marx, a Laurinha, o que ela achava do pai! hahahahahhaha 😛 Altas pesquisa hein!?!? Pohãããnnn…


karinaazevedo
31-08-2011 @ (02:30)

Camila Cult Book! hahaha

Cadu a gente ainda vai a Paris juntos e dar umas boas risadas lá!


Amanda Bernardo
31-08-2011 @ (11:27)

Tu colocou um piercing no canto da boca? haha nunca imaginei!
Outra coisa, pq tas assustada com meu post amiga? Só estou entrando na vibe viajadora, haha!
Foi muito muito muito bom ler teu e-mail e poder desabafar contgo. Não existes amigas, não sei o que eu faria se tu não existisse, eu teria que te inventar!
Af
bjos bjos
LOV YA



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