14 maio 2019

Um bate papo aqui de fora

“Fica no elevador” eu grito pra ele como faço com todas as visitas que chegam aqui em casa. O elevador chega direto no apartamento, mas é preciso a chave de casa. Então quando alguém chega a gente sempre diz pra pessoa ficar dentro e chamamos o elevador.

Meu coração esta disparado. Faz tanto tempo que evito esse momento. Perdi a chance de recebê-lo na minha última casa, onde queria mostrar e contar tudo que conquistei.

O elevador ja faz um barulho anunciando que está próximo. Eu, como sempre, estou quase fazendo xixi na calça, como em qualquer momento de nervoso. A última vez que isso aconteceu foi quando nos despedimos

Meu corpo paralisa, eu não sinto mais minha pele, por mais que ainda sinta cada pelinho do braço levantando suavemente. A porta abre lentamente, como se o tempo fosse parar naquele instante e fosse tudo um sonho.

“Oi” logo dou um abraço nervoso e tímido e digo “bem vindo a minha casa!” 

Eu quero poder demonstrar na minha voz que eu estou feliz e tendo agir descontraída, mas está difícil.

Ele entra com uma cara tão feliz ja dizendo o quão lindo o apartamento é. Eu me seguro pra não confessar “é o mais lindo, mas de longe o lugar mais feliz que ja estive”. Calma, eu penso, vocês tem tanto pra conversar até entrar na parte de confessar tudo que dói. 

“Que pena que tu nem chegou a ver o outro, pai. Ele era lindo! Mini, porém lindo. Esse tem sacada, vai ali fora ver a vista, o sol esta se pondo e o céu esta alaranjado. “

“Queria te receber dessa vez de novo com um copinho de cerveja, umas daquelas daqui que tu gostas tanto” eu falo algo tentando manter a conversa do lado de dentro do apartamento. “Mas eu preciso confessar” falo com a voz ja mais baixa, enquanto me aproximo da porta e ele entra. “Marquei esse encontro somente por mim. Não quero te atualizar sobre como está o mundo, a mãe, o Brasil ou qualquer outra coisa.” A voz começa a ficar tremula. “Quero te contar como eu estou. Eu preciso da tua ajuda.” Eu o abraço e sinto o cheiro dele. Meu deus, como isso é divino. 

Eu choro, mas choro pouco. Tudo que eu menos quero na vida é magoa-lo ou faze-lo sofrer também. 

“Eu sei pai, eu sei que depois de tudo tu és muito mais forte. E é por isso que te quis tanto aqui.”

Ele me olha com um olhar sereno e eu choro. Choro tanto que poderia dizer que passaram-se horas. 

Tentando manter a espontaneidade que sempre tivemos, eu saio do peito dele e limpo o rosto. “Quer saber? Tem cerveja na geladeira e vou abrir uma pra nós.” 

“Verdade, a ultima vez que os falamos foi em 2016. Sim, estas certo muita coisa mudou. Mudou dentro por que la fora tudo continua igual. Eu é que não conhecia o mundo. Isso é ser adulto, pai?”

Ele estende o braço com o copo na mão e enquanto eu vou virando a latinha de cerveja eu analiso cada centímetro da pele dele. E rio, percebendo o dedinho torto dele.

“Sabe, eu queria falar tanto, perguntar tanto, mas ja está tudo melhor. Só em te olhar eu ja vejo tudo mais claro e mais bonito.” Pego o meu copo, agora também cheio e dou um passo para fora, ja sentindo o cheiro do ar gostoso.

Arrumando o sofa do lado de fora, com as almofadas, percebo um sorriso leve no canto esquerdo da minha boca. Tão natural e forte que minha bochecha dói.

“Agora vem aqui pra fora, quem sabe com o tempo eu consiga te contar….”


30 jan 2019

Princesa moderna

Baseado nas historias que ouvimos quando criança toda mocinha quer ser salva. Ninguém conta o que acontece depois da salvação. Ok, ja sabemos bem, depois disso vem o casamento. Mas e se a historia se desenrolasse diferente, ainda poderíamos chamar de “final feliz”?

Se depois de ser salva a princesa agradecesse o principe e dissesse que daqui em diante pode seguir sozinha? E se depois ela perceber que nunca precisou dessa porra de salvação, que ja nasceu livre e salva, mas nunca tinha percebido?

Ou se ela falasse “Beleza principe, valeu por ter me acordado do sono profundo e me tirado daquela bruxa. Mas é que eu percebi que você não precisa ficar me trazendo sapatinho, eu consigo fazer as coisas sozinha. Na verdade quem encarou a fera aquele tempo todo fui eu mesma, voce só apareceu pra dar aquele beijo final. Mas não me entenda mal, voce é um gato e não é a toa que foi seu beijo que me fez acordar. Só que depois de tudo eu me tornei forte e não sou mais tão frágil. Eu gosto de você e você não precisa mudar, mesmo que eu tenha mudado.” 

Será que o principe iria continuar ali?

Ou será que ele ia procurar uma outra mocinha pra salvar, por que no final todo homem quer sentir-se herói, e se não poder mais ser “o herói” ele mete o pé?

Ta ai uma bela explicação porquê homens largam mulheres incríveis para ficar com mulheres medíocres.

O jogo virou, a história mudou. Era a fome com a vontade de comer. Elas queriam ser salvas e eles queriam salvar.

Mas como viver num mundo em transição onde contos de fadas não trazem mais emoção? Fazer a princesa doce e frágil e ter um belo principe acordando do seu lado todo dia? Não se sujeitar a rotulo nenhum?

Eu nunca fui doce nem frágil. Será que essa é só uma historia da mocinha que não quer ser salva e ainda vai penar muito ou acabar sozinha? 

Como criar um final feliz escrevendo a historia de traz pra frente?

texto de 2016


08 mar 2017

Divorciada aos 30

É exatamente isso, essa é a minha realidade. Mas antes de chegar a esse ponto da minha vida, vamos voltar os meus 13 anos. Ja comentei aqui que com 13 anos eu comecei a escrever em diário. Eu sempre digo que foi com essa idade que eu comecei a ver a vida. E nessa época eu não sonhava com os 18 anos, eu imaginava meus 30. Minha Barbie trabalhava e o Ken era apenas seu namorado. Ela tinha carro, trabalho e morava sozinha. A idade da minha Barbie era 30, por que naquela época eu ja percebia os artigos em algumas revistas dizendo que 30 era o auge da mulher. Eu não via a hora de virar mulher! Claro que eu sabia que iria demorar muito ate eu chegar aos 30, mas eu ja imaginava que seria mágico. Quando eu cheguei os 18, a época que todas meninas sonham, meu desejo era me mudar pra Nova York – a metropole dos sonhos, ter um super emprego em uma revista feminina e morar em um daqueles apartamentos sem divisão com uma super janela de vidro. 

O tempo passou mais um pouquinho e eu me apaixonei perdidamente por um Suíço aos 21. Qualquer sonho que eu tivesse tido ate aquele momento cairia por terra, ja que eu ja tinha “caído por ele”. Depois de alguns anos de namoro eu vim pra Suíça e nós nos casamos. Não me interessava mais onde morar, eu queria ele. Eu trabalhei como babá por um tempo e por mais que isso abalasse um pouco meu ego, eu estava feliz por estar perto dele, e até aquele ponto ele ainda satisfazia minha vida. Por um bom tempo todos meus sonhos e desejos ficaram meio abafados, por que eu me acomodei na felicidade. Mas eu sentia, que algo estava meio… fora da rota? Mas olha, jamais vou cuspir no prato que comi, eu fui, sim, muito feliz naquela vida.

Mas aí depois de 5 anos eu fiz 30 e eu não consigo expressar em palavras a minha realização pessoal e como eu me sinto plena e completa. Muita coisa aconteceu nesses anos, muita insatisfação, tristeza, decepção e aprendizado.

Hoje eu escrevo esse texto depois de horas de trabalho num escritório de uma empresa em Zurique – a metropole da Suíça, e mais importante: olhando pra fora pela minha grande janela de vidro. Se eu olhar pra traz também vejo meu quarto, por que meu apartamento não tem divisão. E claro, uma lagrima cai do meu olho.

Amanhã vamos nos divorciar e eu não sei o que sentir. No roteiro que criei quando tinha 13 anos, não tinha essa parte, mas e se foi isso que me trouxe pra onde eu queria, como me sentir triste? Minha lagrima é de gratidão, que fique claro.

Enquanto muitas mulheres hoje comemoram seus 30 anos e se sentem repletas porque conseguiram casar e ja estão planejando o primeiro filho, eu faço o caminho inverso.

Se eu pudesse voltar no tempo e reencontrar aquela menina forte e perspicaz de 13 anos eu abraçaria e diria: vai dar tudo certo! Todos aqueles momentos de reflexão em cima do diário e aqueles desejos que iam de encontro com o que as outras meninas queriam valeram a pena. Todo o choro valeu a pena.

Eu queria terminar esse texto com algo surpreendente, mas quer mais surpresa do que chegar num ponto da vida e perceber que as coisas arrumam um jeito de ser, mesmo que um jeito torto? Falando assim parece até que é o fim de todos os planos. Mas é que foi assim, eu só desejei até aqui mesmo.

——

Calhou desse texto ser postado no dia internacional da mulher, então fica aqui a minha reflexão: nenhum estado civil diz quem você, mulher, é ou pode ser! 


30 jun 2016

Obrigada

Obrigada por me tornar mais forte. Por que quando eu penso no que aprendi contigo, so me lembro disso. Mentira. Lembro também que te amei demais e quão foi bom sentir isso. Mas meu orgulho e as cicatrizes ainda não me deixam admitir isso.

Ainda não sei o que fazer com essa força toda dentro de mim. Mentira, sei sim, mas não vou te falar por que, acima de tudo, respeito teu orgulho de macho. Você não gostaria de saber o quanto eu tenho aproveitado essa força. Por isso volto a te agradecer.

As vezes fico pensando onde essa força toda que apareceu dentro de mim vai me levar. Mas ja agradeço por me levar pra longe de você. Por que quando eu falo isso, sinto uma pitada de mentira dento de mim?

Eu estava amando a pessoa errada. Errado. Eu aprendi contigo também que o amor é unilateral. Então não tem essa de amar a pessoa errada. Eu dei amor e aprendi com isso. Ops, desculpa, aprendi contigo. Obrigada de novo.

Não sei ao certo como apagar as péssimas marcas que voce deixou em mim. Essa é verdade.

Mas, no final, te agradeço por ter saido assim, deixando toda a sujeira pra traz. Eu entendo, você jamais teria forças pra limpar tudo. Eu achava que era fraca por não aguentar alguém como você. Mas acabei me tornando forte por aguentar alguém como você. Vulnerável, egoísta, sem amor algum.

Que pena, tão fraquinho. E eu tão forte.

Obrigada.

 

 

 

 

 


15 jun 2016

Trabalhar na Suíça

Entre as pergunta mais frequentes que recebo por aqui ou pelo youtube, a campeã é: “Como faço pra trabalhar na Suíça?”. Mas aí me veem varias perguntas a cabeça como por exemplo de onde a pessoa tirou a ideia de vir pra Suíça, se ela conhece algo sobre o país, as línguas. Fico bastante intrigada com isso.

Não que eu soubesse muito sobre esse país antes de chegar aqui, mas meu objetivo não era vir atras de emprego. Eu não entendia bulhufas sobre a Suíça e aprendi tudo que sei, vivendo.

Mas enfim, vamos então as respostas, ja que é isso que muitos buscam quando passam por aqui.

    • A primeira coisa que você deve saber é que para trabalhar aqui você deve ter algum tipo de visto. Básico! Eu tenho visto de reunião familiar, por isso estou aqui, não simplesmente vim, arrumei emprego e fiquei. Isso não acontece! Você não vai conseguir um emprego com visto de turista.

 

    • Se você tem um passaporte Europeu pode sim arrumar um emprego aqui, basta alguém querer contrato-lo 🙂

 

    • Se você não tem um, mas tem descendência Europeia, pode ir atras disso. (Não me pergunte como, cada país tem suas regras. Eu mesmo tenho descendência italiana e nunca fui atrás).

 

    • Se você trabalha pra uma multinacional que tem parceria na Suíça, pode pedir para ser transferido caso haja vaga. Eu conheço apenas bancários que foram transferidos para cá. O que eu ouvi falar é que para uma empresa chamar alguém do Brasil para trabalhar aqui, ela precisa provar que dentro da Europa não há ninguém que possa fazer o trabalho, somente a pessoa brasileira escolhida. Pode ser que seja mais fácil, não sei. Isso é o que ouço falar.

 

    • Há sim muitos trabalhos na área da construção e são bem pagos. A maioria das pessoas que faz esse trabalho não portugueses, italianos, húngaros e várias outras nacionalidades com passaporte Europeu. O mesmo serve para trabalhos na área da limpeza. Mas, repito, não vai ser possível arrumar um emprego nessas áreas se você vir pra ca sem visto.

 

    • Ai você me pergunta: Mas Karina, e os trabalho sem registro onde se recebe menos? Eu, sinceramente, não conheço ninguém aqui que trabalhe assim. Não conheço nenhuma empresa Suíça querendo correr o risco de ser pego com tanto europeu com visto procurando trabalho por aqui. Se você quer tanto morar na Suíça ja deve ter ouvido falar na pontualidade suíça né? Não é somente na pontualidade que eles são certinhos, fica a dica.

 

Mas aí você esta ai pensando que eu joguei um balde de água fria! Não mesmo, dei a dica de ir atras de um passaporte europeu, caso você tenha direito a um. Não aconselho de jeito nenhum se casar com um Suíço para conseguir visto. Ainda vou falar sobre isso.

Há muitos sites onde você pode procurar vagas para trabalhar na Suíça, a maioria procura pessoas com qualificação. Mas se você quer, de qualquer jeito, vir pra Suíça e colocou isso na cabeça, então a maneira mais “fácil” é vir com visto de estudante. Eu digo fácil entre aspas por que é um sonho BEM caro, mas que com certeza lhe dará o direito de permanecer por aqui enquanto seu curso durar. Mas se você pensa em vir pra ca pra fazer um curso (de alemão por exemplo) e pagar somente um mês e permanecer o resto, eu jogo mais um balde de água fria (desculpa!). Você deve provar que tem o valor para pagar o curso inteiro e mais todas as despesas aqui. Não somente isso, mas tem também que transferir o valor todo para uma conta aqui na Suíça. Então…. mama America é la do outro lado! Por todas essa barreiras que eu fico me perguntando com tantas pessoas podem me perguntar “como eu consigo trabalho ai?”.

Vale lembrar que a Suíça tem 4 línguas oficiais ( uma não tao importante) e dependendo pra qual parte você queira vir, acho essencial aprende-la. Se pretende aprender aqui, não tem problema, mas venha com o inglês (básico). E tenha em mente que seguro de saúde aqui é OBRIGATÓRIO, não tem o SUS para qualquer emergencia 🙂 Mas sobre gastos ja falei nesse post aqui.

Se você chegou até aqui atraído pela resposta (positiva) do título, eu peço desculpa. Mas olha, eu mesma encontrei varias dificuldades durante meu planejamento “morar na Suíça” e recebi vários baldes de água fria em buscas pela internet. Pode ser que você não consiga dar o jeitinho brasileiro pra conseguir o que quer, mas acredito que tudo sempre tem um jeito – que não precise burlar nenhuma regra.

Desejo toda a sorte para vocês que tenham o sonho de morar aqui. E como eu sempre digo para mim mesma: nada é impossível ate que se prove o contrário!

Tschüss!

 

 

 


14 nov 2012

Voltei!

Após uma louca no meu laptop (não comprem Dell) e está milagrosamente de volta a vida. Não tinha como escrever com o laptop desligando a cada 1 minuto. Mas agora minhas fotos estão todas espalhadas, pois comecei a fazer um backup com medo de perder tudo. Preciso reorganizar tudo para voltar a postar! Até peguei emprestado o laptop da minha amiga, mas o teclado é alemão e não dava pra escrever sem acentos.

Além disso, peguei uma gripe uma semana atrás e fiquei meio “fraquinha”.

Pensei em dar uma parada e voltar só em janeiro, já que minha vida andou meio complicada nas últimas semanas. Estava louca pra largar o emprego e não tinha vontade nenhuma de fazer nada. Mas aos poucos tudo se revolve e em breve vou contar minha novidade!

Beijinhos de 7°C

😉


03 jul 2012

Touch the Air

Final de semestre para estudante universitário na Suíça é uma loucura. É quase um mês de provas, e mais um mês intenso de estudos. Nessa história, eu “perco” meu marido por quase dois meses. E pra comemorar o final do periodo de provas, compramos ingressos para um festival de música eletrônica, junto com os amigos dele. O plano era: última prova de manhã, no final da tarde fazer uma malinha, pegar a barraca e se jogar no trem com destino ao Touch the Air (nome do festival). A intensão era: curtir muito meu marido, beber na medida certa e me divertir muito!

  Primeira noite foi tudo lindo. Montamos a barraca no pôr do sol, num espaço reservado para isso em frente ao festival e fizemos um esquenta pra entrar na festa.

Porém, essa noite não durou muito, pois todos estavam cansados e ainda havia muito pra curtir no sábado. Fomos dormir por volta das duas da manhã. E aí começou meu pesadelo ;(

Senti uma dor horrível no corpo a noite toda (fibromialgia, já me dizendo que algo estava errado) – tirando o frio e o desconforto de dormir em barraca sem saco de dormir. Por volta das 8 horas eu acordei e já senti meu estomago mau. Aí começou a via sacra banheiro-móvel-barraca. Até que as 14:00 eu consegui ir até a cidade e comer alguma coisa. A tarde passou tranquilamente, já que passamos o tempo todo na frente de um shopping com banheiro (haha). Devia estar uns 28 graus e eu comecei a sentir frio e uma dor no corpo de novo. Voltamos pra barraca e eu só piorava. Não comia e nem bebia nada, só sentir frio e dor.

A noite chegou, e como eu não sou egoísta, falei pro Amir ir pra festa com os amigos dele, porque eu só precisava dormir. Acordei perto da uma da manhã me sentindo renovada! Liguei pro Amir e ele foi me buscar. 10 minutos dentro do parque do festival, e comecei a piorar. Voltei pra barraca, tomei uma água e vomitei. Ali o Amir percebeu que o caso era sério e ligamos pra uma amiga ir nos buscar. Foi uma hora de espera e pareceu uma eternidade. E o amigo do Amir querendo me fazer beber chá gelado, e cada gole era uma vomitada (ECA). Nossa amiga chegou e a ideia era ir direto pro hospital, mas eu sempre achando que só precisava de um lugar sem barulho e quentinho pra dormir. Dormi no carro e acabamos indo pra casa mesmo.

Tchau festa. Tchau folia. Tchau bebida. Tchau super organizado evento!

No outro dia de manhã, já muito fraca, comi uma bala de dextrose, pra poder levantar da cama. Foi quando meu estômago rejeitou a bala que eu percebi que era hora de ir pro hospital.

Resultado do meu final de festa: 6 horas de hospital, 2 litros de soro, muita dor, cólica e enjoo, uma infecção gastro-intestinal e 200 francos (ingresso meu+dele) para montar uma barraca e dormir uma noite.


02 jan 2012

Recomeçando…

É isso que eu desejo a todos. Sorrisos e mais sorrisos! Um 2012 repleto de momentos felizes 😉


08 jul 2011

Casamento, churrasco e praia

Oi mundo! Que vê pensa que tem um blog de repercussão mundial né? haha Não não aqui vão notícias para o MEU mundo:

Primeiramente o que importa, eu to bem e muito feliz! Preocupada com muitas coisas, mas mesmo assim feliz. Com o final de semana chegando bate aquela vontade de ver os amigos, cantando, coniversar e rir muito. Final de semana passado eu falei pro Amir “como seria bom se agora a gente podesse ir até a casa dos meus pais, conversar um pouco e comer muito e depois voltar pra nossa casinha”. Nem um nem outro. Sem visitas semanais na casa dos meus pais, nem casa própria por enquanto.

Na primeira semana foi mais organização. Fiz uma super mega ultra faxina no quarto dele. Acho que foi a primeira vez que o quarto foi realmente limpo. Muita coisa sem uso foi jogado fora, pois eu precisava de espaço. Agora o quarto ta bonito, cheiroso e organizado. O Amir tá impressionado com a minha organização. Viu mãe? Nos matriculamos em uma academia, mas eu sinto falta da minha. Eu sou a única garota estranha malhando perna e glúteos, e ainda por cima fazendo milagre com os aparelhos. É incrível como eles tem poucos aparelhos para membros inferiores. Aqui a magreza impera então dale aeróbico pras mulheres. Ainda semana passada fomos levar os papéis do casamento. Chegando lá, entreguei todos os papéis, mas a moça complicou um pouco. Disse que não sabe se eles vão aceitar porque estou aqui como turista, mas ela só recebe os papéis e não decide nada. Então temos que esperar uns 15 dias e, se tudo estiver certo, marcamos uma entrevista e uma data para casar. Imagina a minha preocupação! Mas eu trouxe os papéis, estão todos traduzidos e legalizados no cartório daqui, então só me resta esperar e torcer para o melhor. Agora uma curiosidade: eles colocam o nome dos noivos na frente do local (não sei direito o nome) e se alguém da comunidade tiver algo contra o casamento pode falar. Vê se pode? Coisa de cidade pequena. Aqui eles têm essas leis de mil novecentos e bolinhas e como nunca ninguém derrubou, continua valendo. Se as legislação no Brasil é lenta, digamos que aqui ela anda em passos de tartaruga manca.

Essa semana fomos fazer compras na Alemanha. O Amir já tinha me dito que lá as coisas são muito mais baratas, principalmente comida. Então fomos com o pai dele, pois de carro é muito rápido, já que moramos na fronteira. Não posso dizer que conheci muita coisa lá. Com o pai deles as coisas são muito rápidas, tipo pá pum, mas deu tempo pra comprar umas cerejas na feira e fazer um passeio turístico de 10 minutos nessa pracinha abaixo:

E como aqui é verão e no Brasil tá quase nevando (ouvi dizer que Floripa fez 5º, confere produção?) eu precisei pegar um bronze. Na minha primeira manhã aqui, eu acordo, olho pra janela, o sol raiando “raiôôôoooo o sooool” , calorzinho no quarto e penso que são, tipo, 9h30 e já é de acordar, mas eram 6 horas da madrugada. O luz do dia vem cedo e vai tarde. Ainda não consigo me acostumar que 21h30 ainda é super dia. Então o sol fica bastante tempo esquentando corpinhos magros e brancos, mas oops.. eles continuam brancos, como? Não sei, mas o sol daqui não bronzeia. Fiquei mais de duas horas embaixo dele e nada. E olha ali em baixo minha piscina que chique! Meu cunhado falou que viu duas arminhas de pressão de água pra vender por, sei lá, menos de 10 francos, e como disse ele “eu tive que comprar, não tinha como dizer não”. Aqui na casa eles são meio coletores de bugiganga.

Enfim, por enquanto é isso. Eu espero que todos estejam bem, curtindo um inverno em Floripa, comendo comidas brasileiras deliciosas e morrendo de saudade de mim! haha Se cuidem POR FAVOR! Amo todos!

1: Nós preenchendo os formulários para o casamento. A mãe ficou toda preocupada achando que eu já tinha casado e não tinha avisado ela. Até parece né mãe!

2: Lanchinho básico no meio da tarde. Whey bom e barato é outra coisa né! Maria, não morra de inveja, eu vou levar um bem gostoso pra ti quanto for te visitar!

3: Domingo preguiça como todos os domingos na casa do sogro. O menu foi churrasco gringo. Salsicha (claro), frango, milho DOCE, e vegetais grelhados. Cadê a picanha e a costelinha?

4: Segunda parte da organização. Rever minhas roupas de inverno empacotadas por tanto tempo!

Perceberam que eu instalei o intagram no IPhone do Amir né? Vicio. Pra mim, ter internet 24 horas por dia em qualquer lugar é a vida!


05 jul 2011

Hey soul sister

Eu sei, eu sei que eu deveria fazer primeiro um post com todas as notícias, mas é aniversário da minha irmã e eu tirei a poeira do corpo e do blog e voltei!

Por que hoje é o primeiro aniversário dela que eu estou longe. Por que eu a esperei por 7 anos. Por que, ultimamente, quando não tinha nada pra fazer nós sempre ficávamos juntas. Por que ela é a única adolescente que eu tenho paciência. Por que eu tenho uma responsabilidade enorme por ela. Por que ela é família. Por que eu a amo. Porque os adolescente adoram fazer texto dizendo “por que, por que por que”.

Mas o amor não tem porquês, então é só porque te amo mesmo.

Feliz aniversário irmã.


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