20 nov 2012

Novas oportunidades

Quem segue o blog sabe com o que eu trabalho. Quem ainda não sabe pode ler aqui 😉 Neste mês faz um ano que estou trabalhando com essa família, mas aos poucos o trabalho foi me frustando. Primeiro por que cuidar de crianças é difícil, acredito que mais ainda quando as crianças não são suas. Segundo por que esse nunca foi meu trabalho dos sonhos. Aliás, está bem longe de ser. Mas um ano atrás e estava aqui por apenas 4 meses e não falava nada de alemão. Era o trabalho ideal para ganhar um bom dinheiro sem trabalhar todos os dias.

Aos poucos o trabalho foi me saturando, e levando a um nível de estresse não saudável. Eu queria mudar de emprego, sair da zona de conforto ou até procurar um curso pra fazer. Eu comecei a me sentir, finalmente, segura com meu nível de alemão. Eu sou muito exigente, mas eu comecei a conversar em alemão, a receber elogios, e a acreditar que eu já poderia dar um passo maior. Mas meu marido veio com uma ideia: estudar um semestre em Buenos Aires. Eu fiquei super empolgada, mas também um pouco frustada por deixar meus planos para mais tarde. Eu quero me estabilizar aqui, estudar algo que me permita trabalhar com o que eu quero. Mas com esses novos planos, é preciso guardar dinheiro, e, consequentemente, continuar trabalhando, já que começar um novo emprego por alguns meses não seria, digamos, financeiramente, inteligente. Além de tudo, os pais das crianças me adoram e fazem de tudo para eu não largar o emprego. Me ofereceram o emprego de volta em agosto do ano que vem. Mas, pra mim, não dá.

Após algum tempo em crise, sem saber o que fazer, o que dizer, como ficar feliz eu pensei: é uma grande chance! É uma “pausa” de 6 meses que vai me trazer muita experiência boa. Além de ficar mais perto da minha família. O Amir também ficou confuso por que a viagem à Buenos Aires tira da gente algumas possibilidades, como a de viajar bastante ano que vem (por conta do dinheiro que precisamos guardar e por não estar na Suíça), mas também dá a ele a última possibilidade de fazer intercâmbio, já que ele se forma final do ano que vem.

Muita indecisão, muita conversa, minha frustração e no final, como nós sempre fizemos juntos, um acordo: somos jovens, cabeça aberta e queremos experiência na vida, então VAMOS A BUENOS AIRES!

É isso, no dia 5 de fevereiro viajo para o Florianópolis, e provavelmente no final do mês vamos para o país dos hermanos. O melhor amigo do Amir vai fazer o intercâmbio também, só não sei se vai para Floripa. Já temos uma lista de amigos daqui que irão nos visitar, no Brasil e na Argentina. Só resta saber se meus amigos também irão me visitar e comer alfajor 😉 hihihi

Mais uma vez, é uma janela se abrindo e sem saber o que tem do outro lado, eu vou pular.


17 out 2012

O bondinho da universidade

Zurique é uma cidade de morros. Há partes planas, como o centro da cidade, mas a redondeza, parte mais cara da cidade, é feita de inclinadas. Uma dessas partes altas é a localização da Universidade de Zurique e do ETH (Polytechnikum, ou “Poly”).

O bondinho, que liga o centro da ligado à universidade, foi criado em 1889, com o nome de Zürichbergbahn, mas pela proximidade à Escola Politécnica, foi sempre chamado de Polybahn (bahn = trem). Hoje, ele transporta quase dois milhões de passageiros por ano.

A linha consiste em dois carros/bondes conectados por um cabo. A medida que um sobre o outro desce, se encontrando sempre no meio do caminho. O tempo de espera é sempre em torno de três minutos. A subida (ou descida) pode ser feita de segunda a sexta, das 6:45 às 19:15, e aos sábados das 7:30 às 14 horas.

O caminho com o Polybahn dura menos de dois minutos. A linha tem apenas um ponto. Abaixo, encontra-se a estação de ônibus e bonde chamada Central, como o nome já diz, é a parte central de Zurique. Ali também fica uma biblioteca, acho que uma das maiores da cidade, e também um ponto Starbucks, ou seja, perfeito para estudantes. Uma estação antes fica a estação principal de trem. Acima (parada do bondinho) encontra-se o terraço da ETH, o Instituto Tecnico Federal, e ao lado a Universidade de Zurique. Devido a isso, a linha é usada, na maioria das vezes, por estudantes.

Outro acesso à Universidade a ao ETH, é a escadaria próximo à estação do Polybahn.

Em Zurique, existe apenas duas estações de bonde como essa. A segunda da acesso ao hotel mais famoso da cidade, o Dolder Hotel, chamada Dolderbahn. Polybahn é a linha mais curta da cidade de Zurique.

O Polybahn tornou-se também uma atração turística, sendo referenciado em guias turísticos e em cartões postais. Não é raro encontrar um grupo de chineses dentro do bonde tirando fotos. Porque vocês acham que meus pais estão aí nas fotos fazendo esse passeio? Turistas!

Inicialmente movido a água, em 1897 o Polybahn começou a ser conduzido com eletricidade. Em 1970, após uma crise da companhia que possuía a concessão da linha, foi criada uma fundação para preservar o Polybah em 1972. Mas em 1976, a união de bancos da Suíça, a UBS, comprou a linha e a renomeou para o nome que carrega até hoje, UBS Polybahn.

Graças a renovação feita em 1996, os estudantes podem usufruir diariamente da ligação entre a estação chamada Central até o terraço da universidade. A tecnologia moderna aliada a um revestimento rústico preserva esse, por que não dizer, monumento histórico da Zurique do século 19.

Por essas e outras coisas é que eu acho a pequena Zurique uma cidade charmosa demais.


29 jun 2012

1 ano de Suíça

Um ano atrás eu cheguei na Suíça. Um ano atrás eu deixei tudo e todos sem olhar pra trás! Eram um momento de tristeza e alegria. De despedida e reencontro! Mas uma coisa eu nunca senti: medo. Nem por um instante! Cheguei aqui num dia quente, com duas malas na mão e o coração cheio de coragem. Só.

Nesse um ano muita coisa aconteceu. Me casei, viajei, conheci muita gente e aprendi uma língua nova.

Se foi tudo mil maravilhas? Nem de longe! Me casei longe da minha família e dos meus amigos, senti muita saudade de casa, pensei por alguns instantes em desistir e me senti triste algumas vezes.

Mas, eu faria TUDO DE NOVO de olhos fechados, como fiz há um ano. Felicidade não  tem preço e lutar pela própria felicidade é a maior satisfação do mundo. Que venham mais um, dois, 10 anos de novas experiências, e se Deus quiser, do lado do homem que eu amo.

E a saudade continua!



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