19 maio 2017

Ela só quer…

Ela queria o conforto de alguém. Alguém que se sentisse confortável do lado dela.
Ela queria alguém que pudesse impressionar.
Ela queria que ele tivesse pegada forte. Eu disse forte.
Ela queria sair pra jantar e dar risadas.
Ela queria alguém que tirasse sua roupa lentamente e cultuasse seu corpo, em olhares e palavras.
Ela queria alguém que chegasse com ela na festa cheio de orgulho.
Ela queria alguém que a fizesse esquecer de tudo em poucos minutos de toque.
Ela se abriu pra vida e teve tudo isso.

Por que ela ainda procura?


08 mar 2017

Divorciada aos 30

É exatamente isso, essa é a minha realidade. Mas antes de chegar a esse ponto da minha vida, vamos voltar os meus 13 anos. Ja comentei aqui que com 13 anos eu comecei a escrever em diário. Eu sempre digo que foi com essa idade que eu comecei a ver a vida. E nessa época eu não sonhava com os 18 anos, eu imaginava meus 30. Minha Barbie trabalhava e o Ken era apenas seu namorado. Ela tinha carro, trabalho e morava sozinha. A idade da minha Barbie era 30, por que naquela época eu ja percebia os artigos em algumas revistas dizendo que 30 era o auge da mulher. Eu não via a hora de virar mulher! Claro que eu sabia que iria demorar muito ate eu chegar aos 30, mas eu ja imaginava que seria mágico. Quando eu cheguei os 18, a época que todas meninas sonham, meu desejo era me mudar pra Nova York – a metropole dos sonhos, ter um super emprego em uma revista feminina e morar em um daqueles apartamentos sem divisão com uma super janela de vidro. 

O tempo passou mais um pouquinho e eu me apaixonei perdidamente por um Suíço aos 21. Qualquer sonho que eu tivesse tido ate aquele momento cairia por terra, ja que eu ja tinha “caído por ele”. Depois de alguns anos de namoro eu vim pra Suíça e nós nos casamos. Não me interessava mais onde morar, eu queria ele. Eu trabalhei como babá por um tempo e por mais que isso abalasse um pouco meu ego, eu estava feliz por estar perto dele, e até aquele ponto ele ainda satisfazia minha vida. Por um bom tempo todos meus sonhos e desejos ficaram meio abafados, por que eu me acomodei na felicidade. Mas eu sentia, que algo estava meio… fora da rota? Mas olha, jamais vou cuspir no prato que comi, eu fui, sim, muito feliz naquela vida.

Mas aí depois de 5 anos eu fiz 30 e eu não consigo expressar em palavras a minha realização pessoal e como eu me sinto plena e completa. Muita coisa aconteceu nesses anos, muita insatisfação, tristeza, decepção e aprendizado.

Hoje eu escrevo esse texto depois de horas de trabalho num escritório de uma empresa em Zurique – a metropole da Suíça, e mais importante: olhando pra fora pela minha grande janela de vidro. Se eu olhar pra traz também vejo meu quarto, por que meu apartamento não tem divisão. E claro, uma lagrima cai do meu olho.

Amanhã vamos nos divorciar e eu não sei o que sentir. No roteiro que criei quando tinha 13 anos, não tinha essa parte, mas e se foi isso que me trouxe pra onde eu queria, como me sentir triste? Minha lagrima é de gratidão, que fique claro.

Enquanto muitas mulheres hoje comemoram seus 30 anos e se sentem repletas porque conseguiram casar e ja estão planejando o primeiro filho, eu faço o caminho inverso.

Se eu pudesse voltar no tempo e reencontrar aquela menina forte e perspicaz de 13 anos eu abraçaria e diria: vai dar tudo certo! Todos aqueles momentos de reflexão em cima do diário e aqueles desejos que iam de encontro com o que as outras meninas queriam valeram a pena. Todo o choro valeu a pena.

Eu queria terminar esse texto com algo surpreendente, mas quer mais surpresa do que chegar num ponto da vida e perceber que as coisas arrumam um jeito de ser, mesmo que um jeito torto? Falando assim parece até que é o fim de todos os planos. Mas é que foi assim, eu só desejei até aqui mesmo.

——

Calhou desse texto ser postado no dia internacional da mulher, então fica aqui a minha reflexão: nenhum estado civil diz quem você, mulher, é ou pode ser! 


15 jun 2016

Trabalhar na Suíça

Entre as pergunta mais frequentes que recebo por aqui ou pelo youtube, a campeã é: “Como faço pra trabalhar na Suíça?”. Mas aí me veem varias perguntas a cabeça como por exemplo de onde a pessoa tirou a ideia de vir pra Suíça, se ela conhece algo sobre o país, as línguas. Fico bastante intrigada com isso.

Não que eu soubesse muito sobre esse país antes de chegar aqui, mas meu objetivo não era vir atras de emprego. Eu não entendia bulhufas sobre a Suíça e aprendi tudo que sei, vivendo.

Mas enfim, vamos então as respostas, ja que é isso que muitos buscam quando passam por aqui.

    • A primeira coisa que você deve saber é que para trabalhar aqui você deve ter algum tipo de visto. Básico! Eu tenho visto de reunião familiar, por isso estou aqui, não simplesmente vim, arrumei emprego e fiquei. Isso não acontece! Você não vai conseguir um emprego com visto de turista.

 

    • Se você tem um passaporte Europeu pode sim arrumar um emprego aqui, basta alguém querer contrato-lo 🙂

 

    • Se você não tem um, mas tem descendência Europeia, pode ir atras disso. (Não me pergunte como, cada país tem suas regras. Eu mesmo tenho descendência italiana e nunca fui atrás).

 

    • Se você trabalha pra uma multinacional que tem parceria na Suíça, pode pedir para ser transferido caso haja vaga. Eu conheço apenas bancários que foram transferidos para cá. O que eu ouvi falar é que para uma empresa chamar alguém do Brasil para trabalhar aqui, ela precisa provar que dentro da Europa não há ninguém que possa fazer o trabalho, somente a pessoa brasileira escolhida. Pode ser que seja mais fácil, não sei. Isso é o que ouço falar.

 

    • Há sim muitos trabalhos na área da construção e são bem pagos. A maioria das pessoas que faz esse trabalho não portugueses, italianos, húngaros e várias outras nacionalidades com passaporte Europeu. O mesmo serve para trabalhos na área da limpeza. Mas, repito, não vai ser possível arrumar um emprego nessas áreas se você vir pra ca sem visto.

 

    • Ai você me pergunta: Mas Karina, e os trabalho sem registro onde se recebe menos? Eu, sinceramente, não conheço ninguém aqui que trabalhe assim. Não conheço nenhuma empresa Suíça querendo correr o risco de ser pego com tanto europeu com visto procurando trabalho por aqui. Se você quer tanto morar na Suíça ja deve ter ouvido falar na pontualidade suíça né? Não é somente na pontualidade que eles são certinhos, fica a dica.

 

Mas aí você esta ai pensando que eu joguei um balde de água fria! Não mesmo, dei a dica de ir atras de um passaporte europeu, caso você tenha direito a um. Não aconselho de jeito nenhum se casar com um Suíço para conseguir visto. Ainda vou falar sobre isso.

Há muitos sites onde você pode procurar vagas para trabalhar na Suíça, a maioria procura pessoas com qualificação. Mas se você quer, de qualquer jeito, vir pra Suíça e colocou isso na cabeça, então a maneira mais “fácil” é vir com visto de estudante. Eu digo fácil entre aspas por que é um sonho BEM caro, mas que com certeza lhe dará o direito de permanecer por aqui enquanto seu curso durar. Mas se você pensa em vir pra ca pra fazer um curso (de alemão por exemplo) e pagar somente um mês e permanecer o resto, eu jogo mais um balde de água fria (desculpa!). Você deve provar que tem o valor para pagar o curso inteiro e mais todas as despesas aqui. Não somente isso, mas tem também que transferir o valor todo para uma conta aqui na Suíça. Então…. mama America é la do outro lado! Por todas essa barreiras que eu fico me perguntando com tantas pessoas podem me perguntar “como eu consigo trabalho ai?”.

Vale lembrar que a Suíça tem 4 línguas oficiais ( uma não tao importante) e dependendo pra qual parte você queira vir, acho essencial aprende-la. Se pretende aprender aqui, não tem problema, mas venha com o inglês (básico). E tenha em mente que seguro de saúde aqui é OBRIGATÓRIO, não tem o SUS para qualquer emergencia 🙂 Mas sobre gastos ja falei nesse post aqui.

Se você chegou até aqui atraído pela resposta (positiva) do título, eu peço desculpa. Mas olha, eu mesma encontrei varias dificuldades durante meu planejamento “morar na Suíça” e recebi vários baldes de água fria em buscas pela internet. Pode ser que você não consiga dar o jeitinho brasileiro pra conseguir o que quer, mas acredito que tudo sempre tem um jeito – que não precise burlar nenhuma regra.

Desejo toda a sorte para vocês que tenham o sonho de morar aqui. E como eu sempre digo para mim mesma: nada é impossível ate que se prove o contrário!

Tschüss!

 

 

 


22 fev 2016

Custo de vida na Suíça?

Eu tenho recebido ultimamente muitas mensagens de pessoas querendo saber sobre o custo de vida na Suíça e como fazer para entrar e ficar por aqui. Para entrar no país há algumas possibilidades, mas pra explicar direitinho preciso fazer uma pesquisa.

E como tem meninas brasileira se apaixonando por suíços eim? É certo que o amor vence barreiras, mas olha, tem alguma manias do povo aqui que a gente so descobre depois que está se relacionando com eles, e mais importante, na terra deles. Mas enfim, esse é assunto para um outro post.

As perguntas que eu mais recebo são sobre custo da moradia por aqui. Eu não posso falar sobre a Suíça inteira, mas vou tentar ser breve e prática pra falar sobre o custo de vida em Zurique. Talvez seja parecido com outras cidade, mas não posso afirmar.

money-693501_1920.jpg

Bom, a primeira coisa que você precisa, ao chegar aqui é uma moradia não é mesmo? Primeiro balde e agua fria: o aluguel de um apartamento é super caro, isso quando você tem sorte de conseguir alugar um. Mas como assim? é simples, para cada apartamento, terão no mínimo outras 50 pessoas além de você interessadas. Se o aluguel for “barato” então, nem e fala. A cidade de Zurique é a maior da Suíça, mas não deixa de ser uma mini cidade. Há poucas construções novas e quando tem, o aluguel costuma ser bem caro. Caro quanto? Calma que eu vou chegar na questão de valores.

Tendo em vista que você estará concorrendo com outras 50 pessoas, já da pra imaginar que os critérios do pessoal da imobiliária são bem rigorosos. Entre você, que acabou de chega aqui e talvez não tenha nem trabalho, e uma outra pessoa que tem emprego fixo, com salário bom, quem vocês acham que eles vão escolher? Entre um suíço e uma pessoa com um visto de recém chegado aqui, quem vocês acham que eles vão escolher? Mesmo os suíços passam meses tentando alugar um apartamento. Então aqui não é assim, que você escolhe o apartamento, faz um contrato e se muda. Aqui você procura na internet os apartamentos que estão disponíveis, vê qual é o dia aberto para visitas, vai fazer a visita, conhece o apartamento e pega um formulário para enviar a imobiliária. Normalmente quem mostra o apartamento é a pessoa que está morando no local, e você ainda vê com todas as tralhas da pessoa dentro. Quer saber onde procurar apartamentos? O site mais completo é o www.homegate.ch

Ok, agora vamos para os preços. Uma kitinete custa em torno de mil francos por mês. Os preços podem variar muito dependendo da localização e tamanho do lugar. Um apartamento de 1 quarto custa em torno de 1500 francos. Quer um apartamento com dois quartos, uma sala bacana e mais uma varanda? Vai custar de 2 mil francos pra cima. Não precisa calcular em reais, por que a discrepância vai ser enorme. Basta pensar que uma pessoa com um emprego fixo mas com pagamento baixo, ganha em torno de 4 mil francos.

Ah, Karina, mas com os outros 2 mil francos eu consigo viver. Sim, consegue, mas vamos a um outro ponto que é obrigatório aqui na Suíça: seguro de saúde privado. Aqui não existe saúde pública, todos pagam seguro de saúde que, pelo menos no eu caso, depende da franquia, pode ser um valor alto ou baixo. Eu pago um valor mais alto por mês, mas tenho a franquia de 300 francos (que é considerada baixa). Isso significa que quanto eu atingir 300 francos gastos com saúde, passo a pagar apenas 20% do que eu gastar. Mas o valor do seguro todo mês não diminui, essa redução do preço é para os gastos médicos. Então são em media de 350 francos por mês somente para o seguro de saúde. Pode variar, sim, mas não pra muito menos.

Transporte público. Você pode até comprar um bicicleta, gostar de andar, mas lembre-se que aqui o inverno é longo e rigoroso. Você vai, sim, ter que comprar um ticket mensal para usar ónibus, trem e bonde na cidade, principalmente se estiver trabalhando ou estudando. Se você pretende ficar somente na região de Zurique, o custo do ticket mensal é 84 francos. Você pode andar pela cidade inteira com todos os meios de transporte à vontade. Mas saiu da Zona 10 (Zona de Zurique)? A próxima zona você pagara em torno de 6 francos a mais, se for voltar, mais 6 francos. Isso se você tiver o cartão Halbtax, que dá direito a pagar meio bilhete. O cartão Halbtax custa 180 francos por 1 ano e vale muito a pena comprar.

Entre outras coisas necessárias para viver, como comida, e uma diversão de vez em quanto, também aviso que é mais caro. Principalmente se você está acostumado a fartura nas mesas brasileira. Aqui não tem isso. Aqui você vai ao supermercado e compra o básico, a não ser que a sua condição financeira aqui seja boa. Mas mesmo assim, nem os suíços mais abastados fazem a festa no supermercado. Pra fazer uma estimativa de valor, eu só posso me basear no que eu gasto. Faço compras somente para mim, e preparo todas as minhas refeições e raramente como fora durante a semana. Então levando em conta que eu gasto pouco, e seleciono bem o que compro, aí vão uns 300 francos por mês. Ah, claro, importante dizer que esse valor é sem comer carne todos os dias.

Cansou de ficar comendo somente em casa, e quer dar uma espiadinha em um restaurante comum? O valor de um prato custa em torno de 20-30 francos. Num almoço básico em um restaurante básico, junto com uma bebida para acompanhar, você gastar uns 30 francos. Quer sair a noite pra jantar e tomar uma taça de vinho e quem sabe comer uma sobremesa? Abre a carteira e deixa lá uns 45-50 francos. E um drink no bar? Cerveja custa em média 5 francos (baratíssima e em raros lugares) e um drink tipo capinha custa 15 francos. Uma taça de vinhos uns 8 francos (também barato).

Agora é com você, colocar tudo na ponta do lápis e ver qual é o custo de vida aqui. Isso que somente falei das coisas mais básicas, mas todos sabemos que uma vida não se resume a isso né? É difícil, claro, mas não é impossível. Tudo vai depender de como você administra suas finanças.

Um ponto que vale ressaltar é: os suíços são pessoas que adoram viajar. Na hora de por tudo no caderninho, não esquece de deixar as economias pra viagem. Afinal, você não vai querer ver todos os seus amigos viajando, te convidando, e você sem dinheiro pra acompanhar.

Antes de vir pra ca eu achava que tudo era mais fácil e o que não fosse, a gente dava um jeito.Então a dica mais importante de todas é: aqui não tem jeitinho brasileiro.

Obs.: Estou me mudando em breve, desta vez para finalmente parar de dividir apartamento. Quando tudo estiver pronto, faço um vídeo contando mais detalhes sobre aluguel de apartamento. A dificuldade em alugar algo por aqui é tão difícil que a maioria de vocês não tem ideia. Mas eu darei mais detalhes no vídeo.

Espero que esse post tenha ajudado vocês a tirar algumas dívidas e ter uma ideia melhor de quanto se gasta por aqui. Qualquer dúvida, me escreve que eu vou tentar responder da melhor maneira possível. Eu demoro, mas eu respondo 🙂

Tschüss!


07 maio 2014

Tirando algumas dúvidas

Oi gente!

Uma passadinha rápida por aqui, sem muita preparação, apenas para responder alguns comentários. É incrível a quantidade de mensagens e e-mails que eu recebo, mesmo com a baixa frequência de posts.

Eu trabalho e frente ao computador, daí no final do dia fico sem motivação pra escrever aqui. Mas já organizeu minha agenda semanal pra conseguir tirar pelo menos um dia só pro blog. Pra dar dicas da cidade e contar sobre minha vida. O verão está chegando, e espero que várias novidades também. Aliás, estou indo pra Dublin semana que vem, e com certeza, trarei fotos e novidades!

Então, sobre os comentários… Algumas pessoas me perguntam sobre o curso de integração que eu fiz aqui em Zurique. E recebi um e-mail do Agusto, de São Paulo, com uma dúvida bem específica: “O curso de integração dá visto de estudante?”. Não Agusto, o curso não dá visto, pois ele serve exatamente para integrar as pessoas que já moram em Zurique, por qualquer motivo quie seja, e precisam aprender a lingua, e também os direitos e deveres. Ou seja, a idéia não é facilitar a entrada de imigrantes, mas orientar os que aqui estão. De qualquer maneira vou fazer um outro post mais detalhado sobre o “Integrationskurs”, pois foi o melhor curso que eu já fiz aqui.

A Bel me pediu algumas indicações de curso de alemão, e vou aproveitar a dúvida dela e fazer um levantamento de cursos por Zurique. Aproveitando a deixa, a próxima vez que você vier a Zurique, vamos nos encontrar ok, Bel? Sem desencontros!

Alguém perguntou sobre “A salsicha mais famosa de Zurique” aqui nos comentários, querendo saber onde encontrar no Brasil. Um outro leitor comentou dizendo que é possivel encontrar a “Bratwurst” em  BERNA – Louveira/SP. Não sei se tem mesmo por lá, mas quem quiser procurar, já sabe por onde!

Márcia, querida, você me pediu dicas de apresentações na casa de Opera, e eu não te respondi. Fui adiando a resposta e quanto vi, era tarde demais. Mil desculpas. Espero que você tenha tido uma experiência incrível em Zurique! Vou deixar AQUI o link em inglês para a casa de ópera de Zurique, o Opernhaus, caso alguém tenha interesse.

Por hoje é isso gente. Se alguém quiser saber qualquer coisa sobre Zurique, pode me mandar e-mail que eu vou atrás de informações. É só mandar uma mensagem na barra “Contato” li em cima.

Por hoje é só. Até o próximo post!

DSC02628


30 out 2012

O bondinho amarelo

Domingo passado, esperando nosso tram (bondinho) no ponto, o Amir e eu tivemos uma surpresa. O tram por aqui é longo e azul e branco e o que parou no ponto era amarelo e pequeno. Nós olhamos sem entender, achando que era apenas uma demonstração dos bondes antigos. Mas para a nossa surpresa saiu um senhor vestido muito elegante, nos convidando a entrar.

Logo que entramos, o senhor explicou que aquele era um bondinho de 112 anos que pertence a um museu de Zurique, o Tram Museum, renovado por pessoas com profissões comuns, mas com a reparação de bondes antigos como hobby. 

As ruas estavam cheias de neve e andar naquele bonde tão pequeno e antigo foi uma experiência e tanto. E dessa vez não fiquei acanhada em tirar fotos, pois os próprios suíços faziam o mesmo. Ao final, quem quisesse colaborar com algum dinheiro era só deixar na caixinha na saída. Paramos no ponto da estação de trem e demos adeus aquele pedacinho da Zurique de 1900. Me senti ainda mais feliz em morar em uma cidade que preserva sua cultura e principalmente os elementos culturais.

Depois do bondinho vermelho, mais uma visão de Zurique, quando o passado de junta ao presente:


16 out 2012

A salsicha mais famosa de Zurique

Na terra dos queijos e chocolates há lugar para uma comida típica alemã. Claro que na parte francesa da Suíça se come comidas típicas da França, assim como em Ticino se come pista e sorvete. E na parte alemã? Salsicha, obviamente! Mas como os suíços adoram ser especiais, criaram um restaurante estilo take away de salsichas. O quiosque Sternen Grill é conhecido por ter a melhor salsicha de Zurique. Famosos pela St. Galler Bratwurst, o Sternen Grill vende vende as famosas salsichas desde 1963 na região Bellevue. Já fiz um post sobre essa região próxima o lago de Zurique (aqui).

O legendário quiosque de salsichas está em reformas desde meados do ano passado e ficará pronto em março de 2013. Hoje, o Sternen Grill serve suas salsichas em uma tenta coberta sobre um trailer Air-Stream vintage dos EUA, com mesas para sentar ou comer em pé, localizado no Sechseläutenplatz, ainda em Bellevue. Mas tudo organizado e limpo, com direito a pipi-móvel e tudo.

Nesta mesma área, encontra-se a Casa de Ópera e o Casa de Teatro de Zurique. Ou seja, é a localização perfeita para uma pausa cultural.

Você faz o pedido no caixa e a salsicha já vem na hora com a, também famosa, mostarda picante. Incluso no preço da salsicha é disponibilizado um pedaço de pão, um pouco duro por fora, mas macio por dentro, chamado Gold Bürli. É assim que o pessoal de Zurique come a salsicha. Simples, prático e rápido. A bebida, tirando as garrafas pets tradicionais, é servida na mesa. E para acompanhar a Bratwurst, nada mais certo que uma cerveja!

Ao fazer o pedido é possível pedir um pote com o molho de coquetel (gratuito), para quem não curte mostarda picante. Mas se é a sua primeira vez, prove com a mostarda, mas vá devagar por que é bem forte. Além da Bratwurst, a salsicha branca, tem também a Servelat, a salsicha marrom. O preço da salsicha com mostarda e pão é 7 francos.

No cardápio há também sanduíches de bife, pão pita com vegetais e frango e outros lanches rápidos, mas pra mim, ir à Sternen Grill tem que ser para provar as famosas salsichas de Zurique.

Ainda não sei se é o gosto da salsicha, ou o ambiente que me fascina, pois adoro esse jeito dos “zuriquianos” de pegar um lanche e sair comendo ou sentar-se nas calçadas com os amigos para almoçar. Só sei que Sternen Grill é um local certo para comer se você estiver a passeio por Zurique

Para quem não vai ter tempo em Zurique, mas vai passar pelo aeroporto, uma dica: No dia 1 de outubro foi aberto um novo ponto do Sternen Grill no aeroporto logo na entrada do chek-in 3, perto da estação, aberto das 10 da manhã as 8 da noite.


30 ago 2012

O caso das borboletas

Há 3 anos e 7 meses eu conheci meu marido. Sem experiência nenhuma em relacionamento amoro, eu me joguei de cabeça naquela história. E durante 2 anos e meio nós namorados à distância. Namorar não é bem o verbo certo que conjuga nossa história, mas isso é papo pra outro post. Nesses anos de relacionamento à distância (como prefiro chamar) o meu maior pesadelo era passar alguns meses sem ele. Não pela paranoia de traição e afins, mas pelo simples fato de estar sem a presença física dele.

Quando me mudei pra Suíça para morarmos juntos, esse sofrimento acabou – claro que vieram outros, como a saudade do Brasil. Estamos hoje um ano casados, e nesse ano só ficamos separados por duas semanas quando, fui ao Brasil visitar minha família e amigos. E foi de novo difícil, talvez por essa lembrança que tenho de ficar meses sem ele.

Alguns meses atrás ele me disse que iria fazer uma viagem com o grupo de amigos que ele conheceu enquanto estava viajando pela América do Sul. Para mim foi um choque! Não por ficar sem ele, mas por que ele iria viajar com os amigos solteiros. E aquela paranoia que eu nunca tive, veio à tona. Eu achei, no momento, um absurdo, pois estávamos casados e uma viagem dessas não fazia sentido. E eu consegui convencê-lo do mesmo.

Passadas algumas semanas eu não conseguia mais ME convencer de que tinha feito a coisa certa. Eu pensei, repensei, analisei e cheguei a conclusão: Ele DEVE ir! Porque? Porque eu nunca admirei relacionamentos baseado na desconfiança, chantagem e, principalmente, na não liberdade. E eu me peguei prendendo meu marido, e me senti injusta.

Eu quero esse homem pra ficar comigo porque ELE quer. Eu quero que ele viaje e queira muito voltar pra mim. E, mais importante, não quero que, no futuro, ele diga que não fez alguma coisa importante pra ele por minha culpa. Eu larguei meus amigos e minha família no Brasil, e por mais que eu sinta uma saudade imensa, eu nunca vou culpá-lo, pois fiz porque quis.

E no caso da traição, que é o que muitas mulheres pensam quando o namorado/marido vai viajar, eu tenho a seguinte posição: Se eu tenho que segurar meu marido pra que ele não me traia, então eu não o quero de forma alguma. Não acredito em duas pessoas virarem uma, não acredito em Facebook junto com namorado, e nem em compartilhamento de senha de e-mail. Cada um deve ter sua própria identidade e vontades, e isso deve ter respeitado entre os parceiros.

Sei que algumas pessoas acham que, fazendo isso, eu abri chance que algo aconteça. Mas o mais importante pra mim foi que, com essa atitude de apoiar a viagem, eu ganhei a admiração do meu marido. Como eu poderia privá-lo de uma parte importante da vida dele? Ele sempre me achou uma pessoa forte e decidida, porque eu iria mudar o jogo agora? Nossa história começou assim, e entre altos e baixos, viagens e visitas, nós continuamos firme e fortes. E aquele sentimento de saudade que eu não sentia há muito tempo está de volta.

Desde quanto o conheci até hoje meu lema é o mesmo: “Que voe por todo o mar…. E volte aqui… Pro meu peito!”

ps: Aqui na Suíça é super comum casais fazerem férias separados. E isso não significa férias só de meninas ou só de meninos. Grupos antigos de colégio, bairro fazem férias juntos sem seus parceiros.

ps2: O Amir está no Brasil. Imagina o tamanho da minha inveja?


29 ago 2012

Sommerferien

Oi pessoas ansiosas por novidades! Desta vez demorou, mas vem bastante fotos por aí! Sabe porque eu demorei pra escrever no blog? Sente só!

Última semana de aula, uma semana trabalhando o dia todo, 3 semanas de visita dos meus pais, uma semana de férias com meu marido e mais uma semana pra organizar a vida depois de toda a farra!

Mas hoje não vou me estender. Vou apenas deixar um gostinho de quero mais. Aos poucos eu volto com mais fotos e detalhes de todos esses passeios. Tem coisa pra caramba!

E aí? Deu vontade de voltar pra ver mais? Então passa qui amanhã que mais fotos virão! Beijos e saudade de todos!


29 jun 2012

1 ano de Suíça

Um ano atrás eu cheguei na Suíça. Um ano atrás eu deixei tudo e todos sem olhar pra trás! Eram um momento de tristeza e alegria. De despedida e reencontro! Mas uma coisa eu nunca senti: medo. Nem por um instante! Cheguei aqui num dia quente, com duas malas na mão e o coração cheio de coragem. Só.

Nesse um ano muita coisa aconteceu. Me casei, viajei, conheci muita gente e aprendi uma língua nova.

Se foi tudo mil maravilhas? Nem de longe! Me casei longe da minha família e dos meus amigos, senti muita saudade de casa, pensei por alguns instantes em desistir e me senti triste algumas vezes.

Mas, eu faria TUDO DE NOVO de olhos fechados, como fiz há um ano. Felicidade não  tem preço e lutar pela própria felicidade é a maior satisfação do mundo. Que venham mais um, dois, 10 anos de novas experiências, e se Deus quiser, do lado do homem que eu amo.

E a saudade continua!


12

Confira os posts recentes!

Karina Azevedo • todos os direitos reservados © 2019 • powered by WordPress • Desenvolvido por