19 maio 2017

Ela só quer…

Ela queria o conforto de alguém. Alguém que se sentisse confortável do lado dela.
Ela queria alguém que pudesse impressionar.
Ela queria que ele tivesse pegada forte. Eu disse forte.
Ela queria sair pra jantar e dar risadas.
Ela queria alguém que tirasse sua roupa lentamente e cultuasse seu corpo, em olhares e palavras.
Ela queria alguém que chegasse com ela na festa cheio de orgulho.
Ela queria alguém que a fizesse esquecer de tudo em poucos minutos de toque.
Ela se abriu pra vida e teve tudo isso.

Por que ela ainda procura?


12 maio 2016

Sinal Verde

Por que você, cego de tanto egoísmo não conseguia ver um palmo a frente do seu nariz. Eu estava bem ali.

Pisou no meu pé algumas vezes alegando não saber direito o caminho. Eu saia da frente, pra que o enxergasse melhor, mas ele dizia que seguia melhor comigo.

Os leves pisões doíam um pouco, porém eles fazem parte da longa caminhada, pensava eu. Então eu me mantive um pouco distante, aproveitando a visão de um novo horizonte. A esperança era que no final da rua os caminhos de encontrassem de novo.

Era interessante seguir um caminho diferente e não levar leves empurrões, mas eu voltava, pois achava que aquele era o caminho apropriado, ou pelos menos era, com certeza, a rota planejada. E a rota até então tinha sido planejada pelos dois.

Me atropelou sem dó, e depois voltou pra dizer que não tinha me visto.

Quando eu estava melhor do tombo, me atropelou de novo, dizendo não ter certeza se era eu mesma – que estava na frente.     A dor ja não era mais dos tombos e tropeços.

E assim eu me perdi e esqueci quem era mesmo que causava toda a dor e entrei num labirinto. Mas o labirinto tinha uma rota, só que desta vez, planejada somente por ele. E eu segui, sem saber direito porque.

Um belo dia de sol, meses após ter conseguido – finalmente – sair do labirinto, estamos juntos dentro do carro no sinal vermelho.

Não foi certo ter me atropelado tantas vezes em nome da sua própria loucura.

Quem mandou ter seguido junto a mim depois do primeiro pisão no pé.

 

Sinal verde, podemos seguir.

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Entre um sinal e outro, uma infinidade de palavras não ditas. Entre a lua e aqui, uma infinidade de mentiras.

20 out 2014

O meu erro

Uma das coisas mais triste num relacionamento é quando cada um quer andar pra um lado. Isso não significa que os dois queriam se separar, mas cada um quer andar na direção que escolher, e seria perfeitamente maravilhoso, se o outro escolhesse o mesmo caminho. Mas nem sempre é assim. E daí quando você se vê nessa situação, há algumas opções do que fazer:
1. Insistir em fazer as coisas do seu jeito, afinal é a vida que você sonhou, mesmo que seja sem ele.
2. Insistir em dizer que o jeito dele não funciona pra você, e quem deve mudar é ele.
3. Aceitar fazer tudo do jeito dele, pois afinal o importante é o sentimento, e quem sabe um dia ele mude.
4. Aceitar mudar algumas coisas esperando que o outro também mude. Daí você faz uma mudança aqui, aceita outra coisa ali, ele faz o mesmo, porém você não vê. Ou acha que nunca é o suficiente. Por que na verdade tudo que você queria era que ele escolhesse a opção 3.

E nesse processo de cada lado ceder um pouco, os dois lados ficam cada vez mais convictos nas suas decisões e que não devem ceder nada. E nisso os casais de afastam. E aí começa a parte mais difícil: aceitar que talvez a decisão mais sensata fosse escolher desde o início a opção número 1.

Se ao final eu “falhei”, eu tenho certeza que eu tentei, cedi, aguentei e em algumas coisas mudei. Eu passei pela opção 3 e depois 4, e infelizmente vi que a melhor opção pra mim seria a numero 1. E eu que um dia pensei que a única opção era ficar junto, não importa o que aconteça.

“Você diz não saber, o que houve de errado e o meu erro foi crer, que estar ao seu lado bastaria.”


29 jun 2012

1 ano de Suíça

Um ano atrás eu cheguei na Suíça. Um ano atrás eu deixei tudo e todos sem olhar pra trás! Eram um momento de tristeza e alegria. De despedida e reencontro! Mas uma coisa eu nunca senti: medo. Nem por um instante! Cheguei aqui num dia quente, com duas malas na mão e o coração cheio de coragem. Só.

Nesse um ano muita coisa aconteceu. Me casei, viajei, conheci muita gente e aprendi uma língua nova.

Se foi tudo mil maravilhas? Nem de longe! Me casei longe da minha família e dos meus amigos, senti muita saudade de casa, pensei por alguns instantes em desistir e me senti triste algumas vezes.

Mas, eu faria TUDO DE NOVO de olhos fechados, como fiz há um ano. Felicidade não  tem preço e lutar pela própria felicidade é a maior satisfação do mundo. Que venham mais um, dois, 10 anos de novas experiências, e se Deus quiser, do lado do homem que eu amo.

E a saudade continua!


05 jun 2012

O estresse e o cabelo

Nós mulheres nos preocupamos tanto com o cabelo, não me mesmo? Para mim o visual pode estar maravilhoso, mas com o cabelo ruim eu me sinto uma bruxa. E muitas vezes usamos produtos caros ou fazemos hidratações malucas e não nos preocupamos com uma coisa simples: o estresse. Esse mal do século pode te fazer perder alguns fios de cabelo, entre outra coisas, como unhas fracas ou mudança na pele.

Eu não sou dermatologista então não sei exatamente o porque, mas pude sentir na pele, ou melhor, no couro cabeludo o efeito do estresse. Meu cabelo sempre caiu muito, mas como tenho bastante, nunca senti falta. Só que ano passado, meses antes de me mudar pra Suíça eu notei que ele estava caindo mais do que o normal. Minha mãe sempre dizia que era pela minha ansiedade em me mudar e tal. O chão do meu quarto era repleto de fios e precisava ser limpo todo o dia. Mas até então não notava nada de diferente na minha cabeça. Até que fiz meu retoque da escova definitiva e, como o cabelo fica mais liso, notei-o muito mais fino, e pior, com uma falha enorme nos lados da cabeça. Eu confesso que já sou meio calva (que horror), tenho pouco cabelo na entrada lateral, mas dessa vez tinha uma falha mesmo. Como meu cabelo é preto, dava pra perceber uma parte mais clara.

Depois que cheguei aqui, fiquei mais tranquila, claro. Aquele estresse de deixar a família já tinha passado e eu estava aproveitando meu namorado ao meu lado. Me sentia mais forte mentalmente, minhas unhas estavam fortes e meu cabelo mais brilhoso. Passados uns dois meses eu acordei de manha e percebi um tufo de cabelo na parta de trás da minha cabeça. Era meu cabelo crescendo novamente. Hoje, um ano após a enorme queda, minhas falhas estão cheias de cabelo de novo. E eu só percebo o quão forte foi, com a quantidade de cabelo que eu vejo crescer.

Essa foto mostra meu cabelo hoje, e todo esse pedaço que  um dia caiu. Não sei se a foto mostra bem o prejuízo, mas a parte menor é a que caiu. Sorte que meu cabelo cresce rápido!

Então fica a dica, cuide de seus cabelos, mas cuide mais ainda da sua saúde mental. E se a ansiedade por uma viagem ou um novo emprego for grande demais, tente relaxar, ouvir uma música que acalme ou um até mesmo ler livro. Ou quem gosta de métodos medicinais e naturais de relaxamento, eu indico a acupuntura. Fiz por meio ano e adorei! O importante é não deixa esse mal tomar conta de você e deixá-la fraca, ou fraco, pois o mesmo vale para os homens.

Vale lembrar que calvície pode ser também genética, oleosidade, distúrbio endócrino, dieta maluca, hormônio e outras coisas que só um médico especialista pode detectar!


31 jan 2012

Receita de bolo de banana

Lembra dos bolinhos de banana que eu postei aqui? Eu juntei aquela receita com outra que eu tinha de bolo de banana, mas umas pitadas do bolo de banana da minha mãe e cheguei a um resultado bem gostoso! Eu sempre tento adaptar minhas receitas de bolo, trocando a farinha pela aveia, ou por vezes fazendo meio a meio. Essa receita de bolo que eu vou postar é sem farinha. Cheia de fibras e proteínas vinda da aveia.

Vamos então aos ingredientes que eu usei desta vez, já que to sempre mudando e tentando deixar mais light. Dois copos de aveia (250 ml cada), três claras de ovo, 6 bananas (eu uso a grande) – três para a massa e três para a cobertura, 1 colher cheia de fermento, 1/4 copo (200 ml) de açúcar mascavo, 1/2 copo (200 ml) de óleo de oliva (da próxima vez tento com menos), canela, semente de girassol e uva-passa à gosto.

Por aqui eu nunca encontrei farinha de aveia, então o jeito é comprar aveia em flocos e “quebrar” os flocos com um mixer. Eu não esquento a cabeça se não triturar tudo, pois alguns pedacinhos dos flocos no bolo não fazem diferença.

Para fazer a massa com a banana eu adiciono as claras, as bananas e o óleo ao liquidificador e bato por menos de um minuto. É rapidinho!

Os próximos ingredientes são relativos. Se você gosta mais doce, mais fofinho, mais crocante é só acrescentar mais ou menos os ingredientes acima. Na próxima vez eu vou tentar por menos açúcar e óleo. Eu gosto de por bastante fermento. A semente de girassol foi a primeira vez que usei, e o próximo bolo terá mais! Vale a pena testar com outras sementes também.

Depois da massa pronta é hora da decoração. Eu coloco papel manteiga na forma porque odeio bolo grudado e por mais untada que esteja, sempre gruda! Depois da massa na forma, eu coloco a canela. As fatias de banana por cima eu corto bem fininho porque fica mais fácil de cortar as fatias depois de pronto. Por fim as uvas-passas, mais um pouquinho de semente de girassol e canela de novo.

O gosto é incrível, e toda vez que eu faço dura apenas um dia. É rápido, saudável (pelo menos eu acho que é) e gostoso! Se você fizer um igual me conta?


10 nov 2011

Bolinho rápido e saudável!

Lembram do post Moleskine Recipe Journal? Lembram que eu falei que meu caderno está cheio de receitas de bolos saudáveis? Então, estou fissurada nos bolinhos de banana versão light. Eu ADORO os bolinhos que a minha mãe faz pra comer no final de tarde com café. Ai saudade. Porém minha mãe faz eles fritos, e fica, obviamente, uma delícia, mas é pra comer uma vez ou outra. Eu não fiquei satisfeita em não comer bolinhos de banana e fui atras de uma versão light. Encontrei em vários sites de alimentação/fitness, como o da Dani Tamega (adoro). Eu decidi cortar alguns ingredientes e fazê-los da maneira mais simples e rápida possível. Querem saber como eu faço essas delicinhas? Mais antigo simples que andar pra frente:

  • clara de ovo (eu não uso as gemas pra nada!)
  • Farinha de aveia (eu compro a aveia em flocos e trituro no liquidificador)
  • Banana amassada (tamanho e tipo da banana você escolhe)

Eu prefiro não colocar as quantidades porque eu faço à olho mesmo. E também porque estou sempre experimentando, e as vezes faço mais líquida, outras mais dura. Mas minha base é: uma clara, +- duas colheres da farinha de aveia e uma banana. A partir daí você acha o ponto! Como eu uso panela anti-aderente não há necessidade de usar óleo, mas nos finais de semana uso o óleo pra dar a impressão de fritos. Eu uso o óleo de oliva sempre, mas vou comprar e experimentar o óleo de coco pra receitas doces, dizem que é bom e saudável!

Ótima ideia para o café da manhã, já que é a refeição que você pode comer mais livre, sem o medo de engordar. En guete!


02 nov 2011

Para cozinhar melhor

Quem me conhece sabe que eu aprendi a cozinhar 2 meses atrás. Nunca tive vontade nem motivação para experimentar nada na cozinha, além da comida, claro! Mesmo não cozinhando nada, sempre separei receitas que me agravavam, principalmente as fáceis, rápidas e, principalmente, saudáveis. Como eu e o Amir treinamos e fazemos dieta rica em proteína, eu tinha um seleção enorme de com variar frango, aveia e batata. Porque haja criatividade ein?! As receitas estavam todas num documento do word, meio desorganizadas. E no final das contas eu não preparava nada que havia salvo lá, porque ninguém merece levar o computador pra cozinha e ficar olhando toda hora, ou escrever tudo num papel.

Até que um dia, passeado pela biblioteca da faculdade, encontrei algo que me agradou. Eu sou apaixonada pelos cadernos de anotações Moleskine. O Amir me deu um de presente, lembram? (post aqui). O que eu já tinha era para anotações de Zurique, e minha nova aquisição é um caderno de receitas muito fofo que eu estou apaixonada: Moleskine Recipe Journal.

O meu caderno de receitas já está quase cheio, a maioria são bolos com baixa quantidade de carboidratos e pouquíssima gordura. E como eu sou chata organizada com os meus cadernos de anotações, fiquei ainda mais encantada quando vi que dentro vem adesivos pra dizer se a receita é boa ( mãozinha de joinha, coraçãozinho), se da próxima vez você deve trocar algum ingrediente. Nas primeiras páginas é possível encontrar informações sobre alguns alimentos em casa hemisfério e a melhor estação. Além de tabela nutricional e conversor de medidas. Super útil!

O próximo caderno que tenho em vista é o Wellness Journal para anotar tudo sobre meus trenos na academia. Tem também o Baby Journal, mas esse é pra mais tarde né?


26 ago 2011

E o sonho vai virar realidade

Então amigos e curiosos famintos de informação sobre meu casamento! Finalmente cá estou pra contar tudinho. Eu queria ter feito um post antes pra contar sobre os preparativos e tal, mas foi tudo muito corrido, porém no final deu tudo certo. Quando vim pra Suíça, eu achava que o casamento seria super formal, só eu e o Amir, as testemunhas, um juiz e os papéis. Mas o “estado” faz tudo em salas especiais e específicas para casamentos, e que varia de tamanho e sofisticação, variando também o preço. Como não tínhamos muitos convidados, já que foi marcado para as 11h15 da manhã, escolhemos a menor sala. O nervosismo era grande, olha a cara de nervosa aqui embaixo. “Gente to casando! Para tudo, é isso mesmo? Confirma produção?”

Sexta-feira, onze e meia da manhã é bem provável que as pessoas estejam trabalhando né? Mas alguns amigos desempregados fofos fizeram questão de participar da cerimônia.

A cerimônia foi uma graça! Demorou mais do que o normal, porque foi toda realizada em alemão e português (exigência deles). O juiz foi super simpático desde o início de tudo, quando nos conhecemos para realizar a entrevista e oficializar o noivado. Ele falou dos símbolos presentes naquela sala, como: o tampão da mesa mais oval, tentando parecer um barco, ou seja, mesmo com mar agitado e algumas tempestades, o casal deve manter o barco em pé; uma obra de arte moderna na parede, tentando parecer asas, ou seja, na percepção do juiz significa que cada um de nós tem uma asa, ou seja, só é possível alcançar vôos altos quando juntos estivermos. Depois, ele leu um poema sobre felicidade, deu alguns conselhos muito sábios, lembrou que nos dias de hoje, em um casamento, o homem e a mulher têm os mesmos direitos e deveres. E falou outras coisas muito lindas, mas que agora eu não lembro.E depois de muita coisa romântica, chegou a hora das coisas práticas e formais. Mas como a cerimônia estava sendo realizada em duas línguas, a coisa meio que se perdeu. Vou explicar: o juiz perguntou pro Amir “você quer contrair matrimônio com a Karina….?” Daí a tradutora traduziu (exigência do juiz que tudo fosse traduzido). E o Amir não respondeu, não deu tempo, pois logo em seguida o juiz fez a pergunta pra mim.  E como de praxe, a tradutora traduziu a pergunta. E eu fui obrigada a perguntar “é agora que eu digo sim? Posso dizer sim?” (haha). Eu disse “sim”, o Amir disse “ja”, daí a tradutora traduziu meu “sim” pra “ja”, daí eu disse “ja” só pra descontrair, daí o juiz começou a rir dizendo “sim” e “ja”, e olha só a bagunça que se formou! Foi aí que, nesse momento de distração, o juiz nos declarou casados e pediu o beijo dos noivos.

Já casados, sentamos de novo pra ouvir as últimas palavras do juiz. O Amir apertava a minha mão tão forte que doía. Olha na foto abaixo ele agarrando meus finos dedos. Durante a semana, quando eu me encontrava com as meninas, elas sempre davam um jeito de me excluir só pra planejar as brincadeiras do casamento. Elas prepararam arroz e flores pra jogar nos novos. Achei muito fofo! Mas as brincadeiras ainda estavam por vir…Depois da cerimônia todo mundo estava meio tonto, sem se dar conta do que tinha acontecido. Os amigos não conseguiam acreditar que estavam no primeiro casamento do grupo, e a pra nós dois, a ficha ainda não tinha caído. E começamos a beber ali mesmo, na frente da “capela”.Fotos com os amigos, a família, os padrinhos e de novo com alguns amigos e família e e e já não conseguia mais sorrir. Mas o dia estava perfeito!Todo mundo com a barriga roncando, fomos para um restaurante maravilhoso! No topo da cidade, comida divina, atendimento divino e vista divina. Só faltou a minha família. Foi aí que o coração começou a apertar e liguei pros meus pais. O telefone tocou uma vez e eu já comecei a chorar. Meu pai atendeu e eu não conseguia mais falar nada. Desde a noite anterior ao casamento eu estava meio melancólica pelo fato de não te-los comigo. Mas foi meu único momento de drama, o resto foi só alegria. Mas tinha alguém que não parava de chorar e me beijar o dia todo: a sogra.  Depois o almoço e todo o nervosismo era hora de relaxar. Pois é, mas não deu tempo. A lua de mel era em dois dias e NADA estava marcado. Fomos agendar voo e hotel e voltamos pra casa pra organizar a festa com os amigos. 19 horas o pessoal começou a chegar. Ao todo foram seis meninas para um bando de marmanjos. Quem quiser dar uma checada nos garotos fiquem à vontade pra clicar na foto e aumentar (haha)  ;P

Após todos comidos e bebidos, começaram as brincadeiras. Primeiro a explicação: foi arrecadado dinheiro de todos os convidados para a festa, inclusive dos ausentes, e cada brincadeira correta vale 10 francos. 1. Vocês tem três minutos para colocar o máximo de roupas do outro. Taí o resultado. Cada peça de roupa valia 10 francos. Tiveram outras brincadeiras, como adivinhar qual era a panturrilha do Amir, com os olhos vendados. E não é que eu acertei! Teve também um questionário super embaraçoso com perguntas sobre nosso relacionamento. Teve amigos fazendo strip-tease pra mim, garotas fazendo declaração de amir pro Amir. Enfim, a noite foi muito divertida. E conforme a tradição na Suíça, a noiva deve usar um item velho, um item de pérola e um item azul. E as meninas providenciaram um item azul pra mim. Gente, na hora do meu buquê, teve muita competição! haha As seis garotas da festa disfarçando o interesse em ser a próxima, na primeira foto!A noite foi chegando, o alcool falando mais alto, os ânimos se alterando… Hora da brincadeira da laranja.Os amigos do Amir não paravam de comentar como a noite estava boa. Todos estavam felizes por nós. E eles estavam certos, pois a noite estava boa demais!
Fim das brincadeiras. Dinheiro contado! As meninas e organizadoras da diversão explicaram que foi coletado dinheiro de todos, e até os que não puderam participar da festa fizeram questão de mandar a contribuição. No final, ficamos assustados com a quantidade de dinheiro. Foi um casamento fora dos padrões. Pelo menos pra mim, sendo brasileira e acostumada com as festa de casamento em grande estilo. A grande festa no Brasil ainda virá, mas a alegria desse dia eu jamais vou esquecer. Eu sempre soube que sou um pouco fora dos padrões, mas nunca imaginei tanto. Mas também nunca imaginei tanta felicidade.

Mas muita felicidade e contentamento, trazem também exaustão e eu deixei minha própria festa à la francesa. Ainda tinha muita gente festejando com o noivo, e a noiva estava quase dormindo em pé.

Foi um dia especial e eu queria dividir essa história aqui com vocês, mesmo que através das minhas palavras apenas. “… e leve o tempo que levar, eu sei que eu encontrarei a felicidade…”

Já me sinto além do arco-íris.


30 jul 2011

Cama, Mesa e Banho

Desde sempre (creio eu) a relação entre mulher e cozinha é “intensa”. Antigamente, a mulher deveria saber cozinhar, passar, lavar e bordar para poder casar. O tempo foi passando, soutiens foram queimados, máquinas foram criadas, mas a ideia de que a mulher DEVE saber cozinhar nunca desapareceu. Não é novidade pra quem me conhece que eu não faço questão nenhum em seguir nenhum padrão. Mas, também não faço isso por rebeldia. Aliás, acho que “quebrar os padrões” para parecer rebelde é super brega. Eu não sei (leia-se não tenho experiência) cozinhar nem lavar (é, eu não sei operar a máquina de lavar, masporque nunca tentei), mas sei passar e bordar. Seria eu uma mulher incompleta?

Minha mãe cozinha muito bem e sempre fez questão de manter a casa em ordem, de cozinhar para toda a família, e fez isso sempre com muita autoridade. Entre na minha casa, vá até a cozinha e comece a mexer em algo e você verá na cara dela a mensagem “A cozinha é minha”. Minha mãe leonina é a rainha do lar, mas digamos que seu trono a cozinha. E por gostar do que faz, ela nunca pediu ajuda na cozinha. Durante a infância, quando eu chegava da escola o almoço já estava na mesa. Quando comecei a trabalhar, chegava em casa e o almoço estava na mesa. Final de semana, todos acordam tarde, mas entre meio dia e 1 hora, lá vai a mãe chamar todos para almoçar, porque o almoço já estava na mesa. E assim, bem desse jeitinho eu nunca aprendi a cozinhar.

Nos últimos meses morando com meus pais, prestei mais atenção a maneira como minha mãe cozinha e até ajudei em algumas coisas, como cortar legumes (haha). Eu nunca liguei pro fato de não saber cozinhar, mas confesso que sabendo que iria casar, eu me sentia um pouco pressionada, apenas por mim mesma. E quando soube que iria ficar dois meses na casa da minha sogra antes de mudar para Zurich, o frio na barriga aumentou. Aqui todo mundo cozinha, às vezes todos juntos, outras um cozinha para todos.

No meu chá de panela ganhei um livro chamado 1000 RECEITAS DA CULINÁRIA BRASILEIRA, dos amigos Natalie e Lucas. Nada melhor do que experimentar essas mil receitas, não? Foi aí que eu tive a ideia de oferecer um jantar no penúltimo sábado e estender a ideia para todos outros sábados.  A pessoa aqui que só fez um risotto (cheio de óleo, mas gostoso) e um molho especial de cachorro-quente (especial porque foi eu quem fez) ia cozinhar para quatro pessoas com hábitos alimentares completamente diferentes do dela. Coragem!

Mas, como eu não me contento apenas com receitas de livro, corri para o telefone pra perguntar à minha mãe como ela fazia. Tudo anotado, fui pra cozinha com o coração em uma mão e um papelzinho na outra. Aos poucos fui pegando jeito e gosto, e fui acreditando que tudo estava dando certo. Começou a baixar a “mãe” que há em mim.

-O que eu devo fazer agora? – perguntou o Amir, já que pedi pra que ele ficasse do meu lado o tempo todo.

-Nada! Se eu precisar eu peço, mas não faz nada! – disse eu, num tom meio autoritário.

– É, já vi que você vai ser exatamente como sua mãe na cozinha. – disse ele, rindo.

Voilà! Depois de muita preocupação por não fritar os bolinhos de arroz, mas sim assá-los, (pois aqui eles raramente comem algo frito) tudo deu certo. Sentamos à mesa para provar meu primeiro jantar para a família Elmallawany. E o meu medo que ninguém gostasse? Ficou lindo e delicioso!

O Amir não parava de falar o quanto estava orgulhoso de mim, porém, mal sabia ele o quanto eu estava orgulhosa de mim mesma. Adoro me surpreender e me superar! Então cá estou eu, que sempre sonhei em seguir uma carreira e ser totalmente independente, mostrando, orgulhosamente, minha primeira janta para meu futuro marido, e esperando, ansiosamente, os próximos passos dessa vida de esposa. Acho que o nome disso só pode ser FELICIDADE.

Update: Esqueci de dizer que o prato foi escondidinho de carne moída e bolinhos de arroz.



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