15 out 2012

Egito – parte 3

Mais um post sobre Sharm El Sheikh! No nosso último dia de férias, compramos um pacote de passeio para visitar o Blue Hole. Primeiro um safari no deserto, chá com Beduínos, mergulho com snorkel no paredão de corais, passeio de camelo e, ao final compras no Bazar local.

O jipe nos buscou no hotel as 8 da manhã, já com algumas pessoas dentro, e fomos ao encontro de outro grupo em outro hotel. Tinha o grupo que falava inglês, outro que falava francês e o nosso que supostamente seria o alemão, mas como só havia eu e o Amir do grupo em alemão, o guia decidiu nos juntar ao que falava inglês. No nosso jipe tinha um casal escocês e um outro de algum país que até hoje nós não conseguimos entender qual era, mas que falavam também um inglês muito, muito estranho. Nem a gente nem o guia entendia muito bem o que eles falavam. Hihihi.

Pegamos a estrada geral e em alguns minutos já entramos no deserto. E aí começou o “safari”. O motorista andava muito rápido, fazendo zigue-zague, e subindo todas as montanhas de areia. Imagina o calor dentro daquele carro, com as janelas fechadas, sem ter onde segurar. E os bancos do lado de trás não eram de um carro normal, eram posicionados dois longos bancos na parede de cada janela com cinco pessoas em cada um, sentadas uma de frente para outra. Era todo mundo se batendo dentro e protegendo a cabeça. E olha que não durou pouco tempo! Quando ninguém mais aguentava aquela sacudida toda, chegamos na tenda dos Beduínos.

O calor de 40 graus tava puxado, mas na sombra sempre refresca. Entramos na tenda, que é formada basicamente por tapetes e almofadas. Logo as meninas locais vieram nos servir o chá típico deles. Nesse momento é impossível não olhar ao redor e fazer comparações e se perguntar “como eles podem viver assim?”. No meio daquele calor, as mulheres (sim, só vi mulheres) usam roupas longas e pesadas. E nós, ocidentais, tomamos um bom copo de água gelada pra matar a sede, já eles, tomam chá. Imaginar que não tão longe dali jovens usam e abusam da tecnologia, das regalias do dinheiro, dos milhares de livros, e eles mudando de lugar em lugar em busca de comida e água.

Enquanto bebíamos o chá foi feita uma, infelizmente, breve explicação sobre a cultura daquele povo. Eu fiz algumas perguntas, mas era notável que o resto do grupo não estava nenhum pouco interessado. Que pena. Alguns fizeram cara de nojo pro chá, outros se recusaram a beber, outros comentavam em inglês o quão ruim era. É uma pena mesmo alguém se descolar de tão longe, num país tão rico em cultura, para desfrutar APENAS de águas turquesas. Compramos chá e pulseirinhas deles e partimos para o próximo destino.

Depois de alguma minutos no jipe e uma parada para alugar os equipamentos de snorkeling, chegamos à costa de Dahab. Dirigimos um pouco ao longo da costa e eu me perguntava, cadê esse tal buraco azul? Já tinha visto algumas fotos pela internet antes, mas claro que ver foto tirada de cima é diferente de ver do chão. Passamos por grupos de mergulhadores se preparando para entrar no mar, alguns restaurantes rústicos e chegamos no famoso Blue Hole.

O Blue Hole é tipo uma caverna de baixo d’água com 130 metros de profundidade. A parede da “caverna” é formada de corais e rodeada de peixes coloridos. A beleza encanta mergulhadores do mundo todo, mas também atrais os mais corajosos. Há quem mergulhe apropriadamente equipado ou sem nada, chamado free divers. Não é a toa que o local é chamado de “O cemitério de mergulhadores”. Mas pra quem tem limites e quer só curtir a beleza de longe, o snorkel já dá uma boa ideia da beleza do local.

Logo a frente do mar, estava localizada nosso restaurante, onde deixamos todos nossos pertences com segurança. Nos preparamos para entrar na água, com o tubo respiratório e a máscara. Como eu já sabia que não ia querer descer nem aluguei pé de pato. Para entrar na água é preciso ter cuidado com os corais, por isso há uma plataforma de boias (caixas) da areia até o buraco . Eu entrei na água sem mergulhar, arrumei a máscara, mordi o tudo respiratório, abaixei a cabeça….

-Puta merda que lindo!

Foi a primeira coisa que eu falei quanto coloquei a cabeça pra cima de novo. Minha vista abaixo d’água durou uns 3 segundos, mas foi o suficiente pra me deixar pasma. Confesso que aquela beleza toda me assustou. Eu sempre tive essa sensação com a natureza. Em vez de ficar chocada e admirar ainda mais, eu não consigo olhar. Naquele momento eu me lembrei dos estudos bíblicos que participei quando era adolescente  Eu ouvi dizer que não conseguiríamos encarar Deus tamanho à sua beleza. Deu pra entender minha associação? Coisa doida né?

Bom, meu puta merda que lindo foi falado tão alto e tão inesperado que todos começaram a rir ao meu redor. Após algum tempo olhando pra baixo timidamente e ainda longe do paredão de corais, eu fui me soltando. Até chegar bem pertinho, na frente do meu nariz e curtir os peixes de cores vibrantes nadarem entre minhas pernas.

Depois de, não tenho ideia se 30 minutos ou 1 hora, dentro d’água todos já estavam cansados de boiar e precisando respirar um pouco em terra firme. Afinal, éramos todos turistas e não mergulhadores profissionais!

Voltamos para a nossa tenda/restaurante, dividida em grupos pela língua falada. O grupo dos ingleses era o mais divertido. Como esse povo ri! O nosso grupo, o de línguas estranhas (hihihi), era dividido em três casais, sendo um com duas crianças. A mãe das crianças já chegou reclamando.

-Você gostou? – Ela me perguntou, já se auto negando.

-Muito e você? – Eu respondi entusiasmada, mas perguntei já esperando a resposta negativa.

Ela franziu o nariz, como quem não gostou de nada. E reclamava o tempo todo da quantidade de sal que tinha no corpo. Isso é um fato que eu não esperava! A água do mar é tão salgada que, após se secar, percebe o corpo cheio de acúmulos de sal. Achei impressionante! Mas, de fato, incomoda!

Mas logo veio o almoço, simples, mas bem servido, com várias opções, entre carne, atum, salada, arroz, batata, etc… Tudo pago no pacote!

Depois de comer fomos fazer um passeio de camelo pela costa da praia. Subir no animal é uma ventura! Por que pra se levantar, eles, primeiramente, se apoiam nas patas da frente e é preciso segurar firme pra não cair. E é alto, viu? E alguns não estavam muito contentes com a galera subindo. Se o cão late e o cavalo relincha, o camelo? O camelo blatera. (Aprendendo com a titia Karina). Isso, eles blateravam alto, tipo reclamando mesmo. Assusta, mas os meninos responsáveis mantiveram tudo em ordem. Os camelos começam andando devagar, mas ao sinal dos homens que nos conduzem, ele aceleram o passo, tipo dando uma corridinha. O passeio durou uns 15 ou 20 minutos. O nosso grupo de turistas era grande e as vezes os camelos se chocavam, meu pé encostava hora no bumbum ou na cara de outro camelo. Quem estava na minha frente era o Amir e seu camelo. O camelo dele peidava o tempo todo, e o barulho é super alto. Muito engraçado! Tão engraçado é a cara dos camelos sempre com aquele sorriso maroto/esnobe/blasé na cara.

Tava muito quente, eu estava muito cansada, cheia de sal no corpo, com sede, mas isso tudo não era nada comparado aquela experiência. Tudo valeu a pena.

Depois de descer do camelo os meninos que cuidam dos animais vieram pedir dinheiro. Todo mundo dava 5 ou 10 libras egípcias, que para o turista não é muito, mas pra eles, como gorjeta, está muito bom. Eu tinha uma nota de 200 e outra de 5. Dei a de 5 e o menino pediu mais. Eu disse que não tinha, ele ficou incomodando, até que o Amir falou “Não quer? Então devolve!”. E o nosso guia turístico, percebendo que estavam todos incomodados, falou em voz alta que a gorjeta era opcional, pois tudo já estava pago no pacote do passeio.

Deixamos a costa da praia e conduzimos até a cidade local para comprar água e visitar uma outra praia por 10 minutos. Mas depois de Blue Hole, nada mais me impressionava. E o local não era próprio pra snorkeling. Vale lembrar que há outras praias em Dahab para a prática de outros esportes, como o Wind Surf, Kite Surf e outros. Passamos também rapidamente por um bazar, sem muita coisa pra comprar.

Voltei impressionada para o Hotel. Fechei as férias com chave de ouro! Voltamos a Zurique no outro dia de manhã com a imagem daquele paredão de corais na cabeça. Puta merda, que lindo. Lindo mesmo. Ma’a salama Egito. Até a próxima!

ps: Há dois tipos de camelo, o Camelus bactrianus, conhecido como Camelo, encontrado apenas na Ásia Central, e o Camelus dromedarius, conhecido como Dromedário ou Camelo Árabe. Eu falo no post “camelo”, pois é comum chamar o dois tipos pelo mesmo nome, mas é bom deixar claro que o nativo do Egito são os Dromedários! 


25 set 2012

Beijo

Tem beijo lá e acolá. Tem beijo na nuca que faz os cabelinhos do braço levantar. Beijo de amigo, que sucede um abraço. Três beijinhos, dois ou um na bochecha, sempre incertos, que faz você se atrapalhar e parecer uma pateta. Tem beijinho do mãe sobre o machucado. Tem também o beijo galanteador na mão. Mas só um te faz sentir borboletas no estômago…Seja ele estalado, demorado, sutil ou apimentado. É nesse momento que me sinto mais próxima dele!


24 set 2012

Férias – Egito (parte 2)

Hello my friends! Mais um post sobre a terra das águas turquesas. Numa tarde decidimos ir até o Old Sharm, que é a cidade velha de Sham El Sheikh. O guia turístico tinha orientado as mulheres a usarem uma roupa, digamos, mais comportada, ou que pelo menso cobrisse os ombros. Na hora me veio uma visão que até então não tinha da cidade. Imaginei mulheres de burca, um bairro muçulmano com casas antigas e feirinhas locais. Bom, primeiro deixa eu contar como chegamos lá.

Lembra que eu falei no post anterior como os taxistas vêm pra cima quando saímos do hotel? Eles vêm em nossa direção quase te pegando pelo braço e carregando para o carro. Como o guia turístico tinha falado que o taxi oficial da cidade era azul e branco, eu estava certa que só pegaríamos um taxi assim. Um senhor veio nos oferecer o taxi, o Amir falou pra onde iríamos e logo ele apontou para o um carro preto.

– Amir, esse não é o taxi oficial da cidade. – Eu disse.

O senhor insistia em empurrar o Amir pra dentro do taxi, ignorando o que eu falava. O Amir dizia que queria ir com um carro azul e branco, e ele insistia em dizer que não havia problema em ir com ele. Qual é o problema my friend? Ele repetia a todo o tempo. Até que esse senhor grita em árabe para os seus colegas sentados na calçada. Eles começam uma discussão em voz alta, e num tom irritado. E eu? Eu comecei a tremer, já não queria mais ir com eles de jeito nenhum, mesmo que fosse o tal carro azul e branco. Um dos colegas usando uma burca preta se aproxima e começa a falar alto com o Amir, perguntando qual era o problema. Nesse instante chega um carro preto e estaciona na nossa frente.

– Eu estou com fome, quero voltar pro hotel. – Eu menti, tentando sair daquela situação.

– Porque você está fazendo isso? – Pergunta o Amir.

Eu estava com medo daquela situação, medo daqueles homens gritando comigo, medo do que eles estavam argumentando em árabe, e decepcionada com meu marido que não entendeu meu apelo.

– São cinco horas da tarde. O restaurante do hotel está fechado, você não vai poder comer nada lá. – Disse o taxista, que parecia conhecer a rotina de tudo por lá.

-What is the problema my friend? – perguntava o senhor a todo instante, sempre pro Amir.

O Amir começou a negociar o valor da corrida, afirmando, pro meu desespero, que nós iríamos com ele.

– Vêm, entra no taxi, eu levo. – Dizia o taxista, mais uma vez forçando a barra.

Eu me sentia traída, ignorada, com medo, perdida. Talvez fosse somente um choque cultural. Nós passávamos por aquele deserto, aqueles carros caindo aos pedaços, escutando a música de oração dos muçulmanos (eles estavam no mês do Ramadã). Foram 20 minutos de tensão. Me senti sequestrada por vontade própria. Rs. (Drama).

Mas no final foi um passeio gostoso. Mesmo tendo que, ao chegar no destino local, repetir várias vezes que o taxista não precisaria nos esperar. Mas e as minhas expectativas? Então, o bairro era sim, diferente da região de hotéis. A rua era estreita e tumultuada com carro, carroça e camelo. Digo a rua por que o local era minúsculo, somente com lojinhas. Nada de casas antigas e mulheres de burca na rua. Como sempre eram só homens trabalhando. Tinha mais lojas de bijuterias e vestidos, e os falsificados de sempre. O guia turístico tinha falado sobre um templo antigo por lá, mas não vi nada. Só comércio e restaurantes mesmo.

Caminhamos pelas ruazinhas, entramos em algumas lojas, mas a pressão para vender não foi tão intensa como nas lojas perto do hotel. E as turistas por lá vestiam mini vestidos e regatas. E eu que tinha pensado em ir com minha galabeia rosa, acabei indo com uma camisa e passei calor. O que mais gostei dessa parte da cidade foi entrar na lojas e poder olhar sem ninguém incomodar. Claro que há exceções.

Na volta ao hotel pegamos um taxi novo azul e branco com ar condicionado por 1 franco a mais que o da ida.

Sair pra ver as ruas e as pessoas é muito bom. Mas curtir esse hotel 5 estrelas também não foi nada mal. Depois dessa aventura decidimos relaxar e aproveitar o sol, a praia, a piscina e todas as mordomias do hotel. Pois três dias depois fomos fazer um passeio ma-ra-vi-lho-so no Blue Hole. Mas as fotos, só na próxima parte, que eu vou fazer de tudo pra tentar postar o mais rápido possível, e mudar de tema!

ps: olha a minha decepção com o nosso trapiche, o da esquerda da foto. E olha o do hotel ao lado!


22 set 2012

Utopia.

Tic tac tic tac tic tac. Não é o relógio, é o som imaginário o ponto de inserção do word piscando.

Eu queria escrever como já escrevi algumas vezes. Eu queria escrever como outras pessoas que admiro. Eu queria que as palavras saíssem perfeitamente. Mas não. Tic tac tic tac, agora é o relógio, me pressionando para pensar na vida. E meu desejo parece utopia. Vai lá, faz outra coisa real na vida, isso não é pra você. Voz interna.

Os barulhos se encontram numa explosão! As palavras soltas na minha cabeça, junto a ansia de escrevever, com a minha voz interna dizendo “Nao, nao é assim. Tá feio e errado”. De repente vem tudo de uma só vez, fazendo tac tac tac tac tac tac enlouquecidamente no teclado. E o único som que ouço é uma respiração leve. Ufa. “Publicar”.


14 set 2012

Fotos da Semana

Algumas fotinhos aleatórias das férias 40 graus.

Água cristalina. Pena que a praia da frente do hotel era super rasa e de água muito quente. Mergulho nem pensar!

Foto de cartão postal, né? Quase ninguém do hotel ia para a beira da praia. O espaço era enorme e relaxante. Pena que eu esqueci de levar um livro. Ficar sob o sol muito tempo nem pensar!

Depois de comer alguns dias dentro do restaurante com ar condicionado, aproveitamos a noite mais fresquinha pra “jantar fora”. Pena que o Amir estava doente e não podia comer muito. Fritura nem pensar!

Testando nosso narguilé na sacada do quarto. Pena que não tínhamos muito papel alumínio e não funcionou. 

Curtindo a noite e música ao vivo no hotel. Pena que, assim como a comida, o Amir também não aproveitou a bebida. 

A mesa de sobremesa era gigante! Muito doce! E olha o que eu achei: Quindim! Pena que eu não tinha espaço suficiente no estômago pra comer de tudo. hihihihihi

Olha que fofura! Ele era super mini e estava brincando com um chapéu na frente de uma loja dentro do hotel. Pena que eles são bem sujos, e tocar nem pensar!

Pôr-do-sol mais lindo, meu Deus! Pena que férias sempre acabam né?


10 set 2012

Férias – Egito (parte 1)

Ai minhas férias de verão… o local foi mudado várias vezes. Primeira opção foi Ibiza, aí veio a data de viagem do Amir pro Brasil e pensei em ir também, depois mudei pra Turquia, passei um tempo sonhando em ir pra Grécia e acabamos indo pra Sharm El Sheikh. O Egito era um país que eu pensava em visitar há muito tempo, já que a família do pai do Amir é egípcia. Mas sempre pensei que minha passagem pela terra árabe seria mais cultural.

Como queríamos comprar o pacote de viagem Last Minute (compra barata dias ou horas antes da viagem) deixamos para ver o destino três dias antes da data de férias. O local mais interessante e barato seria o escolhido. Fomos levar meus pais no aeroporto e já visitamos uma agência lá mesmo. O preços era absurdos! Nada de preço baixo de última hora. Aí falamos o valor mais alto que pagaríamos, e só havia UMA opção: Sharm El Sheikh, Egito. Não tem tu, vai tu mesmo. 

Não deu nem tempo de pesquisar sobre o local, o máximo que eu sabia é que era uma cidade totalmente turística e um paraíso para mergulhadores. E outra coisa eu já esperava: o calor. Quase chegando ao aeroporto de Sharm El Sheikh, ainda sobrevoando, pude perceber onde estávamos. Bem no meio do deserto. E se aproximando podia perceber que só havia hotéis e deserto pela redondeza. Já em solo, a passagem pelo controle foi mais amadora possível.

Porque você se chama Elmallawany. Perguntou o agente, já que é um sobrenome egípcio.
– Por que meu pai é egípcio. Respondeu o Amir.
-E por que você não tem passaporte egípcio? Questionou o carrancudo egípcio.
-Ah, hmm por que eu nunca fiz um. Disse o Amir, com uma paciência que eu não teria.
-O nome do seu pai, por favor. Ordenou o agente algumas vezes, enquanto o Amir tentava decifrar seu inglês terrível. Zê neime of iur fázêr!

Logo atrás um outro agente, com inglês não menos terrível, implicava com o passaporte  destruído de um jovem. “Mas em Zurique eles aceitaram”, disse o jovem. “Não mas em Zurique mas em Zurique mas em Zurique”, imitava o agente num tom implicante.

Após preencher o visto e pegar dinheiro fomos até o carro que nos levaria até o hotel. E chegando lá encontramos o tal suíço do passaporte repreendido. Depois de um belo drama, todos estavam bem!

Como nosso pacote de viagem era All Inclusive eu só pensava em colocar o biquini e ir pra piscina com um copo de bebida na mão! Aloka.

Ao chegar na enorme recepção, fizemos o check-in e esperamos um bom tempo pelas malas, que no final estavam prontas na porta, mas era preciso esperar alguém pra levá-las pro quarto. Nesse tempo ganhamos drink e curtinhos um pouco do ar-condicionado. E eu já doida pra usar internet, fui descobrir que era paga e não barata. Absurdo! O Amir está se hospedando em hotéis super simples no Brasil com internet gratuita. Mas, primeiro dia não é dia de se incomodar né? E nem férias é hora de facebuquiar (vejamos depois de uma semana!)

Depois de almoçar muito bem, fomos conhecer o hotel. Alguém estava muito agoniado para saber onde era a academia. Lembra daquela infecção estomacal que eu tive um tempo atrás? O Amir também pegou uma e fomos viajar com ele ainda não muito bem. E depois de um bom tempo sem comer direito e malhar, ele estava sentindo-se no paraíso: comida, bebida, academia e praia.

Acabou que a comida super gordurosa de lá fez ele piorar já no primeiro dia, e comida e álcool ficaram de fora da realidade dele. E a graça de beber sozinha? E aqueles drinks todos de graça? Faz como? Não faz! Bebi muito pouco. 

O Resort era tão grande que até mercado tinha dentro. Supermercado e lojas de bugigangas. Eu descobri que Sharm El Sheikh é um Paraguai. Só quinquilharia e objetos falsificados. No Mirabel Beach Resort também tem três restaurantes (fora do sistema All Inclusive. Pizzaria, Culinária Asiática e Árabe), um Spa, um espaço louge (balada) com Dj após a meia noite,  academia, babá e muitas outras coisas. Mas o que me interessava era mesmo relaxar, sem frescuras e gastos extras!

Mas aquele lugar era relaxante demais! Acordar tomar café, ir pra piscina, fazer um lanche, ir pra piscina, tomar banho, jantar, ouvir música ao vivo…. No primeiro dia nós olhávamos para a cara das pessoas e não acreditávamos no desânimo. Aos poucos fomos percebendo que era só falta do que fazer, ou falta do que se estresssar. Nos últimos dias andávamos devagar que nem eles. Rs. E pra combater o sedentarismo aos 25 anos, saímos algumas vezes do hotel para conhecer a redondeza.

Há cinco minutos caminhando, havia um pequeno centro comercial. Bom, havia um centro com barraquinhas e homens fumando na frente dizendo sempre: Hello my friend. Mas antes de passar por essa multidão de Hellos, tivemos que atravessar o portão do hotel cheio de homens oferecendo taxi taxi taxi my friend.
Chegamos no sábado e segunda-feira um moço da agencia de turismo veio nos explicar sobre a cidade, das dicas, mostrar o mapa e oferecer pacotes de viagens. Ele explicou que as ruas eram super seguras, falou que é sempre importante pechinchar o preço das coisas e sempre negociar o preço da ida de taxi antes de entrar no carro. A nossa primeira aventura fora do hotel foi nesse centrinho perto. Eu digo aventura porque passar pela frente das lojas é preciso paciência e jogo de cintura. A cada passo que você dá, alguém te convida pra entrar na loja. Daí logo eles tentam adivinhar de onde a pessoa é. E  meu marido com aquela cara árabe, sempre chamava atenção deles. Daí ele explicava que era filho de suíça e egípcio. Aí a alegria (e lábia) deles começava.

-Então você é egípcio? Você enche de alegria meu coração. Pra você é tudo mais barato. E logo colocavam uma pulseira no meu braço de presente. Presente uma ova, por que depois você se sente mal e acaba comprando algo que não queria ou precisava.

-Então você é muçulmano?
-Não, não sou.
-Mas seu pai é? Se ele é, então você também é.

Ou seja, mãe não vale nada.

Era difícil parar em algum lugar só pra olhar. Eles oferecem de tudo e ficam tentando negociar o tempo todo.

Além de muito simpáticos, os egípcios são também muito galanteadores. E não medem as palavras. Sua esposa é muito linda! Você é um homem de sorte. Ou passando pela frente das lojas, os homens gritavam “Sortudo!”. E o Amir que nunca teve ciúme, começou a segurar forte minha mão e me deixar sempre longe dos vendedores. Teve um que não parava de me elogiar, dizia que eu era a mulher mais linda que ele já tinha visto. e escreveu num papel o nome dele e um coração pra me dar. E pediu pra eu nunca mais esquecer dele e pra entrar na loja e escolher o que eu quisesse. Hahaha. Até que o Amir, com toda delicadeza, foi me arrastando pra longe dele.

Um vendedor me perguntou de onde eu era, e após descobrir que eu era brasileira, fez uma cara de dúvida misturada com animação, e disse:

-Eu nunca vi uma mulher brasileira na vida. São todas como você?

Nessa brincadeira toda de encher meu ego eu ganhei: três vidrinhos de perfume, uma pintura em papirus e duas pulseiras.

Mas as aventuras pela terra do Hello my friend não acabam por aqui. Ainda teve medo no taxi, mergulho no Blue Hole, chá com beduínos e mais!


02 set 2012

Terapia: escrever

É difícil. É tão difícil. É muito difícil!

Fica difícil de ser feliz. Sabe aquela sentimento de estar 100% feliz? As vezes some.

Daí eu fico louca e penso que não aguento mais. Abro as mensagens do telefone e vejo mensagens dele. “Você sabe o quanto eu te amo? Sem você não sou nada!”. E um pouquinho mais de força me aparece.

Até quando uma saudade pode ser forte a ponto de fazer você desistir de tudo aquilo que sempre quis? Até onde podemos seguir balanceando o racional e o emocional? Me imaginar jogando a toalha e no futuro ver o meu presente como coisa do passado me deixa louca. E o que fazer? Pra onde correr? O que falar?

Tem dias que eu acordo e penso: Dane-se aprender alemão, dane-se país de primeiro mundo, eu quero mais é voltar pro Brasil. Aí no mesmo momento eu penso como é estupida essa ideia, e como eu me sentiria sabendo que deixei o amor da minha vida pra trás. Mas aí você se pergunta: Porque ele não vai pro Brasil com ela? Hoje não tem como, ele estuda e largar uma universidade como a dele seria também estúpido.

Mas assim eu continuo tentando, continuo respirando fundo e lutando por esse amor. Porque família vai sempre estar lá, assim como o país. Eu quero meu casamento até que a morte nos separe, por isso continuo aqui. Mas caso nada der certo, daí sim eu volto com tudo para um recomeço.

O amor é o que faz a gente ter coragem de encarar o novo, ou recomeçar, seja ele por alguém ou pro si próprio. E o meu recomeço a cada dia é por amor a alguém. Mas não pense que deixo meu amor prórpio de lado. O motivo que eu continuo aqui é o meu amor por ele, mas a força que me faz continuar, é o meu amor próprio, o mais forte e verdadeiro amor que existe em mim.

Obs.: Comecei o poste totalmente perdida, só jogando palavras que me vinham a cabeça. E no final me senti bem. Observação mais importante! Não quero que as pessoas que me amam fiquem preocupadas comigo. Eu to bem!


31 ago 2012

Random

Eu sei que foi bastante tempo sem postar, mas achar um dia nessa semana pra fazer dois posts foi complicado! E hoje, depois de trabalhar 10 horas direto, passei aqui só pra deixar umas fotinhos aleatórias.

Desde fevereiro quanto estive no Brasil, não tinha comido tão bem! Aproveitei a visita da minha mãe pra não me meter na cozinha. Num final de tarde maravilhoso ela fez uma janta para o pessoal aqui de casa. Não preciso nem dizer o quanto todo mundo comeu né? #quemsabesabe Mas pra não dizer que não cozinhei nada pra minha família, fiz uma nega maluca (sem cobertura) que ficou uma delícia! Modesta!

E para aproveitar os dias lindos que tivemos nesse verão, fomos passear por alguns cantos da Suíça – próximos posts. As duas últimas fotos acima foram tiradas na parte italiana, o Cantão Ticino.

Viajar, malhar, beber Gespritzter Weisser (Vinho branco com soda limão) e curtir dias longos com noites lindas: diz muito sobre os últimos dois meses. Falando em bebidas, que tal um post com as bebidas que os suíços fazem no verão? A mãe adorou Gespritzter Weisser!

Hoje esfriou e os dias começam a ficar mais curtos. Agora é só esperar o frio “piorar” e curtir finais de semana debaixo da coberta com meu Amo(i)r. Hmmm, deu até saudade da neve!

Beijinhos e até segunda! 😉


30 ago 2012

O caso das borboletas

Há 3 anos e 7 meses eu conheci meu marido. Sem experiência nenhuma em relacionamento amoro, eu me joguei de cabeça naquela história. E durante 2 anos e meio nós namorados à distância. Namorar não é bem o verbo certo que conjuga nossa história, mas isso é papo pra outro post. Nesses anos de relacionamento à distância (como prefiro chamar) o meu maior pesadelo era passar alguns meses sem ele. Não pela paranoia de traição e afins, mas pelo simples fato de estar sem a presença física dele.

Quando me mudei pra Suíça para morarmos juntos, esse sofrimento acabou – claro que vieram outros, como a saudade do Brasil. Estamos hoje um ano casados, e nesse ano só ficamos separados por duas semanas quando, fui ao Brasil visitar minha família e amigos. E foi de novo difícil, talvez por essa lembrança que tenho de ficar meses sem ele.

Alguns meses atrás ele me disse que iria fazer uma viagem com o grupo de amigos que ele conheceu enquanto estava viajando pela América do Sul. Para mim foi um choque! Não por ficar sem ele, mas por que ele iria viajar com os amigos solteiros. E aquela paranoia que eu nunca tive, veio à tona. Eu achei, no momento, um absurdo, pois estávamos casados e uma viagem dessas não fazia sentido. E eu consegui convencê-lo do mesmo.

Passadas algumas semanas eu não conseguia mais ME convencer de que tinha feito a coisa certa. Eu pensei, repensei, analisei e cheguei a conclusão: Ele DEVE ir! Porque? Porque eu nunca admirei relacionamentos baseado na desconfiança, chantagem e, principalmente, na não liberdade. E eu me peguei prendendo meu marido, e me senti injusta.

Eu quero esse homem pra ficar comigo porque ELE quer. Eu quero que ele viaje e queira muito voltar pra mim. E, mais importante, não quero que, no futuro, ele diga que não fez alguma coisa importante pra ele por minha culpa. Eu larguei meus amigos e minha família no Brasil, e por mais que eu sinta uma saudade imensa, eu nunca vou culpá-lo, pois fiz porque quis.

E no caso da traição, que é o que muitas mulheres pensam quando o namorado/marido vai viajar, eu tenho a seguinte posição: Se eu tenho que segurar meu marido pra que ele não me traia, então eu não o quero de forma alguma. Não acredito em duas pessoas virarem uma, não acredito em Facebook junto com namorado, e nem em compartilhamento de senha de e-mail. Cada um deve ter sua própria identidade e vontades, e isso deve ter respeitado entre os parceiros.

Sei que algumas pessoas acham que, fazendo isso, eu abri chance que algo aconteça. Mas o mais importante pra mim foi que, com essa atitude de apoiar a viagem, eu ganhei a admiração do meu marido. Como eu poderia privá-lo de uma parte importante da vida dele? Ele sempre me achou uma pessoa forte e decidida, porque eu iria mudar o jogo agora? Nossa história começou assim, e entre altos e baixos, viagens e visitas, nós continuamos firme e fortes. E aquele sentimento de saudade que eu não sentia há muito tempo está de volta.

Desde quanto o conheci até hoje meu lema é o mesmo: “Que voe por todo o mar…. E volte aqui… Pro meu peito!”

ps: Aqui na Suíça é super comum casais fazerem férias separados. E isso não significa férias só de meninas ou só de meninos. Grupos antigos de colégio, bairro fazem férias juntos sem seus parceiros.

ps2: O Amir está no Brasil. Imagina o tamanho da minha inveja?


29 ago 2012

Sommerferien

Oi pessoas ansiosas por novidades! Desta vez demorou, mas vem bastante fotos por aí! Sabe porque eu demorei pra escrever no blog? Sente só!

Última semana de aula, uma semana trabalhando o dia todo, 3 semanas de visita dos meus pais, uma semana de férias com meu marido e mais uma semana pra organizar a vida depois de toda a farra!

Mas hoje não vou me estender. Vou apenas deixar um gostinho de quero mais. Aos poucos eu volto com mais fotos e detalhes de todos esses passeios. Tem coisa pra caramba!

E aí? Deu vontade de voltar pra ver mais? Então passa qui amanhã que mais fotos virão! Beijos e saudade de todos!



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