03 dez 2013

De tudo ficaram três coisas…

“A certeza de que estamos começando… 
A certeza de que é preciso continuar… 
A certeza de que podemos ser interrompidos 
antes de terminar… 
Façamos da interrupção um caminho novo… 
Da queda, um passo de dança… 
Do medo, uma escada… 
Do sonho, uma ponte… 
Da procura, um encontro!”

Exatamente um ano atrás minha vida deu os primeiros passos pra uma enorme mudança. No dia 3 de dezembro de 2012 recebi a notícia da doença do meu pai, como contei aqui.

Na noite do dia 7 de Janeiro desse ano escrevi pela última vez no blog. Eu senti naquela noite a necessidade de desabafar. Eu sentia que não poderia deixar pro próximo dia. De alguma forma eu sabia que depois daquela noite não conseguiria mais escrever. E eu estava certa. Na manha do dia 8 de janeiro de 2013 meu pai nos deixou.

Estranho pensar que depois de tudo que eu passei, meu maior medo fosse escrever. Talvez por que escrever sempre me remeteu a sinceridade e na batalha contra o luto, muitas vezes não fui sincera nem comigo mesma.

Eu poderia escrever hoje um texto enorme contando da dor, dos altos e baixos, da sensação de sentir o mundo tão pequeno, e de tudo que eu passei nesse último ano. Mas é difícil. Deve ser como passar no meio de um furacão e depois explicar o que viu e o que sentiu. Não dá. Além de tudo é muito triste.

Por isso eu prefiro contar como é sentir tanta saudade de alguém que você vê uma foto e chora até o coração parecer rasgar, e depois de tudo ainda conseguir sorrir e ficar alegre porque, afinal, a pessoa que você sente falta passou pela sua vida.

É mais bonito contar como é pensar tanto em alguém que já se foi, que essa pessoa parece estar mais perto do que antes.

É mais contagiante contar que eu passei quase um ano sem ter alegria nenhuma em escrever, e agora eu enchi o peito de coragem pra tentar contar a pior história da minha vida. Alguém uma vez me falou que toda vez que eu escrevesse, ele estaria comigo, e em todas as palavras do meu texto. Ele também gostava de escrever, e com a maior dignidade do mundo, fez um blog pra contar sua curta passagem pelo hospital. Quer ler? AQUI.

Sempre acreditei que a vida é feita de ciclos. E que você não controla o início nem o fim dele. Às vezes pode se alegrar e até comemorar o fim de um. Outras vezes a mudança é tão grande que te faz pensar que a vida acabou. Mas ainda assim, é só um ciclo.

Um ciclo da minha vida se fechou no mês de janeiro.  Minha avó, a mãe do meu pai, também se foi três semanas após meu pai. Não existe mais a casa da vó Bentinha. Mas existem muitas lembranças. Agora é preciso aprender a viver com elas.

Saber transformar a saudade em lembranças é um ótimo caminho pra amenizar a dor e, principalmente, voltar a ter esperança.

Eu tenho muita esperança do futuro. E quero viver cada dia da minha vida da melhor maneira possível. E tudo isso em homenagem ao meu pai, que amava demais a vida.

Pai, valeu por tudo! Obrigada por continuar me fazendo sorrir. Cada segundo valeu a pena.

“A morte chega pontualmente na hora errada” – Mario Quintana.


08 jan 2013

O medo e a realidade

1 – O diagnóstico

Vocês sabem bem como eu me senti quando descobri que meu pai estava com Leucemia, como eu contei aqui. Vim para o Brasil com o coração na mão e coberta de esperança. Logo que cheguei visitei meu pai no hospital, que parecia tão bem e ninguém conseguia acreditar que ele estava com a doença. Ele deveria ficar 30 dias no hospital internado fazendo o primeiro protocolo (seções de quimioterapia). Eu alternava meus dias de visita com a mãe, que ia com mais frequência e fazia companhia a ele. Como eu estava resolvendo as questões burocráticas da vida que segue, minha visita era sempre acompanhada de um documento ou o laptop, para checar pagamentos e afins. Mesmo com medo e o coração na mão, eu ainda tinha o que fazer por ele. Pesquisei bastante sobre a  doença, conversei com médicos, liguei para outros hospitais, contatei amigos… Enfim, tudo em busca do melhor para meu pai. O vi algumas vezes fazendo a quimioterapia, recebendo bolsa de sangue ou até mesmo com as plaquetas baixas demais, o deixando com uma aparência apática. Chorei muito e senti tanto medo que nem sei explicar hoje.

2- Os efeitos da quimioterapia

Ele seguia tão bem o tratamento, que nós (família e amigos) estávamos certo que em algumas semanas ele voltaria para casa, para dar continuidade ao tratamento. Só que a quimioterapia mata tudo, tudo de bom e de ruim. E com a baixa de imunidade que a própria doença causa, com a quimioterapia baixou mais ainda. No Natal ele pediu para ficar sozinho, queria usar aquele dia como um retiro espiritual. Nós respeitamos. Compramos presente de Natal e esperamos o dia 25 para entregar. Nesse dia minha mãe foi para o hospital fazer a visita e ele já estava muito fraco. A mãe voltou para a casa e contou que ele estava fraquinho. Ficamos todos preocupados, achando que ele estava desistindo. No outro dia minha mãe retornou ao hospital para visitá-lo, e eu, sempre muito ansiosa para saber notícias, liguei para saber como andavam as coisas. Ela dizia que ele continuava muito fraco, mas eu não tinha ideia do quanto. Perguntei se ele estava se deixando levar e ela disse “Não, ele vai voltar pra casa! Não é Zé? Diz pra Karina que tu vai voltar pra casa.” Eu já comecei a chorar e pedi pra que ela não passasse pra ele. Mas ela passou e ele disse “siiiiim, vooooou” numa voz tão fraca que me doeu tudo por dentro.

Minha mãe voltou pra casa dizendo que os médico haviam liberado a estadia dela no quarto dele, até então proibida. Aquele medo que me visitava a cada minuto, se estacionou na frente do meu nariz. Algo está dando errado.

3- Encarando mais um desafio

Eu não queria vê-lo, pois sabia que não iria aguentar meu emocional, mas mesmo assim subi até a ala do meu pai para conversar com a médica. A doutora me disse que eu poderia vê-lo, mas eu insisti que não. Foi então que ela me explicou que o quadro dele era grave, pois ela estava com a imunidade em 0%. Nesse momento meu pai passa do meu lado em uma maca. Ele, que justamente fazia tudo normalmente dentro do hospital. O meu pai! Eu entrei em desespero. Após a volta dele ao quarto, depois de uma tomografia na cabeça, devido as dores fortes, eu aguardei na salinha de visitas. A psicóloga conversava comigo, tentando me acalmar e me convencer a ver ele. Eu colocava o pé na porta, ouvia ele gemendo de dor e voltada. Entrava mais um pouco, via apenas os pés e voltava. Era medo de ver meu pai de uma maneira diferente. Me senti covarde! Até que fui até a porta de novo, vi que ele tinha os olhos fechados e pensando que ele estava dormindo, entrei. Não tinha mais como sair. Eu fiquei e falei que eu estava ali. Ele não abriu o olhos. Colocava a mão na cabeça e no estômago reclamando de dor. Até então nenhuma palavra tinha saído da boca dele. Os batimentos cardíacos aumentaram e a enfermeira apontou pra mim, querendo dizer que era devido a minha presença. Ela perguntavam algo pra ele e ele respondia com o dedo. Até que ele abriu bem rapidinho o olho esquerdo e me espiou. Foi a última vez que vi meu pai acordado.

3- A UTI

Na noite seguinte minha mãe liga dizendo que ele estava mais calmo e dormia já há algum tempo. Fui dormir aliviada e agradecendo todas as orações feitas pelos amigos. Na manhã seguinte ela liga para avisar que ele estava sendo transferido para a UTI devido a um choque séptico. Foi aí que minhas forças entraram em ação. Eu já tinha sentido tanto medo e tanta angústia que não me restava mais nada além de ser forte. Fui buscar minha mãe na UTI aquele sábado, 29 de dezembro. De domingo até hoje vou todos os dias ouvir o laudo médico. Só entrei no quarto dele dia 31 de dezembro a noite. Tentei entrar a tarde, fui até perto da porta, mas minha dor não me deixou. Voltei pra casa, mas me sentindo novamente tão covarde, já que meu irmão e minha irmã já tinham entrado a tarde. Era o ultimo dia do ano e eu precisava falar com ele, mesmo que ele não me ouvisse. O medo dessa vez foi o maior de todos, que a cada passo que dava eu urinava. MEDO. TRISTEZA. Entrei no quarto e vi o que eu jamais me preparei para ver.

Nesses 9 dias ouvindo o boletim através dos médicos, mas sem ver a situação, eu criei uma força que me assusta. Já senti saudades, a dor da perda, a desilusão, o medo e todos os outros sentimento embutidos nessa realidade. Não há mais o que sentir nesse momento. Nem o que fazer, a não ser esperar. Só não posso pensar muito, por que o pensar assusta, e eu preciso manter meus dois pés bem no chão.

Milagres acontecem, não é mesmo?


01 jan 2013

Recomeço

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um  indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.”

Carlos Drummond de Andrade

Tem sentimentos que só primeiro de janeiro nos proporciona não é mesmo? O recomeço é uma escolha e às vezes a fazemos por não haver mais opções.

Estou ainda um pouco perdida, e meu foco anda meio desfocado (desculpa o trocadilho).

Prometo voltar todos os dias, mesmo que seja pra postar de uma forma diferente que eu costumava fazer.

Bóra recomeçar! Vocês me ajudam?


20 nov 2012

Novas oportunidades

Quem segue o blog sabe com o que eu trabalho. Quem ainda não sabe pode ler aqui 😉 Neste mês faz um ano que estou trabalhando com essa família, mas aos poucos o trabalho foi me frustando. Primeiro por que cuidar de crianças é difícil, acredito que mais ainda quando as crianças não são suas. Segundo por que esse nunca foi meu trabalho dos sonhos. Aliás, está bem longe de ser. Mas um ano atrás e estava aqui por apenas 4 meses e não falava nada de alemão. Era o trabalho ideal para ganhar um bom dinheiro sem trabalhar todos os dias.

Aos poucos o trabalho foi me saturando, e levando a um nível de estresse não saudável. Eu queria mudar de emprego, sair da zona de conforto ou até procurar um curso pra fazer. Eu comecei a me sentir, finalmente, segura com meu nível de alemão. Eu sou muito exigente, mas eu comecei a conversar em alemão, a receber elogios, e a acreditar que eu já poderia dar um passo maior. Mas meu marido veio com uma ideia: estudar um semestre em Buenos Aires. Eu fiquei super empolgada, mas também um pouco frustada por deixar meus planos para mais tarde. Eu quero me estabilizar aqui, estudar algo que me permita trabalhar com o que eu quero. Mas com esses novos planos, é preciso guardar dinheiro, e, consequentemente, continuar trabalhando, já que começar um novo emprego por alguns meses não seria, digamos, financeiramente, inteligente. Além de tudo, os pais das crianças me adoram e fazem de tudo para eu não largar o emprego. Me ofereceram o emprego de volta em agosto do ano que vem. Mas, pra mim, não dá.

Após algum tempo em crise, sem saber o que fazer, o que dizer, como ficar feliz eu pensei: é uma grande chance! É uma “pausa” de 6 meses que vai me trazer muita experiência boa. Além de ficar mais perto da minha família. O Amir também ficou confuso por que a viagem à Buenos Aires tira da gente algumas possibilidades, como a de viajar bastante ano que vem (por conta do dinheiro que precisamos guardar e por não estar na Suíça), mas também dá a ele a última possibilidade de fazer intercâmbio, já que ele se forma final do ano que vem.

Muita indecisão, muita conversa, minha frustração e no final, como nós sempre fizemos juntos, um acordo: somos jovens, cabeça aberta e queremos experiência na vida, então VAMOS A BUENOS AIRES!

É isso, no dia 5 de fevereiro viajo para o Florianópolis, e provavelmente no final do mês vamos para o país dos hermanos. O melhor amigo do Amir vai fazer o intercâmbio também, só não sei se vai para Floripa. Já temos uma lista de amigos daqui que irão nos visitar, no Brasil e na Argentina. Só resta saber se meus amigos também irão me visitar e comer alfajor 😉 hihihi

Mais uma vez, é uma janela se abrindo e sem saber o que tem do outro lado, eu vou pular.


15 nov 2012

Cheirinho

Na maioria das vezes dado no cantinho do pescoço, o famoso cangote, hihi. De vez em quando um cheirinho é mais gostoso que um beijinho.

Cheirinho, uma das primeiras palavras estranhas que ele aprendeu comigo. (Quem me conhece sabe que eu invento palavras toscas, e claro, ele aprende todas)

E há coisa melhor do que eu cheirinho de quem a gente ama?


29 jun 2012

1 ano de Suíça

Um ano atrás eu cheguei na Suíça. Um ano atrás eu deixei tudo e todos sem olhar pra trás! Eram um momento de tristeza e alegria. De despedida e reencontro! Mas uma coisa eu nunca senti: medo. Nem por um instante! Cheguei aqui num dia quente, com duas malas na mão e o coração cheio de coragem. Só.

Nesse um ano muita coisa aconteceu. Me casei, viajei, conheci muita gente e aprendi uma língua nova.

Se foi tudo mil maravilhas? Nem de longe! Me casei longe da minha família e dos meus amigos, senti muita saudade de casa, pensei por alguns instantes em desistir e me senti triste algumas vezes.

Mas, eu faria TUDO DE NOVO de olhos fechados, como fiz há um ano. Felicidade não  tem preço e lutar pela própria felicidade é a maior satisfação do mundo. Que venham mais um, dois, 10 anos de novas experiências, e se Deus quiser, do lado do homem que eu amo.

E a saudade continua!


12 jun 2011

Do you wanna be my valentine?

Desculpem a falta de acentos acima! (A pressa é inimiga da perfeição!)

E o dia dos namorados chegou! Pra felicidade de uns, tristeza de alguns, e indiferença de outros. Li no facebook uns dias atrás uma amiga, parafraseando outra, se questionando porque necessitava passar os dias dos namorados com um namorado, pois por acaso ela passa o dia dos índios com um índio? Faz sentido.

Mas o que mais me impressiona nesse dia, não é o desespero das “solteironas” em ter um namorado. Digo solteirona porque só as que se auto-intitulam assim sofrem nesse dia. Há mulheres sem namorado que jamais ligaram pra essa data. Então o que mais me assusta é os sites e revistas de moda/tendência fazendo listas enormes e quase sempre carérrimas de presente para os namorados. Algumas até se arriscam a dizer o que você NÃO PODE, de jeito nenhum, dar para o seu namorado. (ÃÃÃNNNN??)

Será que estamos caminhando pra uma supervalorização do valor etiquetado das coisas até no quesito relacionamento? Acho que se você precisa de conselhos do que dar pra o SEU namorado, é hora de reavaliar algumas coisas. É, eu só acho mesmo, aqui no blog é tudo baseado na filosofia do achismo.  Daí você faz uma lista que tem, sei lá, uma camiseta muito massa, um tênis da moda, um CD/DVD e sei lá mais o quê. Acho que esse tipo de presente se dá em Natal e aniversário. Estou falando isso sem experiência nenhuma! Nunca tive um namorado comigo no dia 12 de junho de qualquer ano. Namoro há dois anos, estou há um mês do casamento e nunca passei dia dos namorados com o Amir. Falo tudo isso porque de tanta distância, tanta saudade de um aconchego, carinho, beijo, amasso, tanta vontade de olhar no olho, tudo que eu queria hoje, era meu namorado aqui comigo. E se estivesse , não o esperaria com uma caixa com um laço vermelho em cima, nem me importaria se ele viesse de mãos vazias. Iria recebê-lo de braços abertos, com uma saudade imensa e um enorme alívio em tê-lo por perto, e o convidaria pra fazer qualquer coisa que nunca fizemos nesses dois anos juntos.

Talvez não sairia pra comer sushi nem ir ao motel. Afinal, poderíamos fazer isso qualquer dia. Mas, confesso que também não sei o que faria. Certamente não me importaria em parecer brega, clichê nem piegas, afinal, do que o amor romântico é feito mesmo? De momentos racionais? Quem vai admitir, que uma vez ou outra, fala estilho “nhênhênhê bebezinho” com o namorado? Ah, garanto que você vai dizer que não!

»Image Source«

Feliz dia dos namorados a todos que sabem a delícia que é dormir de conchinha, ter um ombro amigo, um beijo apaixonado e um benzinho pra chamar de _______ (insira aqui o nome estranho que você dá pro seu namorado).


15 abr 2010

Enquanto a primavera não vem…

Quando eu falo que namoro à distância, a primeira coisa que as pessoas me perguntam é: Como tu consegues? Bom, nada mais sincero do que dizer que é tudo por amor. Mas claro, que por trás desse amor há muita tecnologia e muita, mas muita força de vontade.

Muito tempo atrás era super normal namorar à distância, mas as notícias sobre o namorado/noivo/marido demorava para chegar. As cartas eram a melhor opção para ascender o foto da paixão manter o contato.

Mas com o avanço da tecnologia, as cartas foram colocadas nas caixinhas de lembranças, e a internet tomou o lugar. Os enamorados e a mãe natureza agradecem. E-mails, msn, skype, sms.. Enfim, qualquer coisa que traga, e com rapidez, uma novidade sobre o namorado é bem vinda.

Durante um bom tempo nosso vínculo foi se formando através das mensagens no facebook. Como todos os gringos, ele usa este site de relacionamentos. Só aqui no nosso querido Tupiniquim o Orkut tem vez. Logo em seguida passamos a usar o Skype, mas só Deus sabe por que SEMPRE dava problema, e a gente tinha que escolher entre ver e ouvir um ao outro. Foi aí que meu namorado fez, aos 23 anos de idade, uma conta no MSN. Até hoje eu não consigo deixar de achar bizarro o fato de eu ser o único contato dele no messenger. Então esse é o nosso meio de comunicação aos domingos. É, da pra estar conectado com ele praticamente o dia todo, agora ver (atraves da tela, claro) só aos domingos, com raras exceções.

Mas vocês devem estar se perguntando “Tá Karina, mas afinal, como é namorar à distância?”. Maravilhoso não é, né? Mas o conselho que eu dou pra quem esta afim de começar um namoro assim é: entenda que tudo, TUDO é diferente. Não é um relacionamento normal.

Pontos positivos: Agora vocês devem estar pensando que eu sou uma louca! Pontos positivos? Sim, e não é só o caso de ver o copo meio cheio, às vezes uma distância pode até fazer bem ao relacionamento. Certeza: claro que certeza, certeza a gente só tem de que o mundo vai acabar em 2012 vai morrer, mas se sujeitar a ter um namoro à distância só é possivel quando se tem certeza dos sentimentos. De outra maneira não iria valer a pena tanta saudade, e por muitas vezes sofrimento. Honestidade: é preciso ser muito honesta e sincera com os sentimentos. Tá com raiva? Fala pra ele. Tá com muita saudade e não tá segurando a barra? Conta pra ele! O cara tá lá do outro lado do mundo e não tem o privilégio (ou não) de ver sua birra quando não gosta de alguma coisa. Muitas vezes namoros presenciais (que universitário) podem falhar por isso. A gente fica esperando que o cara descubra tudo que a gente pensa num piscar de olhos e esquece que a sinceridade é o melhor caminho pra um relacionamento saudável.

Pontos negativos: Não vou dizer que tudo é ruim, porque afinal eu amo meu namorado e não trocaria ele por cara nenhum aqui no Brasil, porém é inegável que não é mil maravilhas, né? Contato físico: pra mim o mais difícil é a falta de pele, de cheiro, beijos e abraços. Mas… é tudo por um bem maior! Então paciência! Desistência: com tanta saudade e distância às vezes a vontade de jogar tudo pro alto aparece, e isso pode balançar o namoro. Muito pensamento negativo pode fazer com que o seu namorado queira desistir também. Aí com os dois pra baixo, é dificil continuar com o relacionamento. Despedida: desde o dia que conheci meu namorado, eu convivo com isso (alo flash back?). É muito ruim viver meses de extrema felicidade e em seguida dizer tchau e voltar a vida normal sem ele. Até mesmo nas conversas via internet, a hora de se despedir é sempre muito ruim.

Mas pra ser sincera uma das coisas que mais me irritam é a pergunta: Tu é fiel? Eu realmente perco a paciência e sou grosseira. Acho essa pergunta meio ambigua. Se é pra enganar alguém, pra que namorar? Pelo simples prazer de trair alguém?

Dica: Não deixe orkut, facebook, msn ou skype estragar seu relacionamento. Não mantenha seu foco em investigar a vida do seu namorado. Cada um tem a sua individualidade, independente de relacionamento. Use esses meios de comunicação a seu favor!

Mas a verdade é que cada um sabe o que é melhor pra si, o que vale ou não a pena. E você? Já namorou à distância? Já pensou na idéia? Acha uma besteira?


22 jun 2009

O novo inverno

E o inverno chegou… Hoje não é mais tão frio como antigamente, quando eu vestia aquele casaco quentinho que minha avó faz. Quando a viagem de duas hora até chegar na casa dela não era tão cansativa. Queria logo chegar, ver os primos, contar as novidades, os segredos guardados por meses, só esperando a pessoa confiável pra contar. O selinho que deu em que gostava, a paixão platônia. Era muto mais frio, o clima. Mas o resto era quentinho, acolhedor. Aquele café depois de cinco horas seguidas de brincadeiras.As preocupações hoje são bem diferentes. Chegou o inverno? “Ai meu Deus! Preciso comprar aquela bota preta de cano alto que prometo me dar de prensente desde o inverno de 2005.” Talvez o inverno passe e eu novemente quebre a promessa. E ai fica parecenco que o inverno é somente isso. Tá errado. Era pra reunir a família em frente à lareira depois da novela, ou até mesmo durante. Tomar um chá, café, chimarrão, capuccino, não importa. Ver fotos antigas, conversar sobre a faculdade, o trabalho. Sentar no chão de roupão e pantufa. Isso sim fica na lembrança. Isso sim aquece o frio desse inverno de litoral. Mas não acontece! Cada um com seus compromissos. Parece que as pessoas não têm mais tempo de dividir o tempo, de olhar no olho, de oferecer calor humano. Não que seja uma escolha, mas as coisas vão caminhando assim. As pessoas viram adultas e as vezes até esquecem das lembraças de infância, quando o frio era muito mais gostoso. O que me acomoda é que minha vó continua fazendo casados quentinhos de lã todo inverno..


03 fev 2009

Sindrome de Peter Pan

De repente quando percebemos, já crescemos. Mas nem sempre queremos continuar esse processo. Por que ser adulto assusta. Tem que pagar conta em dia. Tem que parar de sonhar um pouco e realizar mais. Tem que responder pelos próprios atos. Não pode pintar a unha de rosa e tem que fazer sexo excelente. Todo jovem é “meio” adulto e no fundo banca o Peter Pan, fingindo que é mocinho e lida com tudo na maior facilidade. Quando eu tinha 10 anos queria logo fazer 15 e depois sonhava com a liberdade dos 18. Sempre querendo ser adulta, com pressa. E de lá pra cá eu de fato me tornei uma, já que tive que executar todos os itens acima. Nem todos com êxito, o que torna a adultisse difícil de lidar e as vezes meio frustante. To cheia de contas atrasadas. Sonho mais acordada que dormindo. De vez em quando fujo das consequências e finjo que não era comigo. Mudo o tom do esmalte, mas ele continua sendo rosa e o sexo, bom não dá pra se autoafirmar. Não que eu não queira ter responsabilidade e queria ser uma eterna adolecente, Deus me livre, é que quando a coisa é pra valer, dá medo. Daqui a 6 dias eu faço 22 anos, o que significa que eu to ficando mais velha. Mas será que eu to ficando adulta? Será que toda aquela euforia dos 10 anos era só porque eu não sabia o que estava por vir? Ou será que eu invento todos esses obstáculos por que no fundo eu não quero envelhecer? Talvez a conta, o esmalte e o sexo perfeito não sejam grandes casos na vida adulta. Talvez quando ficamos mais velhos percebemos que tudo é tirado de letra. Tudo fica banal e não se tem tempo pra perder com besteiras. Nem pra reclamar. Então Peter Pan tinha razão. Crescer é muito chato. Vou até pagar as contas direitinho, mas enquanto isso continuo pintando minhas unhas de rosa pink, sonhando e reclamando sempre de coisas bobas. Não tenho pressa, afinal, ainda quero aproveitar muito minhas adolecência aos 21.


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